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02-10-2003
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Corte orçamental na política externa portuguesa

Embaixada na Namíbia vai fechar

A decisão do Governo de encerrar a Embaixada de Portugal na Namíbia está a ser recebida com enorme apreensão e descontentamento na comunidade portuguesa residente naquele país. Os portugueses a viver na Namíbia tiveram a confirmação desta intenção do Executivo português ontem à noite, por ocasião da deslocação àquele país do secretário de Estado das Comunidades, José Cesário. Num encontro realizado no Centro de Línguas Diogo Cão, em Windhoek, José Cesário, teve de responder às perguntas dos portugueses ali residentes, que questionam a coerência da política externa portuguesa para aquela zona de África, bem como a decisão de encerrar uma embaixada com o objectivo de reduzir despesas. Num encontro realizado no Centro de Línguas Diogo Cão, em Windhoek, José Cesário, teve de responder às perguntas dos portugueses ali residentes, que questionam a coerência da política externa portuguesa para aquela zona de África, bem como a decisão de encerrar uma embaixada com o objectivo de reduzir despesas. Uma das vozes mais críticas foi a do advogado Jorge Neves, que chegou ao ponto de ameaçar prescindir da nacionalidade portuguesa e retirar os investimentos que tem em Portugal, acusando o Governo de Durão Barroso de abandonar os seus compatriotas na Namíbia. Uma das vozes mais críticas foi a do advogado Jorge Neves, que chegou ao ponto de ameaçar prescindir da nacionalidade portuguesa e retirar os investimentos que tem em Portugal, acusando o Governo de Durão Barroso de abandonar os seus compatriotas na Namíbia. «Se calhar é tempo de os portugueses se unirem e mudarem de Governo», afirmou, arrancando palmas de um sector da pouco mais de meia centena de portugueses que participaram no debate com o secretário de Estado das Comunidades. «Se calhar é tempo de os portugueses se unirem e mudarem de Governo», afirmou, arrancando palmas de um sector da pouco mais de meia centena de portugueses que participaram no debate com o secretário de Estado das Comunidades. Apesar da agressividade verbal de algumas das interpelações, José Cesário apelou à compreensão dos portugueses na Namíbia para uma medida que tem a consciência de ser impopular mas que se impõe dada a situação económica de Portugal e a necessidade de arrumar a casa, com base em opções orientadas pelo interesse do Estado. Apesar da agressividade verbal de algumas das interpelações, José Cesário apelou à compreensão dos portugueses na Namíbia para uma medida que tem a consciência de ser impopular mas que se impõe dada a situação económica de Portugal e a necessidade de arrumar a casa, com base em opções orientadas pelo interesse do Estado. «Peço-vos que entendam que se trata de procurar uma solução que sirva também os vossos interesses, mas não tenho ilusões quanto ao vosso descontentamento e isso é óbvio», apelou. «Peço-vos que entendam que se trata de procurar uma solução que sirva também os vossos interesses, mas não tenho ilusões quanto ao vosso descontentamento e isso é óbvio», apelou. De acordo com as declarações de José Cesário à comunidade local, o Governo namibiano não terá levantado obstáculos à decisão de Lisboa de encerrar a representação diplomática naquele país africano. De acordo com as declarações de José Cesário à comunidade local, o Governo namibiano não terá levantado obstáculos à decisão de Lisboa de encerrar a representação diplomática naquele país africano. Estes argumentos não convenceram a luso-angolana Odete Ferreira, para quem é difícil entender a lógica de há menos de um ano terem sido colocados um novo embaixador (António Montenegro) e uma nova encarregada da secção consular (Ana Cristina Moniz) e agora o mesmo Governo os mandar regressar a Lisboa. Estes argumentos não convenceram a luso-angolana Odete Ferreira, para quem é difícil entender a lógica de há menos de um ano terem sido colocados um novo embaixador (António Montenegro) e uma nova encarregada da secção consular (Ana Cristina Moniz) e agora o mesmo Governo os mandar regressar a Lisboa. José Cesário argumentou que o seu ministério não poderia sair incólume do apertar do cinto imposto às finanças para redução do défice público e que já levou, entre outras medidas, ao encerramento de diversos institutos em Portugal. José Cesário argumentou que o seu ministério não poderia sair incólume do apertar do cinto imposto às finanças para redução do défice público e que já levou, entre outras medidas, ao encerramento de diversos institutos em Portugal. 11:25 2 Setembro 2003

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Comentários

1 a 11 de 11 César 12:04 3 Setembro 2003 Mais um acto de cegueira intelectual

O MNE tomou mais uma sábia medida de saneamento financeiro. Ao fechar a Embaixada Namíbia está não só a bater com a porta à comunidade portuguesa aí residente como dá uma estulta machadada na promoção e difusão da Língua Portuguesa naquele país. Sabido e reconhecido que é o interesse pela Língua Portuguesa na Namíbia, com esta atitude o MNE poupa cêntimos para perder milhares em interesse pelo Português e em capital linguístico e cultural. Cortassem só nos sacos azuis que os embaixadores controlam a seu bel prazer para gastar em luxos egoístas... O Senhor Ministro sabe bem o que isso é pois tem sido embaixador. Mas se mexe nas alcavalas dos seus pares depois não tem com quem falar mal de tudo e todos, não é? ou nunca estiveram junto deles a ouvi-los falar mal uns dos outros como coscovilheiras de alcova? ou pensam que eles ligam alguma coisa aos assuntos de Portugal? salitresim 08:45 3 Setembro 2003 feios de propósito?

Deve ser de propósito que escolhem sempre alguém feio, provinciano e ... para representar os interesses dos portugueses que vivem no estrangeiro. carapodre 00:35 3 Setembro 2003 American Cup Incorporated

Então, a não ser assim, onde é que o ex-maoísta convertido ao cristianismo, vai buscar verbas que ele disse ontem estar disposto a investir na realização da 'American Cup' em Cascais? salitresim 22:56 2 Setembro 2003 Joxé Xejário

Joxé Xejário só percebe: de intrigas palacianas e de passeatas à custa dos poucos pobres portugas que pagam impostos.

Joxé Xejário quer lá saber dos portugueses que vivem na Namíbia! Jean Cautin 20:21 2 Setembro 2003 E não se fecha a de Washington? Poderíamos tratar tudo na embaixada dos EUA em Lisboa e até abrir lá umas dependências dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa. ze_cruz 18:23 2 Setembro 2003 Querem apostar em como o Dr. Neves não só não prescindirá da nacionalidade portuguesa como também não tirará nem um cêntimo de Portugal para o empatar na Namíbia (onde deve ter ganho milhões e investido o mínimo). ARDINA II 17:11 2 Setembro 2003 Muito bem,senhor Secretário de Estado,José Cesário!

Façam-se reduções de despesas.

Atenção à movimentação dos Conselheiros Culturais das Embaixadas igualmente.

Atenção à substituição dos Coordenadores do Ensino do Português no Estrangeiro,nomeadamente na UE,África do Sul e Canadá.

Atenção à mobilidade do pessoal de apoio a estes organismos.

Momento ideal para as respectivas alterações.

Atenção ao apoio à comunicação social dos paises de emigração.

Atenção ao apoio aos jovens portugueses emigrados.

Atenção ao apoio aos empresários portugueses no estrangeiro que façam consumir produtos portugueses.

BOM TRABALHO,SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO! BOB ESCARRO 16:51 2 Setembro 2003 Ai...

... os DIAMANTES... CaragoNaoPorra 16:03 2 Setembro 2003 Seria melhor cortarem nos salarios e ragalias sumptuosas do pessoal do corpo diplomatico, do que nas embaixadas.

De facto, se os salarios e mordomias do pessoal do corpo diplomatico fossem compativeis com o nivel de vida de Portugal (e ajustado aos Paises onde representam Portugal) seria possivel nao so evitar fechar embaixadas como ate abrir novas embaixadas.

Fado Alexandrino 13:55 2 Setembro 2003 Windhoek, cidade lindíssima infelizmente ligada ao maior desastre que a South African Airways teve até esta data.

Para um jornalista seria normal interrogar-se e querer saber quantos portugueses vivem na Namíbia.

Claro que o Sr. Dr. Neves nunca perderá a nacionalidade portuguesa.

Ia ficar com qual?

Então ele é burro ou quê?

Escaravelho 12:54 2 Setembro 2003 Privatizem, privatizem

Cherne, SA.

Para participar nos fóruns necessita de se registar

Corte orçamental na política externa portuguesa

Embaixada na Namíbia vai fechar

A decisão do Governo de encerrar a Embaixada de Portugal na Namíbia está a ser recebida com enorme apreensão e descontentamento na comunidade portuguesa residente naquele país. Os portugueses a viver na Namíbia tiveram a confirmação desta intenção do Executivo português ontem à noite, por ocasião da deslocação àquele país do secretário de Estado das Comunidades, José Cesário. Num encontro realizado no Centro de Línguas Diogo Cão, em Windhoek, José Cesário, teve de responder às perguntas dos portugueses ali residentes, que questionam a coerência da política externa portuguesa para aquela zona de África, bem como a decisão de encerrar uma embaixada com o objectivo de reduzir despesas. Num encontro realizado no Centro de Línguas Diogo Cão, em Windhoek, José Cesário, teve de responder às perguntas dos portugueses ali residentes, que questionam a coerência da política externa portuguesa para aquela zona de África, bem como a decisão de encerrar uma embaixada com o objectivo de reduzir despesas. Uma das vozes mais críticas foi a do advogado Jorge Neves, que chegou ao ponto de ameaçar prescindir da nacionalidade portuguesa e retirar os investimentos que tem em Portugal, acusando o Governo de Durão Barroso de abandonar os seus compatriotas na Namíbia. Uma das vozes mais críticas foi a do advogado Jorge Neves, que chegou ao ponto de ameaçar prescindir da nacionalidade portuguesa e retirar os investimentos que tem em Portugal, acusando o Governo de Durão Barroso de abandonar os seus compatriotas na Namíbia. «Se calhar é tempo de os portugueses se unirem e mudarem de Governo», afirmou, arrancando palmas de um sector da pouco mais de meia centena de portugueses que participaram no debate com o secretário de Estado das Comunidades. «Se calhar é tempo de os portugueses se unirem e mudarem de Governo», afirmou, arrancando palmas de um sector da pouco mais de meia centena de portugueses que participaram no debate com o secretário de Estado das Comunidades. Apesar da agressividade verbal de algumas das interpelações, José Cesário apelou à compreensão dos portugueses na Namíbia para uma medida que tem a consciência de ser impopular mas que se impõe dada a situação económica de Portugal e a necessidade de arrumar a casa, com base em opções orientadas pelo interesse do Estado. Apesar da agressividade verbal de algumas das interpelações, José Cesário apelou à compreensão dos portugueses na Namíbia para uma medida que tem a consciência de ser impopular mas que se impõe dada a situação económica de Portugal e a necessidade de arrumar a casa, com base em opções orientadas pelo interesse do Estado. «Peço-vos que entendam que se trata de procurar uma solução que sirva também os vossos interesses, mas não tenho ilusões quanto ao vosso descontentamento e isso é óbvio», apelou. «Peço-vos que entendam que se trata de procurar uma solução que sirva também os vossos interesses, mas não tenho ilusões quanto ao vosso descontentamento e isso é óbvio», apelou. De acordo com as declarações de José Cesário à comunidade local, o Governo namibiano não terá levantado obstáculos à decisão de Lisboa de encerrar a representação diplomática naquele país africano. De acordo com as declarações de José Cesário à comunidade local, o Governo namibiano não terá levantado obstáculos à decisão de Lisboa de encerrar a representação diplomática naquele país africano. Estes argumentos não convenceram a luso-angolana Odete Ferreira, para quem é difícil entender a lógica de há menos de um ano terem sido colocados um novo embaixador (António Montenegro) e uma nova encarregada da secção consular (Ana Cristina Moniz) e agora o mesmo Governo os mandar regressar a Lisboa. Estes argumentos não convenceram a luso-angolana Odete Ferreira, para quem é difícil entender a lógica de há menos de um ano terem sido colocados um novo embaixador (António Montenegro) e uma nova encarregada da secção consular (Ana Cristina Moniz) e agora o mesmo Governo os mandar regressar a Lisboa. José Cesário argumentou que o seu ministério não poderia sair incólume do apertar do cinto imposto às finanças para redução do défice público e que já levou, entre outras medidas, ao encerramento de diversos institutos em Portugal. José Cesário argumentou que o seu ministério não poderia sair incólume do apertar do cinto imposto às finanças para redução do défice público e que já levou, entre outras medidas, ao encerramento de diversos institutos em Portugal. 11:25 2 Setembro 2003

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1 a 11 de 11 César 12:04 3 Setembro 2003 Mais um acto de cegueira intelectual

O MNE tomou mais uma sábia medida de saneamento financeiro. Ao fechar a Embaixada Namíbia está não só a bater com a porta à comunidade portuguesa aí residente como dá uma estulta machadada na promoção e difusão da Língua Portuguesa naquele país. Sabido e reconhecido que é o interesse pela Língua Portuguesa na Namíbia, com esta atitude o MNE poupa cêntimos para perder milhares em interesse pelo Português e em capital linguístico e cultural. Cortassem só nos sacos azuis que os embaixadores controlam a seu bel prazer para gastar em luxos egoístas... O Senhor Ministro sabe bem o que isso é pois tem sido embaixador. Mas se mexe nas alcavalas dos seus pares depois não tem com quem falar mal de tudo e todos, não é? ou nunca estiveram junto deles a ouvi-los falar mal uns dos outros como coscovilheiras de alcova? ou pensam que eles ligam alguma coisa aos assuntos de Portugal? salitresim 08:45 3 Setembro 2003 feios de propósito?

Deve ser de propósito que escolhem sempre alguém feio, provinciano e ... para representar os interesses dos portugueses que vivem no estrangeiro. carapodre 00:35 3 Setembro 2003 American Cup Incorporated

Então, a não ser assim, onde é que o ex-maoísta convertido ao cristianismo, vai buscar verbas que ele disse ontem estar disposto a investir na realização da 'American Cup' em Cascais? salitresim 22:56 2 Setembro 2003 Joxé Xejário

Joxé Xejário só percebe: de intrigas palacianas e de passeatas à custa dos poucos pobres portugas que pagam impostos.

Joxé Xejário quer lá saber dos portugueses que vivem na Namíbia! Jean Cautin 20:21 2 Setembro 2003 E não se fecha a de Washington? Poderíamos tratar tudo na embaixada dos EUA em Lisboa e até abrir lá umas dependências dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa. ze_cruz 18:23 2 Setembro 2003 Querem apostar em como o Dr. Neves não só não prescindirá da nacionalidade portuguesa como também não tirará nem um cêntimo de Portugal para o empatar na Namíbia (onde deve ter ganho milhões e investido o mínimo). ARDINA II 17:11 2 Setembro 2003 Muito bem,senhor Secretário de Estado,José Cesário!

Façam-se reduções de despesas.

Atenção à movimentação dos Conselheiros Culturais das Embaixadas igualmente.

Atenção à substituição dos Coordenadores do Ensino do Português no Estrangeiro,nomeadamente na UE,África do Sul e Canadá.

Atenção à mobilidade do pessoal de apoio a estes organismos.

Momento ideal para as respectivas alterações.

Atenção ao apoio à comunicação social dos paises de emigração.

Atenção ao apoio aos jovens portugueses emigrados.

Atenção ao apoio aos empresários portugueses no estrangeiro que façam consumir produtos portugueses.

BOM TRABALHO,SENHOR SECRETÁRIO DE ESTADO! BOB ESCARRO 16:51 2 Setembro 2003 Ai...

... os DIAMANTES... CaragoNaoPorra 16:03 2 Setembro 2003 Seria melhor cortarem nos salarios e ragalias sumptuosas do pessoal do corpo diplomatico, do que nas embaixadas.

De facto, se os salarios e mordomias do pessoal do corpo diplomatico fossem compativeis com o nivel de vida de Portugal (e ajustado aos Paises onde representam Portugal) seria possivel nao so evitar fechar embaixadas como ate abrir novas embaixadas.

Fado Alexandrino 13:55 2 Setembro 2003 Windhoek, cidade lindíssima infelizmente ligada ao maior desastre que a South African Airways teve até esta data.

Para um jornalista seria normal interrogar-se e querer saber quantos portugueses vivem na Namíbia.

Claro que o Sr. Dr. Neves nunca perderá a nacionalidade portuguesa.

Ia ficar com qual?

Então ele é burro ou quê?

Escaravelho 12:54 2 Setembro 2003 Privatizem, privatizem

Cherne, SA.

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