Gilberto Gil e Manuel Maria Carrilho lançam em Roma
Movimento de «resistência cultural»
O ministro brasileiro da Cultura, Gilberto Gil, lançou hoje em Roma, ao lado de vários ex-ministros europeus - entre eles o português Manuel Maria Carrilho - um movimento de «resistência cultural» para defender a diversidade das «utopias realistas».
«A Cultura deve ser compreendida como uma constelação dinâmica na qual se inscrevem todos os actos criativos de um povo», declarou o ministro e cantor brasileiro, numa conferência de imprensa realizada na capital italiana, destinada a apresentar a iniciativa.
Gilberto Gil fazia-se acompanhar de outros integrantes do projecto, o actual presidente da câmara de Roma, Walter Veltroni, o francês Jack Lang e o português Manuel Maria Carrilho, todos eles antigos ministros da Cultura em governos europeus de esquerda.
«A nossa ideia é lançar um 'apelo de Roma' para uma resistência cultural mundial. Um apelo ambicioso, utópico, construtivo», sublinhou Lang, membro do grupo que elaborará uma reflexão sobre o papel da cultura, da arte e do saber no mundo actual.
«Exigiremos que os governos tenham em conta a diversidade cultural, para que desapareçam as diferenças entre Norte e Sul, entre pobres e ricos. Para que desapareçam as diferenças que conduzem os povos à guerra», acrescentou o autarca romano, Walter Veltroni.
O apelo - que deverá materializar-se sob a forma de um «manifesto mundial da cultura» - dirige-se aos artistas e intelectuais de todo o mundo, para que contribuam com propostas sobre as melhores formas de defender a cultura.
Os promotores do manifesto esperam aprovar o «manifesto mundial da cultura» em Junho ou Julho de 2004, em São Paulo, no Brasil.
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Gilberto Gil e Manuel Maria Carrilho lançam em Roma
Movimento de «resistência cultural»
O ministro brasileiro da Cultura, Gilberto Gil, lançou hoje em Roma, ao lado de vários ex-ministros europeus - entre eles o português Manuel Maria Carrilho - um movimento de «resistência cultural» para defender a diversidade das «utopias realistas».
«A Cultura deve ser compreendida como uma constelação dinâmica na qual se inscrevem todos os actos criativos de um povo», declarou o ministro e cantor brasileiro, numa conferência de imprensa realizada na capital italiana, destinada a apresentar a iniciativa.
Gilberto Gil fazia-se acompanhar de outros integrantes do projecto, o actual presidente da câmara de Roma, Walter Veltroni, o francês Jack Lang e o português Manuel Maria Carrilho, todos eles antigos ministros da Cultura em governos europeus de esquerda.
«A nossa ideia é lançar um 'apelo de Roma' para uma resistência cultural mundial. Um apelo ambicioso, utópico, construtivo», sublinhou Lang, membro do grupo que elaborará uma reflexão sobre o papel da cultura, da arte e do saber no mundo actual.
«Exigiremos que os governos tenham em conta a diversidade cultural, para que desapareçam as diferenças entre Norte e Sul, entre pobres e ricos. Para que desapareçam as diferenças que conduzem os povos à guerra», acrescentou o autarca romano, Walter Veltroni.
O apelo - que deverá materializar-se sob a forma de um «manifesto mundial da cultura» - dirige-se aos artistas e intelectuais de todo o mundo, para que contribuam com propostas sobre as melhores formas de defender a cultura.
Os promotores do manifesto esperam aprovar o «manifesto mundial da cultura» em Junho ou Julho de 2004, em São Paulo, no Brasil.