PS de Valongo Contesta Localização da Nova Biblioteca
Por MÁRIO BARROS
Domingo, 09 de Fevereiro de 2003
PS de Valongo, através do vereador José Manuel Ribeiro, disparou fortes críticas ao executivo social-democrata, liderado por Fernando Melo, por causa da localização na nova biblioteca municipal. O edifício está situado na chamada nova centralidade, junto a uma passagem inferior da A4 (Porto/Vila Real), não possui acessos condignos e muito menos iluminação. Além disso, o equipamento só vai estar disponível no início de 2005, apesar de as obras estarem concluídas dentro de dois ou três meses. Por estas razões, e porque "tão cedo não serão construídos os equipamentos" da nova cidade de Valongo, José Manuel Ribeiro lamenta que a autarquia não tenha feito um Plano Director Municipal com mais restrições à construção.
Criticas rejeitadas por José Luís Pinto, vereador da Cultura da Câmara de Valongo, que acusa o vereador socialista de estar a cometer "um erro de base". "Esta é uma biblioteca municipal, financiada pelo Instituto Português do Livro e da Biblioteca. O edifício vai estar pronto dentro de pouco tempo, mas a instalação do sistema informático, a catalogação de todos os títulos, a aquisição de mobiliário e a formação de pessoal é que vão demorar", disse.
José Luís Pinto reconhece, por outro lado, que "os acessos são, de facto, maus, mas vão ser feitos mais perto da altura da inauguração". Além disso, argumenta, "a biblioteca vai ficar a dois passos do Instituto Politécnico e está perto de uma escola". "Do nosso ponto de vista, está muito bem localizada, pois está também perto de uma escola básica e de uma secundária."
Refira-se que a nova biblioteca municipal de Valongo está orçada em três milhões de euros, disponibilizando uma secção de material infantil e outra para adultos, um local dedicado às novas tecnologias da informação e um espaço para trabalhos pedagógicos, entre outras valências.
Construção desordenada no concelho
è boleia das críticas relativamente à localização da nova biblioteca, José Manuel Ribeiro aproveitou para lembrar que o executivo de Fernando Melo não tem "um plano de desenvolvimento estratégico para o concelho". Como exemplo, o vereador socialista garante que dos edifícios de habitação que estão prontos, muitos estão devolutos. "É uma situação dramática não so para os investidores, como também para a cidade, uma vez que cria um ambiente de degradação à sua volta. Valongo é um exemplo a não repetir."
José Manuel Ribeiro acredita que as soluções para resolver aquilo que designa de "'far-west' urbanístico" passam por dois caminhos: "Votámos contra o PDM, em 1995, porque foi feito à pressa e não condicionava positivamente o desenvolvimento do concelho, pois não estabeleceu regras mais apertadas no que diz respeito à ocupação do solo, às construções em altura e largura; por outro lado, deveria adoptar uma política de taxas mais elevadas. A câmara iria receberna mesma dinheiro pelas licenças, mas a construção seria mais regrada", defende.
A estas críticas, José Luís Pinto responde com a actual situação económica e financeira do país. "O senhor vereador do PS, a ter razão, fala de uma situação que se aplica a todos, porque estamos num período de crise no sector imobiliário. Estive recentemente com alguns dos meus colegas da Lipor e alguns disseram-me estar a passar por situações idênticas", defendeu-se.
Por outro lado, o vereador social-democrata diz que o concelho tem "habitação social de qualidade, pois há um grande controlo na sua construção".
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PS de Valongo Contesta Localização da Nova Biblioteca
Por MÁRIO BARROS
Domingo, 09 de Fevereiro de 2003
PS de Valongo, através do vereador José Manuel Ribeiro, disparou fortes críticas ao executivo social-democrata, liderado por Fernando Melo, por causa da localização na nova biblioteca municipal. O edifício está situado na chamada nova centralidade, junto a uma passagem inferior da A4 (Porto/Vila Real), não possui acessos condignos e muito menos iluminação. Além disso, o equipamento só vai estar disponível no início de 2005, apesar de as obras estarem concluídas dentro de dois ou três meses. Por estas razões, e porque "tão cedo não serão construídos os equipamentos" da nova cidade de Valongo, José Manuel Ribeiro lamenta que a autarquia não tenha feito um Plano Director Municipal com mais restrições à construção.
Criticas rejeitadas por José Luís Pinto, vereador da Cultura da Câmara de Valongo, que acusa o vereador socialista de estar a cometer "um erro de base". "Esta é uma biblioteca municipal, financiada pelo Instituto Português do Livro e da Biblioteca. O edifício vai estar pronto dentro de pouco tempo, mas a instalação do sistema informático, a catalogação de todos os títulos, a aquisição de mobiliário e a formação de pessoal é que vão demorar", disse.
José Luís Pinto reconhece, por outro lado, que "os acessos são, de facto, maus, mas vão ser feitos mais perto da altura da inauguração". Além disso, argumenta, "a biblioteca vai ficar a dois passos do Instituto Politécnico e está perto de uma escola". "Do nosso ponto de vista, está muito bem localizada, pois está também perto de uma escola básica e de uma secundária."
Refira-se que a nova biblioteca municipal de Valongo está orçada em três milhões de euros, disponibilizando uma secção de material infantil e outra para adultos, um local dedicado às novas tecnologias da informação e um espaço para trabalhos pedagógicos, entre outras valências.
Construção desordenada no concelho
è boleia das críticas relativamente à localização da nova biblioteca, José Manuel Ribeiro aproveitou para lembrar que o executivo de Fernando Melo não tem "um plano de desenvolvimento estratégico para o concelho". Como exemplo, o vereador socialista garante que dos edifícios de habitação que estão prontos, muitos estão devolutos. "É uma situação dramática não so para os investidores, como também para a cidade, uma vez que cria um ambiente de degradação à sua volta. Valongo é um exemplo a não repetir."
José Manuel Ribeiro acredita que as soluções para resolver aquilo que designa de "'far-west' urbanístico" passam por dois caminhos: "Votámos contra o PDM, em 1995, porque foi feito à pressa e não condicionava positivamente o desenvolvimento do concelho, pois não estabeleceu regras mais apertadas no que diz respeito à ocupação do solo, às construções em altura e largura; por outro lado, deveria adoptar uma política de taxas mais elevadas. A câmara iria receberna mesma dinheiro pelas licenças, mas a construção seria mais regrada", defende.
A estas críticas, José Luís Pinto responde com a actual situação económica e financeira do país. "O senhor vereador do PS, a ter razão, fala de uma situação que se aplica a todos, porque estamos num período de crise no sector imobiliário. Estive recentemente com alguns dos meus colegas da Lipor e alguns disseram-me estar a passar por situações idênticas", defendeu-se.
Por outro lado, o vereador social-democrata diz que o concelho tem "habitação social de qualidade, pois há um grande controlo na sua construção".