25 de Dezembro de 2001 às 18:54
milhazes ( milhazes@clix.pt )
Deixar 700 mil Funcinarios Publicos,em negociações salariais, para altura de Eleições, foi mais uma pichotada dos Ministros do Governo Socialista.
Os sindicatos da função publica não deixar escapar uma oportunidade desta para sugar até à ultima o herario publico português.
23 de Dezembro de 2001 às 03:24
Point
Vassouradas e carros-vassoura
Por Draga-Minas , 21/12/2001
http://www.finbolsa.com/anaart.asp?aut=2&nome=anaaaahn&orig=hpaut&tit=hp&s=3
Dois modelos políticos levaram do povo português duas imponentes vassouradas, para usar a metáfora com que Cavaco Silva brindou o recente descalabro do PS, talvez ainda lembrado do rótulo cruel que Manuel Maria Carrilho há seis anos aplicara a Fernando Nogueira: o de "carro-vassoura do cavaquismo".
O primeiro foi precisamente o cavaquismo. Um modelo autoritário e pseudo-austero, em que os superiores hierárquicos assumiam com um sorriso aberto e compincha o seu poder discricionário. Era gente dinâmica, que fazia algumas coisas andarem para a frente e se aproveitava sem papas na língua do salazarento medo do chefe que reinava para pintar tudo de cor-de-laranja e de uma não menos salazarenta ordem despótica, sempre num (saudoso, verdadeiramente saudoso) clima de brincadeira e optimismo suspeito.
O modelo cavaquista primeiro oprimia e depois começou a enjoar. Foi quando começou a enjoar que as pessoas perceberam que podiam derrubá-lo. E a vassourada veio no fim de 1995, ao som também enjoativo de Vangelis. O carro-vassoura do cavaquismo foi Fernando Nogueira. Tinha que ser uma boa pessoa.
O segundo modelo a levar a vassourada foi o guterrismo. Um modelo dialogante e fraterno, apaixonado pelas pessoas certas (a educação e a ciência), mas sem argumentos para as seduzir. Um modelo que nos levou a crer que tínhamos chegado a um país normal e democrático. Mas um modelo cuja cor, o rosa, não consegui tingir a realidade social. O diálogo, as falinhas, as promessas, e a Expo 98, tudo cor-de-rosa, tudo abstracto e simbólico, redundaram numa completa incapacidade de intervir na realidade, de a controlar e mudar. O laxismo instalou-se irrevogavelmente e só ficou a cor, o cor-de-rosa, de costas voltadas para o negro da realidade: os fracos cada vez mais fracos, os fortes cada vez mais fortes, a hierarquias cada vez mais rígidas, a administração pública mais cor-de-rosa do que antes fôra laranja, as injustiças cada vez maiores, a produção cada vez menor e Portugal cada vez mais espanhol.
A vassourada chegou há dias e, ao contrário daquela que varreu o cavaquismo, chegou duma forma totalmente inesperada. Guterres saiu sem o vergonhoso e célebre tabú de Cavaco Silva, sintoma do seu amor ao poder. O guterrismo saiu com elevação. Quem será o seu carro-vassoura? Seguramente, uma boa pessoa.
Agora é precisa uma terceira via portuguesa, que miraculosa ou engenhosamente concilie as virtudes do cavaquismo e do guterrismo e suprima os defeitos de ambos.
22 de Dezembro de 2001 às 22:38
Nunes da Silva ( ajnunesilva@netcabo.pt )
Todos querem o absolutismo ! Pedir não custa !
Quanto a convergência, as reticências são aínda maiores: as economias dos outros melhoram, a nossa encolhe.
E perdeu-se uma oportunidade única, pois os dinheiros da CE foram mais orientados para projectos de "fachada" do que para o fomento da Economia. E, no futuro, prevê-se serem bem menores.
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25 de Dezembro de 2001 às 18:54
milhazes ( milhazes@clix.pt )
Deixar 700 mil Funcinarios Publicos,em negociações salariais, para altura de Eleições, foi mais uma pichotada dos Ministros do Governo Socialista.
Os sindicatos da função publica não deixar escapar uma oportunidade desta para sugar até à ultima o herario publico português.
23 de Dezembro de 2001 às 03:24
Point
Vassouradas e carros-vassoura
Por Draga-Minas , 21/12/2001
http://www.finbolsa.com/anaart.asp?aut=2&nome=anaaaahn&orig=hpaut&tit=hp&s=3
Dois modelos políticos levaram do povo português duas imponentes vassouradas, para usar a metáfora com que Cavaco Silva brindou o recente descalabro do PS, talvez ainda lembrado do rótulo cruel que Manuel Maria Carrilho há seis anos aplicara a Fernando Nogueira: o de "carro-vassoura do cavaquismo".
O primeiro foi precisamente o cavaquismo. Um modelo autoritário e pseudo-austero, em que os superiores hierárquicos assumiam com um sorriso aberto e compincha o seu poder discricionário. Era gente dinâmica, que fazia algumas coisas andarem para a frente e se aproveitava sem papas na língua do salazarento medo do chefe que reinava para pintar tudo de cor-de-laranja e de uma não menos salazarenta ordem despótica, sempre num (saudoso, verdadeiramente saudoso) clima de brincadeira e optimismo suspeito.
O modelo cavaquista primeiro oprimia e depois começou a enjoar. Foi quando começou a enjoar que as pessoas perceberam que podiam derrubá-lo. E a vassourada veio no fim de 1995, ao som também enjoativo de Vangelis. O carro-vassoura do cavaquismo foi Fernando Nogueira. Tinha que ser uma boa pessoa.
O segundo modelo a levar a vassourada foi o guterrismo. Um modelo dialogante e fraterno, apaixonado pelas pessoas certas (a educação e a ciência), mas sem argumentos para as seduzir. Um modelo que nos levou a crer que tínhamos chegado a um país normal e democrático. Mas um modelo cuja cor, o rosa, não consegui tingir a realidade social. O diálogo, as falinhas, as promessas, e a Expo 98, tudo cor-de-rosa, tudo abstracto e simbólico, redundaram numa completa incapacidade de intervir na realidade, de a controlar e mudar. O laxismo instalou-se irrevogavelmente e só ficou a cor, o cor-de-rosa, de costas voltadas para o negro da realidade: os fracos cada vez mais fracos, os fortes cada vez mais fortes, a hierarquias cada vez mais rígidas, a administração pública mais cor-de-rosa do que antes fôra laranja, as injustiças cada vez maiores, a produção cada vez menor e Portugal cada vez mais espanhol.
A vassourada chegou há dias e, ao contrário daquela que varreu o cavaquismo, chegou duma forma totalmente inesperada. Guterres saiu sem o vergonhoso e célebre tabú de Cavaco Silva, sintoma do seu amor ao poder. O guterrismo saiu com elevação. Quem será o seu carro-vassoura? Seguramente, uma boa pessoa.
Agora é precisa uma terceira via portuguesa, que miraculosa ou engenhosamente concilie as virtudes do cavaquismo e do guterrismo e suprima os defeitos de ambos.
22 de Dezembro de 2001 às 22:38
Nunes da Silva ( ajnunesilva@netcabo.pt )
Todos querem o absolutismo ! Pedir não custa !
Quanto a convergência, as reticências são aínda maiores: as economias dos outros melhoram, a nossa encolhe.
E perdeu-se uma oportunidade única, pois os dinheiros da CE foram mais orientados para projectos de "fachada" do que para o fomento da Economia. E, no futuro, prevê-se serem bem menores.