IRAQUE: "Bush, Ouve Bem, Nós Gostamos do Saddam".
Domingo, 16 de Fevereiro de 2003
No Iraque, dançando ao som de tambores e pandeiretas, dezenas de milhares de iraquianos, segundo as contas da Associated Press, três mil segundo a Reuters, desfilaram pela rua da Palestina, uma das maiores avenidas de Bagdad, num protesto organizado pelo Partido Baas, de Saddam Hussein. "Estamos aqui para dizer não à guerra, não aos Estados Unidos", disse um manifestante à AP. "Temos o direito de viver em paz, como todos os povos do mundo."
"A voz da paz é mais alta do que as ameaças de guerra", afirmou um membro do partido no poder, Sameer Abdel-Aziz al-Najim. "Mas se eles quiserem guerra, estamos prontos para ela", concluiu.
Muitos manifestantes, tinham Kalashnikovs na mão, outros levavam cartazes gigantes com o retrato de Saddam Hussein ou espadas tradicionais iraquianas. "As nossas espadas estão desembainhadas, prontas para a batalha", dizia um cartaz.
Foram gritados "vivas" ao líder iraquiano: "Bush, ouve bem, nós gostamos do Saddam". Foram queimadas bandeiras norte-americanas e israelitas e a manifestação foi atentamente vigiada, dos telhados das casas, por atiradores especiais. "Estamos aqui para mostrar aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha que não temos medo", disse uma dona de casa de 61 anos, Sameera Wahab. "Queremos mostrar ao mundo que não temos medo das suas ameaças".
Dezenas de estrangeiros na capital organizaram também uma acção de protesto, juntando-se numa ponte sobre o rio Tigre no centro de Bagdad. Muitos levaram bandeiras com as cores do arco-íris, outros usavam lenços árabes, e outros ainda t-shirts com as palavras "a guerra não é solução". Um activista francês usava uma t-shirt do Super Homem.
Um designer gráfico norte-americano, Kenneth Webb, explicou à AP por que é que não vai sair do país em caso de guerra: "Assim não serão só partes de cadáveres de iraquianos, mas de toda a gente."
Por seu lado o vice-ministro iraquiano Tarek Aziz, que é cristão, fez o seu próprio protesto individual, no túmulo de São Francisco de Assis, o patrono da paz. Aziz esteva em Itália para uma audiência com o Papa. M.J.G.
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IRAQUE: "Bush, Ouve Bem, Nós Gostamos do Saddam".
Domingo, 16 de Fevereiro de 2003
No Iraque, dançando ao som de tambores e pandeiretas, dezenas de milhares de iraquianos, segundo as contas da Associated Press, três mil segundo a Reuters, desfilaram pela rua da Palestina, uma das maiores avenidas de Bagdad, num protesto organizado pelo Partido Baas, de Saddam Hussein. "Estamos aqui para dizer não à guerra, não aos Estados Unidos", disse um manifestante à AP. "Temos o direito de viver em paz, como todos os povos do mundo."
"A voz da paz é mais alta do que as ameaças de guerra", afirmou um membro do partido no poder, Sameer Abdel-Aziz al-Najim. "Mas se eles quiserem guerra, estamos prontos para ela", concluiu.
Muitos manifestantes, tinham Kalashnikovs na mão, outros levavam cartazes gigantes com o retrato de Saddam Hussein ou espadas tradicionais iraquianas. "As nossas espadas estão desembainhadas, prontas para a batalha", dizia um cartaz.
Foram gritados "vivas" ao líder iraquiano: "Bush, ouve bem, nós gostamos do Saddam". Foram queimadas bandeiras norte-americanas e israelitas e a manifestação foi atentamente vigiada, dos telhados das casas, por atiradores especiais. "Estamos aqui para mostrar aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha que não temos medo", disse uma dona de casa de 61 anos, Sameera Wahab. "Queremos mostrar ao mundo que não temos medo das suas ameaças".
Dezenas de estrangeiros na capital organizaram também uma acção de protesto, juntando-se numa ponte sobre o rio Tigre no centro de Bagdad. Muitos levaram bandeiras com as cores do arco-íris, outros usavam lenços árabes, e outros ainda t-shirts com as palavras "a guerra não é solução". Um activista francês usava uma t-shirt do Super Homem.
Um designer gráfico norte-americano, Kenneth Webb, explicou à AP por que é que não vai sair do país em caso de guerra: "Assim não serão só partes de cadáveres de iraquianos, mas de toda a gente."
Por seu lado o vice-ministro iraquiano Tarek Aziz, que é cristão, fez o seu próprio protesto individual, no túmulo de São Francisco de Assis, o patrono da paz. Aziz esteva em Itália para uma audiência com o Papa. M.J.G.