Braga Gonçalves acusa
Amostra pagou obras ou casa de Portas
O principal arguido do Caso Moderna declarou hoje ter sabido que um cheque de cerca de 2 mil contos passado à empresa Amostra em 1998 foi utilizado «para a compra de uma casa ou para obras de Paulo Portas». «Vim a saber que (o cheque) foi utilizado para a compra de uma casa ou obras de Paulo Portas, e isso incomodou-me e fez-me mudar de atitude em relação a uma série de coisas», disse José Braga Gonçalves ao tribunal. «Vim a saber que (o cheque) foi utilizado para a compra de uma casa ou obras de Paulo Portas, e isso incomodou-me e fez-me mudar de atitude em relação a uma série de coisas», disse José Braga Gonçalves ao tribunal. Um dia depois da divulgação de uma «Carta Aberta a Paulo Portas» em que prometia revelar «factos por poucos conhecidos e por ninguém esclarecidos», Jorge Braga Gonçalves referiu que a emissão daquele cheque ocorreu «numa altura em que havia alguma discussão em torno da Amostra e do centro de sondagens». Um dia depois da divulgação de uma «Carta Aberta a Paulo Portas» em que prometia revelar «factos por poucos conhecidos e por ninguém esclarecidos», Jorge Braga Gonçalves referiu que a emissão daquele cheque ocorreu «numa altura em que havia alguma discussão em torno da Amostra e do centro de sondagens». Segundo contou o filho do antigo reitor da universidade, em 1998, «Paulo Portas não pagava aos funcionários» e raramente aparecia no centro de sondagens, deixando-lhe «a criança nas mãos». «Foi a gota que fez transbordar o copo de água», disse o arguido. O antigo «homem-forte» da Moderna recordou que Paulo Portas já era então o líder do CDS/PP e ia menos à Universidade. Segundo contou o filho do antigo reitor da universidade, em 1998, «Paulo Portas não pagava aos funcionários» e raramente aparecia no centro de sondagens, deixando-lhe «a criança nas mãos». «Foi a gota que fez transbordar o copo de água», disse o arguido. O antigo «homem-forte» da Moderna recordou que Paulo Portas já era então o líder do CDS/PP e ia menos à Universidade. No início de Agosto de 1998, precisou o arguido, «ninguém sabia dele» (Paulo Portas) e foi necessário passar um cheque à ordem de Alexandre Picoto (da Amostra) para pagar aos funcionários da Amostra e aos alunos da Moderna que faziam sondagens para a empresa. No início de Agosto de 1998, precisou o arguido, «ninguém sabia dele» (Paulo Portas) e foi necessário passar um cheque à ordem de Alexandre Picoto (da Amostra) para pagar aos funcionários da Amostra e aos alunos da Moderna que faziam sondagens para a empresa. Devido à «confusão» gerada pela ausência de Paulo Portas, Jorge Braga Gonçalves disse ter sugerido a integração dos funcionários da Amostra na Universidade, alegando que já era que lhes pagava o ordenado, através de consecutivas transferências de dinheiro para a empresa de sondagens. Devido à «confusão» gerada pela ausência de Paulo Portas, Jorge Braga Gonçalves disse ter sugerido a integração dos funcionários da Amostra na Universidade, alegando que já era que lhes pagava o ordenado, através de consecutivas transferências de dinheiro para a empresa de sondagens. 19:34 10 Abril 2003
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Comentários
121 a 140 de 323 Pensador 10:57 15 Abril 2003 Artigo de Francisco Moita Flores no Correio da Manhã
O CASO PORTAS
Não conheço (...) pressão tão grande sobre uma testemunha. Para que uma testemunha passe a arguido
O principal arguido do chamado 'caso Moderna' decidiu quebrar o silêncio e contar o que, segundo ele, é a verdade sobre a sua responsabilidade na gestão da cooperativa que detém aquela universidade.
E começou logo por dizer que nunca precisara dos dinheiros daquela universidade porque tinha um escritório de advocacia rico.
Portanto, a única preocupação era salvar o pai, então reitor, das garras esfomeadas de cooperantes em guerra.
É a sua verdade. Pronto!
Quem conhece de perto o que se passou nesses anos da brasa tem outra verdade sobre as coisas.
Mas não é isso que está em causa. Ele tem todo o direito de se defender e não quero que uma só linha do que escrevo possa inibir esse direito.
No entanto, não deixa de ser curiosa a forma como a comunicação social pega no tema.
Há um ano que se discutem 50 mil contos e Paulo Portas.
O julgamento anda quase sem notícias quando nem Portas nem os 50 mil contos vêm à baila.
E a verdade é que estão em jogo milhões de contos e o tribunal quer saber para onde foram.
Depois há esta perseguição encarniçada contra Portas.
Eu devo confessar: embora não partilhe as ideias do seu partido, embora esteja distante da luta político-partidária, é com alguma repugnância que assisto ao folclore político que se estabelece em torno do homem.
Vejamos: ele prestou declarações à PJ, várias vezes segundo sei, viu a sua vida pessoal investigada de alto a baixo, foi submetido em Setembro e Outubro do ano passado a um dos mais severos debates políticos a propósito da Amostra, o Ministério Público procedeu como entendeu às acusações, o juiz decretou as prisões preventivas que entendeu e passando por todo este crivo judiciário nenhuma das autoridades competentes para decidir sobre testemunhas, arguidos e ofendidos (um dos quais passou a arguido preso) decidiu entregar a Paulo Portas a qualidade de testemunha.
Portanto, segundo a história e os princípios do direito, da Constituição da República, face à nossa ordem jurídica, o agora ministro - porque à data dos factos não o era - é testemunha.
Não conheço na história da criminologia, nem nos grandes julgamentos da segunda metade do séc. XX uma pressão tão grande sobre uma testemunha. Mais: uma pressão tão grande para que uma testemunha passe a arguido.
Lido de outro modo, o que aqui se passa é que a luta política, legítima e infelizmente pouco vigorosa para o meu gosto, procura o artifício fraudulento de esgrimir com o sistema judiciário, manipulá-lo, pressioná-lo, para que o ministro Paulo Portas seja corrido do governo por expedientes que o próprio sistema judiciário reconheceu no devido tempo não serem adequados à sua posição neste processo.
Quanto a mim, e foi assim que me ensinou a democracia, quem não gosta de Portas nem de Barroso não tem outro caminho do que criticá-los politicamente e não votar neles.
O verdadeiro tribunal que julga política e políticos é o voto do povo. Porque aquilo que fez de Paulo Portas testemunha e não arguido foi uma decisão técnica de magistrados cuja função é exactamente essa.
De acordo com a lei e avaliando as condutas de cada um decidir da forma como se apresentam em tribunal.
O que se procura fazer cada vez que o nome do ministro da Defesa vem à baila é a perversão do sistema democrático e da ordem jurídica do Estado.
Manipular o sistema que se diz acreditar para daí tirar dividendos políticos. É a miséria. Mas não admira. É o estado a que chegámos quando se confundem ideais, ideias e projectos com vinganças pessoais e ressabiamentos de vária origem.
Enquanto vivermos assim, sem que a política se realize na sua maior nobreza, seguramente continuaremos a viver num país de alcoviteiras e mediocridades várias sem respeito pelos outros nem por nós.
Francisco Moita Flores, Criminologista BWV 1004 10:52 15 Abril 2003 Amigo Palitinho
Tinha apreendido a sua questão de forma diversa. Creio, agora, já ter entendido aonde pretendia chegar.
No que respeita a essas declarações de João Soares e à questão que lhes subjaz... bem, amigo Palitinho, o tema é delicado. A verdade é que sempre me constou que, de todas essas "associações de interesse", de "pressão" ou de "lobby", a que mais ordena é o lobby gay. A propósito disto, já me contava um grande amigo meu, músico formado, que estudou composição com o Prof. Eurico Carrapatoso: um dia, numa aula, o Prof. Carrapatoso, com o espírito sagaz e o humor cáustico que lhe é característico, terá referido, num tom entremeado de sarcasmo e prudência: "Vocês podem até vir a ser bons compositores. Mas lembrem-se: A última palavra pertence sempre ao lobby gay"...
Parece que o Prof. Carrapatoso sabia do que falava. Aliás, à altura, estava a trabalhar num conjunto de obras patrocinadas opela Câmara Municipal de Lisboa - Anno Domini 1999.
O Ardina 10:18 15 Abril 2003 MRS: o caso Moderna e a palavra do Tribunal
Sobre o caso Moderna, durante a última semana, em rigor não houve novidade. Mas enquanto durar o processo irá prolongar-se a dúvida se Paulo Portas irá, ou não, ser chamado a depor, e quem decide isso é o Tribunal. Daí que não valha a pena estar a dar palpites.
A questão reside em saber se os últimos depoimentos trazem factos novos que o obriguem o Tribunal a querer ouvi-lo. No fundo, os factos que são invocados, são os da entrega de dinheiro em mão, de contabilidade caótica, de dúvidas sobre a gestão e a de saber se o dinheiro entregue foi, ou não, para uma casa. Terá de ser o Tribunal, que examinando o que o principal envolvido no caso (Jorge Braga Gonçalves) já disse ou vai dizer e todos os demais elementos, pode chamar daqui a um mês, dois meses, ou nunca, Paulo Portas. E, perante aquilo que ele disser - se for ouvido - determinará se é preciso haver uma investigação criminal adicional. Isto é, se poderá admitir-se a sua constituição como arguido. Neste caso Durão Barroso esteve muito bem, considerando que o Tribunal deve corre os seus trâmites. É evidente que isto significa um desgaste para Paulo Portas. Mesmo alguém que esteja cheio de razão gosta de estar sob a ameaça de depor publicamente. Mas esta é uma pressão psicológica e política que existe desde que o Governo foi formado e portanto não é novidade.
Para o Governo é um desgaste, mas existem coisas que se sabem claramente. Primeiro, que Paulo Portas é fundamental no Governo para que a coligação não caia. Que a coligação é fundamental para Durão Barroso, no sentido de continuar com o Governo tal como está. Só que isso não depende dele, porque a decisão final depende do Tribunal e, como tal, o desgaste é inevitável.
Palitinho 10:15 15 Abril 2003 O Ardina
Pois, pois, amigo Ardina. E em relação à actual direcção do Independente, eu aconselhava-lhes "low profile" antes que alguém se lembre de contra-atacar por causa da telenovela "O Sósia", cujo elenco foi um tanto ou quanto rocambolesco. Se alguém tem motivos para estar caladinho... até tem mais, querem um conselho ? Recordam-se do diálogo entre as duas jornalistas no Sic Notícias ? Então peguem na gravação, que estou convencido que deverão ter ainda pois convém, e vejam a quantidade de contradições. Ainda lhe acrescento uma, nos primeiros 2 minutos de diálogo/discussão, a jornalista do independente diz uma coisa sobre a forma de ter conhecido o sósia, para logo ao fim de 7 ou 8 minutos tornar a dizer precisamente o inverso. Mas peguem numa cassete ou gravem o conteúdo em MPEG e andem para a frente e para trás para verem onde é que se podia pegar e bem na Lei e nas contradições. Sinceramente, se eu tivesse feito uma habilidade daquelas, a esta hora estaria muito, mas mesmo muito quietinho e caladinho para que ninguém se lembrasse disso e muito menos tentaria processar a D. Felicia Cabrita porque às vezes quando pegamos numa fisga, o pau está carunchoso e parte-se e levamos com a pedrada na cara em vez de atingirmos o pardal ! :) O Ardina 10:14 15 Abril 2003 A vida depois de George
Esquecida que está a incursão pelo admirável mundo dos poderosos, o primeiro-ministro encontrou o quotidiano de um país com problemas.
Admite-se que, após a fantasia, o choque com a realidade tenha sido incomodativo – sobre a surpreendente cumplicidade com George W. Bush há, aliás, um texto notável de Miguel Sousa Tavares, escrito para o Público e que certamente José Manuel Durão Barroso leu.
Agora que todos são pacifistas – é esta a ordem natural da guerra –, Durão confrontou-se com o facto politicamente relevante de que os ministros também têm sobrinhos e um passado. Em relação a Isaltino de Morais e Paulo Portas, o chefe do Governo fez o possível, fazendo bem: o repto lançado à Justiça enquadra a matéria e oferece uma conveniente reserva política para outras evoluções.
No entretanto e enquanto a separação de poderes for resolvendo o impasse, é indesmentível que o sobrinho de Isaltino facilitou um ajuste na equipa governativa e a trapalhada de Portas mantém-no em sentido. Sendo claro que o ministro da Defesa jamais sairá pelo seu pé, Durão impõe esse ónus ao poder judicial. Estamos perante um desafio que obrigará a Justiça a assumir responsabilidades, num processo benéfico para a emancipação da democracia portuguesa.
Raul Vaz, DE O Ardina 10:09 15 Abril 2003 Baixas no Governo
O Governo de direita não quer acreditar que as suas primeiras baixas ocorrem em plena guerra do Iraque. Agora que os portugueses são solicitados pela rádio e pela televisão a terem os olhos postos nas horas exóticas de Bagdad e de Washington ao mesmo tempo, eis que o temporal das demissões ameaça abater-se sobre o Governo em Lisboa!
Independentemente de outras considerações, a guerra no Iraque sempre apareceu ao Governo de Durão Barroso como um acontecimento que lhe permitiria repousar politicamente em Portugal, pela atenção natural que o evoluir da situação internacional suscitaria, pela justificação das dificuldades económicas que as guerras proporcionam, pela distracção das oposições com o tema do conflito. Tanto que as primeiras moções de censura apresentadas na AR disseram respeito a esse tema, quando o natural seria que fossem motivadas pela política interna.
Ainda para mais, o evoluir da situação das operações militares anglo-americanas no terreno corria de feição para os que depositaram todo o julgamento sobre os resultados militares.
Com efeito, depois da péssima conduta havida ao nível da política internacional e das dúvidas sobre os objectivos estratégicos, só ao êxito das operações militares se podem acolher os defensores desta guerra, mesmo entre os portugueses.
Desse ponto de vista, os soldados anglo-americanos estavam a prestar um serviço relevante à estabilidade do Governo de Durão Barroso, embora eu desconfie que venha a ser Paulo Portas a anunciar a vitória em Bagdad, mesmo antes do general Franks arranjar alguém, entre os escombros, que assine os termos da rendição final das autoridades iraquianas.
Ou, por outra, será Paulo Portas se, entretanto, às tantas horas de Lisboa, não ocorrerem mais baixas políticas no Governo de maioria PSD/PP_
E aqui é que bate o ponto.
Talvez anestesiado e surpreendido pela demissão de Isaltino Morais _ muito mais preocupado em não prejudicar o Governo de que fez parte do que Paulo Portas _ o primeiro-ministro limitou-se a uma remodelação forçada por outros e na qual não introduziu nenhum desígnio pessoal.
Deixou cair Valente de Oliveira, cedeu a Manuela Ferreira Leite, ou seja, não resistiu a nenhum desafio, limitando-se a gerir a dança dos secretários de Estado sem outro propósito que não fosse evitar qualquer afrontamento político.
Desse modo, deixou no Governo quem terá de sair à primeira oportunidade e não alargou a credibilidade da maioria após um ano de Governo. Antes pelo contrário.
Após um ano de Governo, esta maioria parece não saber o que fazer.
Esgotou as bandeiras eleitorais como o fim do rendimento mínimo garantido (que não conseguiu) e a aprovação de um excessivo código de trabalho, cuja constitucionalidade e aplicação vão ser agora postas à prova.
Quanto ao défice orçamental, é por de mais evidente que a ministra Ferreira Leite esgotou a sua energia no ano passado e que este ano está entregue à sua sorte.
alvez por isso, Durão Barroso lhe tenha oferecido a cabeça de Miguel Frasquilho, à espera que a dela role naturalmente, pela conjugação paradoxal do descontrolo do défice com o aumento do desemprego.
Enquanto isso acontece, o choque fiscal esmorece entre a sisa que se desconhece e o imposto sucessório já morto e que agora se enterra.
Não são perspectivas entusiasmantes para o nosso país, neste momento de tanta incerteza internacional e em que de novo se ouvem vozes de peritos consagrados como Sousa Franco e Miguel Cadilhe a apontar novos rumos para a economia portuguesa.
Esta remodelação faz lembrar aquelas desvalorizações monetárias mal feitas que só deixam a expectativa de uma nova desvalorização.
Estamos assim perante uma espécie de «desvalorização governamental», que anuncia outras baixas na maioria.
Umas voluntárias, outras fortuitas ou forçadas.
Esta remodelação é apenas um princípio!
Palitinho 10:06 15 Abril 2003 Zeus 8441
Malandrecos, vocês bem querem ver se eu digo ou meto o pé em falso para escorregar assim numa coisa grande, mas... logo por azar quem diz as coisas é o Expresso ! É curioso, esta história da Maçonaria em Portugal, porque o primeiro a colocar questões sobre a mesma foi precisamente... o Expresso ! Sim, sim, e querem saber o dia ? 07.03.1998 ! Nem mais, vejam a edição:
http://primeirasedicoes.expresso.pt/ed1323/pu322.asp
Quando às insinuações que as pessoas fazem sobre o dr. Paulo Portas, é curioso o facto de ele nunca ter mencionado nada relacionado com gays, apesar de se porventura mencionasse não seria por isso que deixaria de ser um óptimo político e Ministro da Defesa, mas... caramba, o Expresso falava de Maçonaria, mas o Joãozinho tinha logo de ir buscar a Internacional Gay ! Bem, psicológicamente isto talvez tenha a sua explicação, mas não deixa de ser caricato. Reparem na resposta do mesmo sobre uma possível investigação em Portugal nos mesmos moldes em que aconteceu na Inglaterra:
"«Eu assumo desde o princípio a minha ligação ao Grande Oriente Lusitano. Mas não é legítimo impor que as pessoas se identifiquem, quer pertençam à maçonaria, ao Opus Dei ou à International Gay», comentou o presidente da Câmara de Lisboa, João Soares. O ministro da Administração Interna, Jorge Coelho, diz que «não faria sentido uma investigação sobre quem é quem» na maçonaria."
"João Soares" dixit ! Ainda assim, gostava que me explicassem a comparação Opus Dei/Maçonaria/Internacional Gay. É que o terceiro não rima com isto !
Vá, Zeus e BWV, apanhem-me lá ! Fui eu que disse ? Não, foi o Expresso, apenas não se esqueçam que alguém lê e anota todos os jornais há anos, estuda tudo e regista tudo o que encontra na internet sobre as palavras de certos políticos ! Eheheheh, como tal... eu até não disse nada ! :) O Ardina 10:05 15 Abril 2003 Churrasco
Paulo Portas está cada vez mais encostado à parede por causa do caso Moderna. Mas quem vai segurar o ministro até onde puder é o PSD. A começar por Durão Barroso. Porquê? É simples: no dia em que Paulo Portas cair, será o princípio do fim do Governo. O ex-director do Independente é, talvez, das pessoas mais bem informadas do País sobre o lado menos conhecido de uma boa fornada de governantes. Levá-los ao lume será, então, uma questão de tempo. O churrasco da AD já arde. Mas ainda não cheira.
Miguel Carvalho
Visão, 15 Abr. 2003
O Ardina 10:05 15 Abril 2003 MRS
"O dr. Portas é fundamental no Governo para que a coligação não caia."
Marcelo Rebelo de Sousa
TVI, 13-04-03
O Ardina 10:04 15 Abril 2003 Raul Solnado
"O doutor Portas, neste caso da Moderna em julgamento, faz lembrar aquele velho avô de uma das rábulas da guerra do Raul Solnado. O senhor era tão surdo, tão surdo, que um dia lhe caíu uma bomba em casa e, irritado, não se conteve e gritou: 'Não batam com as portas!'."
Duarte Moral
"Diário de Notícias", 14-03-04
Palitinho 08:17 15 Abril 2003 BWV 1004
Valha-me Deus, amigo BWV 1004 ! Então mas eu alguma vez iria pensar numa coisa dessas ? Claro que não, estava-me a referir progresso, construção, inovação, honestidade, integridade e Justiça ! Mas por acaso recordou-me uma coisa ainda sobre este caso Moderna. Nas trocas e baldrocas pela luta de poder envolvendo personalidades das sociedades secretas, parece que a PJ teve de proteger algumas pessoas que estavam ameaçadas de morte e também li na imprensa qualquer coisa sobre crime de tráfico de influências ! Eu não digo que o BWV 1004 percebe disto ? Mesmo não conseguindo interpretar da melhor forma os meus comentários, acaba por chegar lá doutra forma, já parece o meu outro amigo do BE que pensa o mesmo que eu mas a maneira de lá chegar é que é diferente. Mas sim, não era o que eu queria dizer, mas acabou por tocar num assunto já mencionado pela imprensa... e tristemente esquecido, porque será que só interessa tramar o dr. Paulo Portas e se esquecem disso, do tráfico de influências e de quem é suspeito disso na Moderna ? Grande BWV 1004, já vi que está na linha certa, só falta vir para o PSD, porque de resto, em espírito já é um dos nossos ! :) Abraço e bom dia ! ora-ai-vai 01:21 15 Abril 2003 a ética não tem preço!
haja Vergonha! ora-ai-vai 01:19 15 Abril 2003 Não há vergonha!
O Poder o todo o custo!
ZEUS 8441 01:11 15 Abril 2003
PAULO PEDROSO E PALITINHO
Já repararam que a esquerda esquece o "maçónico" João Soares?
Por que será?
Deve ser a reserva moral para substituir o Ferro Rodrigues,quando terminar o periodo de duração do actual Secretário Geral do PS,que se encontra em funções interinas.
Falemos então do Soares filho,porque o pai já faz parte das múmias do museu socialista. BWV 1004 00:33 15 Abril 2003 Palitinho amigo
Não sei se entendo muito bem a sua questão. A resposta que pretendia é o crime de tráfico de influência? kunkas 23:36 14 Abril 2003 Palitinho...
Se calhar o Saramago tem a hombriadde de saber reconhecer e denunciar os erros mesmo das coisas que lhe são mais queridas... Já relativamente a alguns participantes deste forum, e em particular no assunto a que diz respeito esta noticia.... É o que se vê... MadaFakar 23:34 14 Abril 2003 lógico !
O Isaltino diz que o dinheiro é do sobrinho...
O sobrinho é um honroso e digno taxista mas mais teso que um bacalhau e que daquele dinheiro nunca lhe viu sequer a cor...
Recebia e depositava dinheirinho "vivo"...pois!!...e logo na Suiça !!!...
Andamos a brincar ou quê? que palhaçada é esta? ninguém soma dois mais dois?
Declarar impostos não é com ele...pra quê ? A Ferreira e a Celeste nem se importam !...
Será que não nos roubou um pouco a todos ao não pagar os seus devidos impostos ?
Quanto ao Portas, vamos com calma...já faltou mais para esse também responder pelo que "sacou"..."as comadres já se zangaram"...
Ainda me vou rir e muito com os advogados de defesa do Portas neste fórum organizarem jantares e manifestações de apoio no Caldas...no "Caldas"? ou nas "Caldas" ? eheheheh !!!
kunkas 23:31 14 Abril 2003 Paulinho....
Insinuar que os pacifistas são apoiantes de saddam, não é argumentação de gente séria. Para os mais distraídos essa é a falácia do falso dilema. É semelhante à afirmação de quem é contra a pena de morte é a favor dos assassinos. Aliás, como a pena de morte até é um tema muito querido de uma certa direita, só se pode concluir a direita é apoiante de fidel. Como vê, usar esse tipo de argumentação, só revela desonestidade intelectual.
Para sua informação, a guerra no Afeganistão ainda não acabou e ainda causa, como é que vocês os belicistas gostam de vergonhosamente chamar: “danos colaterais”:
http://www.cnn.com/2003/WORLD/asiapcf/central/04/09/afghan.civilians.killed/index.html
Além disso, se a reconstrução do Iraque levar o mesmo caminho que a reconstrução do Afeganistão, estamos conversados.
De facto, esta guerra não causou 500 mil vitimas... Causou mais um milhar entre os civis e só deus sabe quantas foram entre os militares (que também são gente).
Para finalizar... Uma outra falácia é denegrir os oponentes. Os comunistas já não comem criancinhas ao pequeno almoço.
Palitinho 23:04 14 Abril 2003 Paulo Pedroso
Eles lá sonhar sonham,mas também se desiludem, coitadinhos ! Então não é que o nosso querido Saramago diz que Cuba e o regime Cubano o desiludiram ? Vá-se lá saber porquê ! :) kunkas 22:51 14 Abril 2003 Para refrescar a memoria aos adeptos da "MERA TESTEMUNHA"
«Da investigação efectuada nestes autos, apurou-se que grande parte do orçamento da Amostra foi delapidado com a realização de despesas que nada teriam a ver com o seu objecto. Tais despesas, analisadas neste contexto, poderiam integrar, muito em abstracto, a prática de um crime de infidelidade» (um dos crimes contra o património).
O problema é que este tipo de crime necessita de queixa dos lesados (neste caso, os proprietários da empresa) para instaurar um processo-crime. E, segundo o MP, neste caso «nenhum dos sócios da Amostra manifestou tal vontade» e «não tem o MP legitimidade para o procedimento criminal, motivo pelo qual não se pronuncia sobre aqueles factos».
in http://www.expresso.pt/interior/default.asp?id=ES70585 < anteriores seguintes >
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Braga Gonçalves acusa
Amostra pagou obras ou casa de Portas
O principal arguido do Caso Moderna declarou hoje ter sabido que um cheque de cerca de 2 mil contos passado à empresa Amostra em 1998 foi utilizado «para a compra de uma casa ou para obras de Paulo Portas». «Vim a saber que (o cheque) foi utilizado para a compra de uma casa ou obras de Paulo Portas, e isso incomodou-me e fez-me mudar de atitude em relação a uma série de coisas», disse José Braga Gonçalves ao tribunal. «Vim a saber que (o cheque) foi utilizado para a compra de uma casa ou obras de Paulo Portas, e isso incomodou-me e fez-me mudar de atitude em relação a uma série de coisas», disse José Braga Gonçalves ao tribunal. Um dia depois da divulgação de uma «Carta Aberta a Paulo Portas» em que prometia revelar «factos por poucos conhecidos e por ninguém esclarecidos», Jorge Braga Gonçalves referiu que a emissão daquele cheque ocorreu «numa altura em que havia alguma discussão em torno da Amostra e do centro de sondagens». Um dia depois da divulgação de uma «Carta Aberta a Paulo Portas» em que prometia revelar «factos por poucos conhecidos e por ninguém esclarecidos», Jorge Braga Gonçalves referiu que a emissão daquele cheque ocorreu «numa altura em que havia alguma discussão em torno da Amostra e do centro de sondagens». Segundo contou o filho do antigo reitor da universidade, em 1998, «Paulo Portas não pagava aos funcionários» e raramente aparecia no centro de sondagens, deixando-lhe «a criança nas mãos». «Foi a gota que fez transbordar o copo de água», disse o arguido. O antigo «homem-forte» da Moderna recordou que Paulo Portas já era então o líder do CDS/PP e ia menos à Universidade. Segundo contou o filho do antigo reitor da universidade, em 1998, «Paulo Portas não pagava aos funcionários» e raramente aparecia no centro de sondagens, deixando-lhe «a criança nas mãos». «Foi a gota que fez transbordar o copo de água», disse o arguido. O antigo «homem-forte» da Moderna recordou que Paulo Portas já era então o líder do CDS/PP e ia menos à Universidade. No início de Agosto de 1998, precisou o arguido, «ninguém sabia dele» (Paulo Portas) e foi necessário passar um cheque à ordem de Alexandre Picoto (da Amostra) para pagar aos funcionários da Amostra e aos alunos da Moderna que faziam sondagens para a empresa. No início de Agosto de 1998, precisou o arguido, «ninguém sabia dele» (Paulo Portas) e foi necessário passar um cheque à ordem de Alexandre Picoto (da Amostra) para pagar aos funcionários da Amostra e aos alunos da Moderna que faziam sondagens para a empresa. Devido à «confusão» gerada pela ausência de Paulo Portas, Jorge Braga Gonçalves disse ter sugerido a integração dos funcionários da Amostra na Universidade, alegando que já era que lhes pagava o ordenado, através de consecutivas transferências de dinheiro para a empresa de sondagens. Devido à «confusão» gerada pela ausência de Paulo Portas, Jorge Braga Gonçalves disse ter sugerido a integração dos funcionários da Amostra na Universidade, alegando que já era que lhes pagava o ordenado, através de consecutivas transferências de dinheiro para a empresa de sondagens. 19:34 10 Abril 2003
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121 a 140 de 323 Pensador 10:57 15 Abril 2003 Artigo de Francisco Moita Flores no Correio da Manhã
O CASO PORTAS
Não conheço (...) pressão tão grande sobre uma testemunha. Para que uma testemunha passe a arguido
O principal arguido do chamado 'caso Moderna' decidiu quebrar o silêncio e contar o que, segundo ele, é a verdade sobre a sua responsabilidade na gestão da cooperativa que detém aquela universidade.
E começou logo por dizer que nunca precisara dos dinheiros daquela universidade porque tinha um escritório de advocacia rico.
Portanto, a única preocupação era salvar o pai, então reitor, das garras esfomeadas de cooperantes em guerra.
É a sua verdade. Pronto!
Quem conhece de perto o que se passou nesses anos da brasa tem outra verdade sobre as coisas.
Mas não é isso que está em causa. Ele tem todo o direito de se defender e não quero que uma só linha do que escrevo possa inibir esse direito.
No entanto, não deixa de ser curiosa a forma como a comunicação social pega no tema.
Há um ano que se discutem 50 mil contos e Paulo Portas.
O julgamento anda quase sem notícias quando nem Portas nem os 50 mil contos vêm à baila.
E a verdade é que estão em jogo milhões de contos e o tribunal quer saber para onde foram.
Depois há esta perseguição encarniçada contra Portas.
Eu devo confessar: embora não partilhe as ideias do seu partido, embora esteja distante da luta político-partidária, é com alguma repugnância que assisto ao folclore político que se estabelece em torno do homem.
Vejamos: ele prestou declarações à PJ, várias vezes segundo sei, viu a sua vida pessoal investigada de alto a baixo, foi submetido em Setembro e Outubro do ano passado a um dos mais severos debates políticos a propósito da Amostra, o Ministério Público procedeu como entendeu às acusações, o juiz decretou as prisões preventivas que entendeu e passando por todo este crivo judiciário nenhuma das autoridades competentes para decidir sobre testemunhas, arguidos e ofendidos (um dos quais passou a arguido preso) decidiu entregar a Paulo Portas a qualidade de testemunha.
Portanto, segundo a história e os princípios do direito, da Constituição da República, face à nossa ordem jurídica, o agora ministro - porque à data dos factos não o era - é testemunha.
Não conheço na história da criminologia, nem nos grandes julgamentos da segunda metade do séc. XX uma pressão tão grande sobre uma testemunha. Mais: uma pressão tão grande para que uma testemunha passe a arguido.
Lido de outro modo, o que aqui se passa é que a luta política, legítima e infelizmente pouco vigorosa para o meu gosto, procura o artifício fraudulento de esgrimir com o sistema judiciário, manipulá-lo, pressioná-lo, para que o ministro Paulo Portas seja corrido do governo por expedientes que o próprio sistema judiciário reconheceu no devido tempo não serem adequados à sua posição neste processo.
Quanto a mim, e foi assim que me ensinou a democracia, quem não gosta de Portas nem de Barroso não tem outro caminho do que criticá-los politicamente e não votar neles.
O verdadeiro tribunal que julga política e políticos é o voto do povo. Porque aquilo que fez de Paulo Portas testemunha e não arguido foi uma decisão técnica de magistrados cuja função é exactamente essa.
De acordo com a lei e avaliando as condutas de cada um decidir da forma como se apresentam em tribunal.
O que se procura fazer cada vez que o nome do ministro da Defesa vem à baila é a perversão do sistema democrático e da ordem jurídica do Estado.
Manipular o sistema que se diz acreditar para daí tirar dividendos políticos. É a miséria. Mas não admira. É o estado a que chegámos quando se confundem ideais, ideias e projectos com vinganças pessoais e ressabiamentos de vária origem.
Enquanto vivermos assim, sem que a política se realize na sua maior nobreza, seguramente continuaremos a viver num país de alcoviteiras e mediocridades várias sem respeito pelos outros nem por nós.
Francisco Moita Flores, Criminologista BWV 1004 10:52 15 Abril 2003 Amigo Palitinho
Tinha apreendido a sua questão de forma diversa. Creio, agora, já ter entendido aonde pretendia chegar.
No que respeita a essas declarações de João Soares e à questão que lhes subjaz... bem, amigo Palitinho, o tema é delicado. A verdade é que sempre me constou que, de todas essas "associações de interesse", de "pressão" ou de "lobby", a que mais ordena é o lobby gay. A propósito disto, já me contava um grande amigo meu, músico formado, que estudou composição com o Prof. Eurico Carrapatoso: um dia, numa aula, o Prof. Carrapatoso, com o espírito sagaz e o humor cáustico que lhe é característico, terá referido, num tom entremeado de sarcasmo e prudência: "Vocês podem até vir a ser bons compositores. Mas lembrem-se: A última palavra pertence sempre ao lobby gay"...
Parece que o Prof. Carrapatoso sabia do que falava. Aliás, à altura, estava a trabalhar num conjunto de obras patrocinadas opela Câmara Municipal de Lisboa - Anno Domini 1999.
O Ardina 10:18 15 Abril 2003 MRS: o caso Moderna e a palavra do Tribunal
Sobre o caso Moderna, durante a última semana, em rigor não houve novidade. Mas enquanto durar o processo irá prolongar-se a dúvida se Paulo Portas irá, ou não, ser chamado a depor, e quem decide isso é o Tribunal. Daí que não valha a pena estar a dar palpites.
A questão reside em saber se os últimos depoimentos trazem factos novos que o obriguem o Tribunal a querer ouvi-lo. No fundo, os factos que são invocados, são os da entrega de dinheiro em mão, de contabilidade caótica, de dúvidas sobre a gestão e a de saber se o dinheiro entregue foi, ou não, para uma casa. Terá de ser o Tribunal, que examinando o que o principal envolvido no caso (Jorge Braga Gonçalves) já disse ou vai dizer e todos os demais elementos, pode chamar daqui a um mês, dois meses, ou nunca, Paulo Portas. E, perante aquilo que ele disser - se for ouvido - determinará se é preciso haver uma investigação criminal adicional. Isto é, se poderá admitir-se a sua constituição como arguido. Neste caso Durão Barroso esteve muito bem, considerando que o Tribunal deve corre os seus trâmites. É evidente que isto significa um desgaste para Paulo Portas. Mesmo alguém que esteja cheio de razão gosta de estar sob a ameaça de depor publicamente. Mas esta é uma pressão psicológica e política que existe desde que o Governo foi formado e portanto não é novidade.
Para o Governo é um desgaste, mas existem coisas que se sabem claramente. Primeiro, que Paulo Portas é fundamental no Governo para que a coligação não caia. Que a coligação é fundamental para Durão Barroso, no sentido de continuar com o Governo tal como está. Só que isso não depende dele, porque a decisão final depende do Tribunal e, como tal, o desgaste é inevitável.
Palitinho 10:15 15 Abril 2003 O Ardina
Pois, pois, amigo Ardina. E em relação à actual direcção do Independente, eu aconselhava-lhes "low profile" antes que alguém se lembre de contra-atacar por causa da telenovela "O Sósia", cujo elenco foi um tanto ou quanto rocambolesco. Se alguém tem motivos para estar caladinho... até tem mais, querem um conselho ? Recordam-se do diálogo entre as duas jornalistas no Sic Notícias ? Então peguem na gravação, que estou convencido que deverão ter ainda pois convém, e vejam a quantidade de contradições. Ainda lhe acrescento uma, nos primeiros 2 minutos de diálogo/discussão, a jornalista do independente diz uma coisa sobre a forma de ter conhecido o sósia, para logo ao fim de 7 ou 8 minutos tornar a dizer precisamente o inverso. Mas peguem numa cassete ou gravem o conteúdo em MPEG e andem para a frente e para trás para verem onde é que se podia pegar e bem na Lei e nas contradições. Sinceramente, se eu tivesse feito uma habilidade daquelas, a esta hora estaria muito, mas mesmo muito quietinho e caladinho para que ninguém se lembrasse disso e muito menos tentaria processar a D. Felicia Cabrita porque às vezes quando pegamos numa fisga, o pau está carunchoso e parte-se e levamos com a pedrada na cara em vez de atingirmos o pardal ! :) O Ardina 10:14 15 Abril 2003 A vida depois de George
Esquecida que está a incursão pelo admirável mundo dos poderosos, o primeiro-ministro encontrou o quotidiano de um país com problemas.
Admite-se que, após a fantasia, o choque com a realidade tenha sido incomodativo – sobre a surpreendente cumplicidade com George W. Bush há, aliás, um texto notável de Miguel Sousa Tavares, escrito para o Público e que certamente José Manuel Durão Barroso leu.
Agora que todos são pacifistas – é esta a ordem natural da guerra –, Durão confrontou-se com o facto politicamente relevante de que os ministros também têm sobrinhos e um passado. Em relação a Isaltino de Morais e Paulo Portas, o chefe do Governo fez o possível, fazendo bem: o repto lançado à Justiça enquadra a matéria e oferece uma conveniente reserva política para outras evoluções.
No entretanto e enquanto a separação de poderes for resolvendo o impasse, é indesmentível que o sobrinho de Isaltino facilitou um ajuste na equipa governativa e a trapalhada de Portas mantém-no em sentido. Sendo claro que o ministro da Defesa jamais sairá pelo seu pé, Durão impõe esse ónus ao poder judicial. Estamos perante um desafio que obrigará a Justiça a assumir responsabilidades, num processo benéfico para a emancipação da democracia portuguesa.
Raul Vaz, DE O Ardina 10:09 15 Abril 2003 Baixas no Governo
O Governo de direita não quer acreditar que as suas primeiras baixas ocorrem em plena guerra do Iraque. Agora que os portugueses são solicitados pela rádio e pela televisão a terem os olhos postos nas horas exóticas de Bagdad e de Washington ao mesmo tempo, eis que o temporal das demissões ameaça abater-se sobre o Governo em Lisboa!
Independentemente de outras considerações, a guerra no Iraque sempre apareceu ao Governo de Durão Barroso como um acontecimento que lhe permitiria repousar politicamente em Portugal, pela atenção natural que o evoluir da situação internacional suscitaria, pela justificação das dificuldades económicas que as guerras proporcionam, pela distracção das oposições com o tema do conflito. Tanto que as primeiras moções de censura apresentadas na AR disseram respeito a esse tema, quando o natural seria que fossem motivadas pela política interna.
Ainda para mais, o evoluir da situação das operações militares anglo-americanas no terreno corria de feição para os que depositaram todo o julgamento sobre os resultados militares.
Com efeito, depois da péssima conduta havida ao nível da política internacional e das dúvidas sobre os objectivos estratégicos, só ao êxito das operações militares se podem acolher os defensores desta guerra, mesmo entre os portugueses.
Desse ponto de vista, os soldados anglo-americanos estavam a prestar um serviço relevante à estabilidade do Governo de Durão Barroso, embora eu desconfie que venha a ser Paulo Portas a anunciar a vitória em Bagdad, mesmo antes do general Franks arranjar alguém, entre os escombros, que assine os termos da rendição final das autoridades iraquianas.
Ou, por outra, será Paulo Portas se, entretanto, às tantas horas de Lisboa, não ocorrerem mais baixas políticas no Governo de maioria PSD/PP_
E aqui é que bate o ponto.
Talvez anestesiado e surpreendido pela demissão de Isaltino Morais _ muito mais preocupado em não prejudicar o Governo de que fez parte do que Paulo Portas _ o primeiro-ministro limitou-se a uma remodelação forçada por outros e na qual não introduziu nenhum desígnio pessoal.
Deixou cair Valente de Oliveira, cedeu a Manuela Ferreira Leite, ou seja, não resistiu a nenhum desafio, limitando-se a gerir a dança dos secretários de Estado sem outro propósito que não fosse evitar qualquer afrontamento político.
Desse modo, deixou no Governo quem terá de sair à primeira oportunidade e não alargou a credibilidade da maioria após um ano de Governo. Antes pelo contrário.
Após um ano de Governo, esta maioria parece não saber o que fazer.
Esgotou as bandeiras eleitorais como o fim do rendimento mínimo garantido (que não conseguiu) e a aprovação de um excessivo código de trabalho, cuja constitucionalidade e aplicação vão ser agora postas à prova.
Quanto ao défice orçamental, é por de mais evidente que a ministra Ferreira Leite esgotou a sua energia no ano passado e que este ano está entregue à sua sorte.
alvez por isso, Durão Barroso lhe tenha oferecido a cabeça de Miguel Frasquilho, à espera que a dela role naturalmente, pela conjugação paradoxal do descontrolo do défice com o aumento do desemprego.
Enquanto isso acontece, o choque fiscal esmorece entre a sisa que se desconhece e o imposto sucessório já morto e que agora se enterra.
Não são perspectivas entusiasmantes para o nosso país, neste momento de tanta incerteza internacional e em que de novo se ouvem vozes de peritos consagrados como Sousa Franco e Miguel Cadilhe a apontar novos rumos para a economia portuguesa.
Esta remodelação faz lembrar aquelas desvalorizações monetárias mal feitas que só deixam a expectativa de uma nova desvalorização.
Estamos assim perante uma espécie de «desvalorização governamental», que anuncia outras baixas na maioria.
Umas voluntárias, outras fortuitas ou forçadas.
Esta remodelação é apenas um princípio!
Palitinho 10:06 15 Abril 2003 Zeus 8441
Malandrecos, vocês bem querem ver se eu digo ou meto o pé em falso para escorregar assim numa coisa grande, mas... logo por azar quem diz as coisas é o Expresso ! É curioso, esta história da Maçonaria em Portugal, porque o primeiro a colocar questões sobre a mesma foi precisamente... o Expresso ! Sim, sim, e querem saber o dia ? 07.03.1998 ! Nem mais, vejam a edição:
http://primeirasedicoes.expresso.pt/ed1323/pu322.asp
Quando às insinuações que as pessoas fazem sobre o dr. Paulo Portas, é curioso o facto de ele nunca ter mencionado nada relacionado com gays, apesar de se porventura mencionasse não seria por isso que deixaria de ser um óptimo político e Ministro da Defesa, mas... caramba, o Expresso falava de Maçonaria, mas o Joãozinho tinha logo de ir buscar a Internacional Gay ! Bem, psicológicamente isto talvez tenha a sua explicação, mas não deixa de ser caricato. Reparem na resposta do mesmo sobre uma possível investigação em Portugal nos mesmos moldes em que aconteceu na Inglaterra:
"«Eu assumo desde o princípio a minha ligação ao Grande Oriente Lusitano. Mas não é legítimo impor que as pessoas se identifiquem, quer pertençam à maçonaria, ao Opus Dei ou à International Gay», comentou o presidente da Câmara de Lisboa, João Soares. O ministro da Administração Interna, Jorge Coelho, diz que «não faria sentido uma investigação sobre quem é quem» na maçonaria."
"João Soares" dixit ! Ainda assim, gostava que me explicassem a comparação Opus Dei/Maçonaria/Internacional Gay. É que o terceiro não rima com isto !
Vá, Zeus e BWV, apanhem-me lá ! Fui eu que disse ? Não, foi o Expresso, apenas não se esqueçam que alguém lê e anota todos os jornais há anos, estuda tudo e regista tudo o que encontra na internet sobre as palavras de certos políticos ! Eheheheh, como tal... eu até não disse nada ! :) O Ardina 10:05 15 Abril 2003 Churrasco
Paulo Portas está cada vez mais encostado à parede por causa do caso Moderna. Mas quem vai segurar o ministro até onde puder é o PSD. A começar por Durão Barroso. Porquê? É simples: no dia em que Paulo Portas cair, será o princípio do fim do Governo. O ex-director do Independente é, talvez, das pessoas mais bem informadas do País sobre o lado menos conhecido de uma boa fornada de governantes. Levá-los ao lume será, então, uma questão de tempo. O churrasco da AD já arde. Mas ainda não cheira.
Miguel Carvalho
Visão, 15 Abr. 2003
O Ardina 10:05 15 Abril 2003 MRS
"O dr. Portas é fundamental no Governo para que a coligação não caia."
Marcelo Rebelo de Sousa
TVI, 13-04-03
O Ardina 10:04 15 Abril 2003 Raul Solnado
"O doutor Portas, neste caso da Moderna em julgamento, faz lembrar aquele velho avô de uma das rábulas da guerra do Raul Solnado. O senhor era tão surdo, tão surdo, que um dia lhe caíu uma bomba em casa e, irritado, não se conteve e gritou: 'Não batam com as portas!'."
Duarte Moral
"Diário de Notícias", 14-03-04
Palitinho 08:17 15 Abril 2003 BWV 1004
Valha-me Deus, amigo BWV 1004 ! Então mas eu alguma vez iria pensar numa coisa dessas ? Claro que não, estava-me a referir progresso, construção, inovação, honestidade, integridade e Justiça ! Mas por acaso recordou-me uma coisa ainda sobre este caso Moderna. Nas trocas e baldrocas pela luta de poder envolvendo personalidades das sociedades secretas, parece que a PJ teve de proteger algumas pessoas que estavam ameaçadas de morte e também li na imprensa qualquer coisa sobre crime de tráfico de influências ! Eu não digo que o BWV 1004 percebe disto ? Mesmo não conseguindo interpretar da melhor forma os meus comentários, acaba por chegar lá doutra forma, já parece o meu outro amigo do BE que pensa o mesmo que eu mas a maneira de lá chegar é que é diferente. Mas sim, não era o que eu queria dizer, mas acabou por tocar num assunto já mencionado pela imprensa... e tristemente esquecido, porque será que só interessa tramar o dr. Paulo Portas e se esquecem disso, do tráfico de influências e de quem é suspeito disso na Moderna ? Grande BWV 1004, já vi que está na linha certa, só falta vir para o PSD, porque de resto, em espírito já é um dos nossos ! :) Abraço e bom dia ! ora-ai-vai 01:21 15 Abril 2003 a ética não tem preço!
haja Vergonha! ora-ai-vai 01:19 15 Abril 2003 Não há vergonha!
O Poder o todo o custo!
ZEUS 8441 01:11 15 Abril 2003
PAULO PEDROSO E PALITINHO
Já repararam que a esquerda esquece o "maçónico" João Soares?
Por que será?
Deve ser a reserva moral para substituir o Ferro Rodrigues,quando terminar o periodo de duração do actual Secretário Geral do PS,que se encontra em funções interinas.
Falemos então do Soares filho,porque o pai já faz parte das múmias do museu socialista. BWV 1004 00:33 15 Abril 2003 Palitinho amigo
Não sei se entendo muito bem a sua questão. A resposta que pretendia é o crime de tráfico de influência? kunkas 23:36 14 Abril 2003 Palitinho...
Se calhar o Saramago tem a hombriadde de saber reconhecer e denunciar os erros mesmo das coisas que lhe são mais queridas... Já relativamente a alguns participantes deste forum, e em particular no assunto a que diz respeito esta noticia.... É o que se vê... MadaFakar 23:34 14 Abril 2003 lógico !
O Isaltino diz que o dinheiro é do sobrinho...
O sobrinho é um honroso e digno taxista mas mais teso que um bacalhau e que daquele dinheiro nunca lhe viu sequer a cor...
Recebia e depositava dinheirinho "vivo"...pois!!...e logo na Suiça !!!...
Andamos a brincar ou quê? que palhaçada é esta? ninguém soma dois mais dois?
Declarar impostos não é com ele...pra quê ? A Ferreira e a Celeste nem se importam !...
Será que não nos roubou um pouco a todos ao não pagar os seus devidos impostos ?
Quanto ao Portas, vamos com calma...já faltou mais para esse também responder pelo que "sacou"..."as comadres já se zangaram"...
Ainda me vou rir e muito com os advogados de defesa do Portas neste fórum organizarem jantares e manifestações de apoio no Caldas...no "Caldas"? ou nas "Caldas" ? eheheheh !!!
kunkas 23:31 14 Abril 2003 Paulinho....
Insinuar que os pacifistas são apoiantes de saddam, não é argumentação de gente séria. Para os mais distraídos essa é a falácia do falso dilema. É semelhante à afirmação de quem é contra a pena de morte é a favor dos assassinos. Aliás, como a pena de morte até é um tema muito querido de uma certa direita, só se pode concluir a direita é apoiante de fidel. Como vê, usar esse tipo de argumentação, só revela desonestidade intelectual.
Para sua informação, a guerra no Afeganistão ainda não acabou e ainda causa, como é que vocês os belicistas gostam de vergonhosamente chamar: “danos colaterais”:
http://www.cnn.com/2003/WORLD/asiapcf/central/04/09/afghan.civilians.killed/index.html
Além disso, se a reconstrução do Iraque levar o mesmo caminho que a reconstrução do Afeganistão, estamos conversados.
De facto, esta guerra não causou 500 mil vitimas... Causou mais um milhar entre os civis e só deus sabe quantas foram entre os militares (que também são gente).
Para finalizar... Uma outra falácia é denegrir os oponentes. Os comunistas já não comem criancinhas ao pequeno almoço.
Palitinho 23:04 14 Abril 2003 Paulo Pedroso
Eles lá sonhar sonham,mas também se desiludem, coitadinhos ! Então não é que o nosso querido Saramago diz que Cuba e o regime Cubano o desiludiram ? Vá-se lá saber porquê ! :) kunkas 22:51 14 Abril 2003 Para refrescar a memoria aos adeptos da "MERA TESTEMUNHA"
«Da investigação efectuada nestes autos, apurou-se que grande parte do orçamento da Amostra foi delapidado com a realização de despesas que nada teriam a ver com o seu objecto. Tais despesas, analisadas neste contexto, poderiam integrar, muito em abstracto, a prática de um crime de infidelidade» (um dos crimes contra o património).
O problema é que este tipo de crime necessita de queixa dos lesados (neste caso, os proprietários da empresa) para instaurar um processo-crime. E, segundo o MP, neste caso «nenhum dos sócios da Amostra manifestou tal vontade» e «não tem o MP legitimidade para o procedimento criminal, motivo pelo qual não se pronuncia sobre aqueles factos».
in http://www.expresso.pt/interior/default.asp?id=ES70585 < anteriores seguintes >
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