Aumento limitado do IVA é central para "sim" do PSD

21-10-2010
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Na reunião do conselho nacional, que se prolongou por mais de cinco horas e acabou na madrugada de ontem, houve várias intervenções a favor da abstenção. Luís Rodrigues, deputado por Setúbal, alertou para o risco de "afunilamento" do discurso do líder sobre o Orçamento, com a radicalização sobre um eventual chumbo. Castro Almeida, ex-vice-presidente de Ferreira Leite, confessou que preferia arrumar o assunto desde já e foi um dos três conselheiros que optaram por abster-se, juntamente com Álvaro Amaro. Até porque o PSD cedeu - pelo menos parcialmente - na recusa em aumentar os impostos, no caso, o IVA. "Um ponto percentual [de aumento] do IVA não é a diferença entre a prosperidade e o caos", disse o dirigente, para quem o PSD deveria abster-se e "mostrar as suas alternativas". No final, fiel à tradição de não colocar obstáculos às posições do líder, os conselheiros votaram por larga maioria a moção de apoio a Passos e à sua estratégia de abstenção condicionada. O sindicalista Bettencourt Picanço, dirigente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, votou contra por o documento não incluir referências à situação sindical.

Apesar de ainda faltarem algumas semanas para a votação, a bancada social-democrata pode ainda ter um problema: os quatro deputados da Madeira furarem a disciplina partidária, algo que não seria inédito.

O que fica então dos discursos de Passos? A abertura à abstenção condicionada, mas também avisos de que o partido tem de "estar preparado para tudo". A ponto de dizer que, se o primeiro-ministro se demitir, como já admitiu, o país não ficará sem governo. Nem que para isso seja necessário fazer uma revisão cirúrgica para retirar o impedimento de o Presidente convocar eleições nos seis meses anteriores ao final do mandato.

Portas discreto

No mesmo dia em que o líder social-democrata madeirense, Alberto João Jardim, defendeu o voto contra, o deputado Hugo Velosa admitia ao PÚBLICO que os quatro deputados podem vir a votar "em consonância com a comissão política regional". "Mas ainda falta muito tempo", resumiu.

O líder do CDS-PP prefere não avançar já com uma posição sobre o sentido de voto da sua bancada e convocou a comissão política para esta sexta-feira e um conselho nacional na próxima quarta-feira, em que será ratificada a posição sobre o Orçamento e também o apoio à candidatura de Cavaco Silva.

Na reunião do conselho nacional, que se prolongou por mais de cinco horas e acabou na madrugada de ontem, houve várias intervenções a favor da abstenção. Luís Rodrigues, deputado por Setúbal, alertou para o risco de "afunilamento" do discurso do líder sobre o Orçamento, com a radicalização sobre um eventual chumbo. Castro Almeida, ex-vice-presidente de Ferreira Leite, confessou que preferia arrumar o assunto desde já e foi um dos três conselheiros que optaram por abster-se, juntamente com Álvaro Amaro. Até porque o PSD cedeu - pelo menos parcialmente - na recusa em aumentar os impostos, no caso, o IVA. "Um ponto percentual [de aumento] do IVA não é a diferença entre a prosperidade e o caos", disse o dirigente, para quem o PSD deveria abster-se e "mostrar as suas alternativas". No final, fiel à tradição de não colocar obstáculos às posições do líder, os conselheiros votaram por larga maioria a moção de apoio a Passos e à sua estratégia de abstenção condicionada. O sindicalista Bettencourt Picanço, dirigente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, votou contra por o documento não incluir referências à situação sindical.

Apesar de ainda faltarem algumas semanas para a votação, a bancada social-democrata pode ainda ter um problema: os quatro deputados da Madeira furarem a disciplina partidária, algo que não seria inédito.

O que fica então dos discursos de Passos? A abertura à abstenção condicionada, mas também avisos de que o partido tem de "estar preparado para tudo". A ponto de dizer que, se o primeiro-ministro se demitir, como já admitiu, o país não ficará sem governo. Nem que para isso seja necessário fazer uma revisão cirúrgica para retirar o impedimento de o Presidente convocar eleições nos seis meses anteriores ao final do mandato.

Portas discreto

No mesmo dia em que o líder social-democrata madeirense, Alberto João Jardim, defendeu o voto contra, o deputado Hugo Velosa admitia ao PÚBLICO que os quatro deputados podem vir a votar "em consonância com a comissão política regional". "Mas ainda falta muito tempo", resumiu.

O líder do CDS-PP prefere não avançar já com uma posição sobre o sentido de voto da sua bancada e convocou a comissão política para esta sexta-feira e um conselho nacional na próxima quarta-feira, em que será ratificada a posição sobre o Orçamento e também o apoio à candidatura de Cavaco Silva.

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