Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004
acusa Barreiras Duarte
de ser "cabecilha"
Há duas semanas, a presidente da Câmara de Leiria, Isabel Damasceno, disse que só iria recandidatar-se se António José Silva deixasse de ser presidente da distrital. Depois disso, a maioria dos dirigentes da comissão política distrital demitiram-se e declararam-se solidários com a autarca, deixando a distrital sem quórum. António José Silva não se quis demitir, mas a falta de quórum vai obrigar as novas eleições.
"Houve uma acção conjugada que tem um cabecilha, um estratega que é o Feliciano Barreiras Duarte que colocou pessoas no campo, como o chefe de gabinete dele e o do governador civil", afirmou ao PÚBLICO.
José António Silva, que é também deputado e presidente da Assembleia Municipal de Leiria, diz que o objectivo foi "fragilizar a direcção da distrital de Leiria para o congresso" e que os presidentes de câmara e outros dirigentes "foram enganados para se associarem" contra o presidente da distrital, tendo em vista "lugares nas listas para as futuras eleições legislativas".
O social-democrata acrescenta que a "revolução" na distrital estava combinada há mais tempo. José António Silva foi eleito há três meses. Nessa altura, "houve uma reunião com os mesmos intervenientes para arranjarem uma lista alternativa, mas não conseguiram e acabaram por me apoiar", conta.
Sobre as críticas que Isabel Damasceno lhe fez de fazer oposição à própria autarca, responde que nunca votou contra nenhuma proposta, mas que, quando entendeu criticou algumas. "Admito ter manifestado divergências e discórdias", disse, recordando o caso da construção de um túnel e das obras no estádio.
Contactado pelo PÚBLICO, o secretário de Estado-adjunto do ministro da Presidência, Feliciano Barreiras Duarte, que é também presidente da Assembleia Distrital do PSD- Leiria, diz que as acusações de José António Silva "não correspondem à verdade". "Não tenho culpa do problema político que José António Silva tem neste momento. Alguém tem que manter a calma e a serenidade por isso perdoo", afirmou. "É sempre mais notícia criticar um membro do Governo", acrescentou o social-democrata, dizendo que "não é bonito misturar pessoas que exercem certos cargos". H.P.
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2004
acusa Barreiras Duarte
de ser "cabecilha"
Há duas semanas, a presidente da Câmara de Leiria, Isabel Damasceno, disse que só iria recandidatar-se se António José Silva deixasse de ser presidente da distrital. Depois disso, a maioria dos dirigentes da comissão política distrital demitiram-se e declararam-se solidários com a autarca, deixando a distrital sem quórum. António José Silva não se quis demitir, mas a falta de quórum vai obrigar as novas eleições.
"Houve uma acção conjugada que tem um cabecilha, um estratega que é o Feliciano Barreiras Duarte que colocou pessoas no campo, como o chefe de gabinete dele e o do governador civil", afirmou ao PÚBLICO.
José António Silva, que é também deputado e presidente da Assembleia Municipal de Leiria, diz que o objectivo foi "fragilizar a direcção da distrital de Leiria para o congresso" e que os presidentes de câmara e outros dirigentes "foram enganados para se associarem" contra o presidente da distrital, tendo em vista "lugares nas listas para as futuras eleições legislativas".
O social-democrata acrescenta que a "revolução" na distrital estava combinada há mais tempo. José António Silva foi eleito há três meses. Nessa altura, "houve uma reunião com os mesmos intervenientes para arranjarem uma lista alternativa, mas não conseguiram e acabaram por me apoiar", conta.
Sobre as críticas que Isabel Damasceno lhe fez de fazer oposição à própria autarca, responde que nunca votou contra nenhuma proposta, mas que, quando entendeu criticou algumas. "Admito ter manifestado divergências e discórdias", disse, recordando o caso da construção de um túnel e das obras no estádio.
Contactado pelo PÚBLICO, o secretário de Estado-adjunto do ministro da Presidência, Feliciano Barreiras Duarte, que é também presidente da Assembleia Distrital do PSD- Leiria, diz que as acusações de José António Silva "não correspondem à verdade". "Não tenho culpa do problema político que José António Silva tem neste momento. Alguém tem que manter a calma e a serenidade por isso perdoo", afirmou. "É sempre mais notícia criticar um membro do Governo", acrescentou o social-democrata, dizendo que "não é bonito misturar pessoas que exercem certos cargos". H.P.