Jorge Nuno de Sá sucede hoje a Pedro Duarte

15-10-2002
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Jorge Nuno de Sá Sucede Hoje a Pedro Duarte

Por ÂNGELO TEIXEIRA MARQUES

Domingo, 29 de Setembro de 2002

Acusações de "défice democrático" agitam congresso morno da JSD

Jorge Nuno de Sá vai ser hoje eleito presidente da Juventude Social Democrata (JSD) já que, no congresso que esta tarde termina na Póvoa de Varzim, encabeça a única lista de sucessão a Pedro Duarte o qual assumirá a presidência da mesa do congresso.

A reunião magna da JSD que se previa tranquila - o próprio Jorge Nuno de Sá afirmou que encabeçava uma lista "na lógica da continuidade" - começou com uma querela entre a organização do congresso e uma facção encabeçada por Joel Sá, presidente da concelhia de Barcelos, a segunda maior do país em número de militantes. Joel Sá queria apresentar uma lista ao conselho nacional, mas a sua proposta não foi aceite devido, segundo o visado, "a motivos políticos para não haver debate". "Isto é uma vergonha. Há déficit democrático na JSD", clamou da tribuna um apoiante do dirigente barcelense que, mais tarde, em declarações aos jornalistas, subscreveria essas frases.

Aliás, era notório entre os congressistas a agitação que prognosticava um clima inicial efervescente, assim que saíssem da sala os convidados - José Luís Arnaut, Marco António (presidente da distrital do PSD/Porto), entre outros dirigentes da região. E, por isso, pouco tempo depois de Arnaut começar o discurso já o murmúrio tornava praticamente inaudíveis as palavras do secretário-geral do PSD. O mesmo sucedeu, logo depois, quando Pedro Duarte apresentava o relatório de actividades da sua gestão. Os delegados discutiam a atitude de Joel Sá e da mesa, e a maioria chegava mesmo a ignorar o discurso de despedida do ainda presidente da JSD.

José Luís Arnaut ainda se encontrava na sala quando estalaram as desavenças, mas, nessa altura, tentava explicar aos jornalistas que o governo tinha cortado o crédito bonificado para os jovens devido a um "estado de necessidade das finanças do país e que não queria ter tomado essa medida". Uma pergunta inevitável dado que, antes da abertura do congresso que ocorreu com três horas de atraso, já Jorge Nuno de Sá afirmara que o governo "precisa de arranjar novas soluções porque acabou com um benefício para os jovens".

Ao conversar com os jornalistas, o secretário-geral do PSD nem se deu conta dos termos verbais que irrompiam do palco. Ou seja, do mesmo sítio onde, minutos antes, ao comparar a JSD com a JS tinha criticado esta última por, no último congresso, a Juventude Socialista "não se querer entender e estar mais preocupada com a disputa de lugares".

Jorge Nuno de Sá quis passar à margem da polémica e negou-se a comentar "questões processuais" sobre a entrada (ou recusa) de listas. O congresso estava ganho e o único candidato à presidência da JSD preferiu destacar a linha de rumo dos novos dirigentes da "jota" em relação ao PSD: "Queremos ser a consciência crítica do partido", sintetizou. E apesar de terem sido apresentadas mais de meia centena de moções, o debate foi morno, transformando o congresso numa sucessão de discursos. Hoje ocorrerá a votação das listas e a tomada de posse, apadrinhada por Durão Barroso.

Jorge Nuno de Sá Sucede Hoje a Pedro Duarte

Por ÂNGELO TEIXEIRA MARQUES

Domingo, 29 de Setembro de 2002

Acusações de "défice democrático" agitam congresso morno da JSD

Jorge Nuno de Sá vai ser hoje eleito presidente da Juventude Social Democrata (JSD) já que, no congresso que esta tarde termina na Póvoa de Varzim, encabeça a única lista de sucessão a Pedro Duarte o qual assumirá a presidência da mesa do congresso.

A reunião magna da JSD que se previa tranquila - o próprio Jorge Nuno de Sá afirmou que encabeçava uma lista "na lógica da continuidade" - começou com uma querela entre a organização do congresso e uma facção encabeçada por Joel Sá, presidente da concelhia de Barcelos, a segunda maior do país em número de militantes. Joel Sá queria apresentar uma lista ao conselho nacional, mas a sua proposta não foi aceite devido, segundo o visado, "a motivos políticos para não haver debate". "Isto é uma vergonha. Há déficit democrático na JSD", clamou da tribuna um apoiante do dirigente barcelense que, mais tarde, em declarações aos jornalistas, subscreveria essas frases.

Aliás, era notório entre os congressistas a agitação que prognosticava um clima inicial efervescente, assim que saíssem da sala os convidados - José Luís Arnaut, Marco António (presidente da distrital do PSD/Porto), entre outros dirigentes da região. E, por isso, pouco tempo depois de Arnaut começar o discurso já o murmúrio tornava praticamente inaudíveis as palavras do secretário-geral do PSD. O mesmo sucedeu, logo depois, quando Pedro Duarte apresentava o relatório de actividades da sua gestão. Os delegados discutiam a atitude de Joel Sá e da mesa, e a maioria chegava mesmo a ignorar o discurso de despedida do ainda presidente da JSD.

José Luís Arnaut ainda se encontrava na sala quando estalaram as desavenças, mas, nessa altura, tentava explicar aos jornalistas que o governo tinha cortado o crédito bonificado para os jovens devido a um "estado de necessidade das finanças do país e que não queria ter tomado essa medida". Uma pergunta inevitável dado que, antes da abertura do congresso que ocorreu com três horas de atraso, já Jorge Nuno de Sá afirmara que o governo "precisa de arranjar novas soluções porque acabou com um benefício para os jovens".

Ao conversar com os jornalistas, o secretário-geral do PSD nem se deu conta dos termos verbais que irrompiam do palco. Ou seja, do mesmo sítio onde, minutos antes, ao comparar a JSD com a JS tinha criticado esta última por, no último congresso, a Juventude Socialista "não se querer entender e estar mais preocupada com a disputa de lugares".

Jorge Nuno de Sá quis passar à margem da polémica e negou-se a comentar "questões processuais" sobre a entrada (ou recusa) de listas. O congresso estava ganho e o único candidato à presidência da JSD preferiu destacar a linha de rumo dos novos dirigentes da "jota" em relação ao PSD: "Queremos ser a consciência crítica do partido", sintetizou. E apesar de terem sido apresentadas mais de meia centena de moções, o debate foi morno, transformando o congresso numa sucessão de discursos. Hoje ocorrerá a votação das listas e a tomada de posse, apadrinhada por Durão Barroso.

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