Corte orçamental na política externa portuguesa
Embaixada na Namíbia vai fechar A decisão do Governo de encerrar a Embaixada de Portugal na Namíbia está a ser recebida com enorme apreensão e descontentamento na comunidade portuguesa residente naquele país. Os portugueses a viver na Namíbia tiveram a confirmação desta intenção do Executivo português ontem à noite, por ocasião da deslocação àquele país do secretário de Estado das Comunidades, José Cesário. Num encontro realizado no Centro de Línguas Diogo Cão, em Windhoek, José Cesário, teve de responder às perguntas dos portugueses ali residentes, que questionam a coerência da política externa portuguesa para aquela zona de África, bem como a decisão de encerrar uma embaixada com o objectivo de reduzir despesas. Num encontro realizado no Centro de Línguas Diogo Cão, em Windhoek, José Cesário, teve de responder às perguntas dos portugueses ali residentes, que questionam a coerência da política externa portuguesa para aquela zona de África, bem como a decisão de encerrar uma embaixada com o objectivo de reduzir despesas. Uma das vozes mais críticas foi a do advogado Jorge Neves, que chegou ao ponto de ameaçar prescindir da nacionalidade portuguesa e retirar os investimentos que tem em Portugal, acusando o Governo de Durão Barroso de abandonar os seus compatriotas na Namíbia. Uma das vozes mais críticas foi a do advogado Jorge Neves, que chegou ao ponto de ameaçar prescindir da nacionalidade portuguesa e retirar os investimentos que tem em Portugal, acusando o Governo de Durão Barroso de abandonar os seus compatriotas na Namíbia. «Se calhar é tempo de os portugueses se unirem e mudarem de Governo», afirmou, arrancando palmas de um sector da pouco mais de meia centena de portugueses que participaram no debate com o secretário de Estado das Comunidades. «Se calhar é tempo de os portugueses se unirem e mudarem de Governo», afirmou, arrancando palmas de um sector da pouco mais de meia centena de portugueses que participaram no debate com o secretário de Estado das Comunidades. Apesar da agressividade verbal de algumas das interpelações, José Cesário apelou à compreensão dos portugueses na Namíbia para uma medida que tem a consciência de ser impopular mas que se impõe dada a situação económica de Portugal e a necessidade de arrumar a casa, com base em opções orientadas pelo interesse do Estado. Apesar da agressividade verbal de algumas das interpelações, José Cesário apelou à compreensão dos portugueses na Namíbia para uma medida que tem a consciência de ser impopular mas que se impõe dada a situação económica de Portugal e a necessidade de arrumar a casa, com base em opções orientadas pelo interesse do Estado. «Peço-vos que entendam que se trata de procurar uma solução que sirva também os vossos interesses, mas não tenho ilusões quanto ao vosso descontentamento e isso é óbvio», apelou. «Peço-vos que entendam que se trata de procurar uma solução que sirva também os vossos interesses, mas não tenho ilusões quanto ao vosso descontentamento e isso é óbvio», apelou. De acordo com as declarações de José Cesário à comunidade local, o Governo namibiano não terá levantado obstáculos à decisão de Lisboa de encerrar a representação diplomática naquele país africano. De acordo com as declarações de José Cesário à comunidade local, o Governo namibiano não terá levantado obstáculos à decisão de Lisboa de encerrar a representação diplomática naquele país africano. Estes argumentos não convenceram a luso-angolana Odete Ferreira, para quem é difícil entender a lógica de há menos de um ano terem sido colocados um novo embaixador (António Montenegro) e uma nova encarregada da secção consular (Ana Cristina Moniz) e agora o mesmo Governo os mandar regressar a Lisboa. Estes argumentos não convenceram a luso-angolana Odete Ferreira, para quem é difícil entender a lógica de há menos de um ano terem sido colocados um novo embaixador (António Montenegro) e uma nova encarregada da secção consular (Ana Cristina Moniz) e agora o mesmo Governo os mandar regressar a Lisboa. José Cesário argumentou que o seu ministério não poderia sair incólume do apertar do cinto imposto às finanças para redução do défice público e que já levou, entre outras medidas, ao encerramento de diversos institutos em Portugal. José Cesário argumentou que o seu ministério não poderia sair incólume do apertar do cinto imposto às finanças para redução do défice público e que já levou, entre outras medidas, ao encerramento de diversos institutos em Portugal. 2 Setembro 2003
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Corte orçamental na política externa portuguesa
Embaixada na Namíbia vai fechar A decisão do Governo de encerrar a Embaixada de Portugal na Namíbia está a ser recebida com enorme apreensão e descontentamento na comunidade portuguesa residente naquele país. Os portugueses a viver na Namíbia tiveram a confirmação desta intenção do Executivo português ontem à noite, por ocasião da deslocação àquele país do secretário de Estado das Comunidades, José Cesário. Num encontro realizado no Centro de Línguas Diogo Cão, em Windhoek, José Cesário, teve de responder às perguntas dos portugueses ali residentes, que questionam a coerência da política externa portuguesa para aquela zona de África, bem como a decisão de encerrar uma embaixada com o objectivo de reduzir despesas. Num encontro realizado no Centro de Línguas Diogo Cão, em Windhoek, José Cesário, teve de responder às perguntas dos portugueses ali residentes, que questionam a coerência da política externa portuguesa para aquela zona de África, bem como a decisão de encerrar uma embaixada com o objectivo de reduzir despesas. Uma das vozes mais críticas foi a do advogado Jorge Neves, que chegou ao ponto de ameaçar prescindir da nacionalidade portuguesa e retirar os investimentos que tem em Portugal, acusando o Governo de Durão Barroso de abandonar os seus compatriotas na Namíbia. Uma das vozes mais críticas foi a do advogado Jorge Neves, que chegou ao ponto de ameaçar prescindir da nacionalidade portuguesa e retirar os investimentos que tem em Portugal, acusando o Governo de Durão Barroso de abandonar os seus compatriotas na Namíbia. «Se calhar é tempo de os portugueses se unirem e mudarem de Governo», afirmou, arrancando palmas de um sector da pouco mais de meia centena de portugueses que participaram no debate com o secretário de Estado das Comunidades. «Se calhar é tempo de os portugueses se unirem e mudarem de Governo», afirmou, arrancando palmas de um sector da pouco mais de meia centena de portugueses que participaram no debate com o secretário de Estado das Comunidades. Apesar da agressividade verbal de algumas das interpelações, José Cesário apelou à compreensão dos portugueses na Namíbia para uma medida que tem a consciência de ser impopular mas que se impõe dada a situação económica de Portugal e a necessidade de arrumar a casa, com base em opções orientadas pelo interesse do Estado. Apesar da agressividade verbal de algumas das interpelações, José Cesário apelou à compreensão dos portugueses na Namíbia para uma medida que tem a consciência de ser impopular mas que se impõe dada a situação económica de Portugal e a necessidade de arrumar a casa, com base em opções orientadas pelo interesse do Estado. «Peço-vos que entendam que se trata de procurar uma solução que sirva também os vossos interesses, mas não tenho ilusões quanto ao vosso descontentamento e isso é óbvio», apelou. «Peço-vos que entendam que se trata de procurar uma solução que sirva também os vossos interesses, mas não tenho ilusões quanto ao vosso descontentamento e isso é óbvio», apelou. De acordo com as declarações de José Cesário à comunidade local, o Governo namibiano não terá levantado obstáculos à decisão de Lisboa de encerrar a representação diplomática naquele país africano. De acordo com as declarações de José Cesário à comunidade local, o Governo namibiano não terá levantado obstáculos à decisão de Lisboa de encerrar a representação diplomática naquele país africano. Estes argumentos não convenceram a luso-angolana Odete Ferreira, para quem é difícil entender a lógica de há menos de um ano terem sido colocados um novo embaixador (António Montenegro) e uma nova encarregada da secção consular (Ana Cristina Moniz) e agora o mesmo Governo os mandar regressar a Lisboa. Estes argumentos não convenceram a luso-angolana Odete Ferreira, para quem é difícil entender a lógica de há menos de um ano terem sido colocados um novo embaixador (António Montenegro) e uma nova encarregada da secção consular (Ana Cristina Moniz) e agora o mesmo Governo os mandar regressar a Lisboa. José Cesário argumentou que o seu ministério não poderia sair incólume do apertar do cinto imposto às finanças para redução do défice público e que já levou, entre outras medidas, ao encerramento de diversos institutos em Portugal. José Cesário argumentou que o seu ministério não poderia sair incólume do apertar do cinto imposto às finanças para redução do défice público e que já levou, entre outras medidas, ao encerramento de diversos institutos em Portugal. 2 Setembro 2003