Educação pelo terror
Zillah Branco
E ntramos no terceiro milénio em grande velocidade, mas em marcha à ré: o Governo de Israel persegue o líder legítimo do povo palestino e ameaça crucificá-lo, como os poderosos de antes fizeram com Cristo, e os donos do poder mundial divulgam de mil maneiras uma filosofia medieval que condena os que se opõem aos abusos de poder ao inferno das bombas, com o pretexto de que ameaçam a sociedade global. É a moderna escola do terror.
Um pouco por toda a parte mais pobre da humanidade, onde surgem os que lutam contra os opressores, os exércitos dos soberanos dizimam populações. Ao começar o 3.º milénio fomos transportados para uma situação vivida entre o início da Era moderna, assinalada pelo nascimento de Cristo em Belém, e o período medieval, quando eram levados à fogueira todos os que abriam caminho ao conhecimento da realidade científica. De um passado mais próximo foram adoptadas as experiências fascistas responsáveis pelo holocausto de populações indefesas, de patriotas, comunistas e judeus de vários países - agora pelas mãos do actual Governo de Israel e dos Estados Unidos que exibem a desacreditada bandeira da democracia para justificar os genocídios que têm praticado impunemente.
Muito já se escreveu e falou sobre esta espantosa realidade que ameaça engolir a humanidade com todos os seus valores éticos e os conhecimentos científicos acumulados ao longo de milénios. Hoje o que se vê é a anulação da experiência passada, abandonada como lixo desde que se decretou o fim da História, com a implosão do socialismo na Europa.
Para que a humanidade comece do zero só existem dois caminhos: a destruição atómica de tudo (inclusive dos opressores) ou a formação de uma consciência do caos que transforma os cidadãos em escravos subordinados às ordens da elite dominante. Assiste-se à meticulosa construção do segundo caminho, com a demonstração de força unilateral e prepotente dos Estados Unidos e de Israel que desprezam a ONU e todos os que se empenham na defesa da humanidade, com a proliferação das redes criminosas que destroem a segurança pública em todos os países e são instrumentalizadas a favor da estratégia de dominação global, com a utilização da moderna tecnologia da comunicação por bandidos de toda espécie (privados ou públicos) e ainda com a avalanche de imbecilidades divulgadas mundialmente através da televisão, da internet, de vídeos e imprensa, que cumprem a função de entorpecer o entendimento das populações afastando-as do conhecimento da realidade aterradora e moldando-as como dóceis robots executivos.
O resultado desta escola imperial-fascista, que poderia ter o título de «eixo do mal», é implantar o sentimento de impotência social que conduz à alienação, ao individualismo, à perda de auto-estima e de confiança na luta pela superação do caos. É a destruição da individualidade que leva ao desespero suicida e à violência contra tudo e contra todos. A educação pelo terror quebra a coluna vertebral da cidadania e alimenta a covardia e o egoísmo que anulam as mais valiosas qualidades do ser humano.
Impotência institucional
O sentimento individual de impotência diante do poder arbitrário que oprime o mundo actual tem, como referencial, a visível impotência das instituições criadas para defender os princípios democráticos e os direitos dos homens. Nada mais humilhante que assistir as tímidas «propostas de paz» feitas por organismos internacionais, as quais vão descaradamente para o lixo enquanto as bombas estraçalham as populações indefesas. Nada mais revoltante que ouvir as críticas bushistas à responsabilidade de Arafat (detido no seu QG sem água, energia eléctrica, alimentos e remédios) pelo desespero de jovens palestinos que se imolam como a única forma de protesto contra o continuado massacre imposto pelo governo fascista de Israel.
Somada a falência dos organismos internacionais de defesa da humanidade com o decreto de fim da História que enfraqueceu o movimento revolucionário mundial, e ainda a aproximação da social-democracia com a direita quando chegou ao poder (que agora vai perdendo em todos os países do primeiro mundo), o cidadão sente-se órfão, indefeso, descrente, abandonado. Deixa de ser cidadão e passa a ser um mero animal racional com algum instinto de sobrevivência.
Tudo o que se construiu como definição de ser humano fica relegado às recordações poéticas, filosóficas ou religiosas, que constituem um peso para os que enfrentam a condição desumana de existência nesta selva em que o sistema capitalista transformou o planeta. Os ingénuos, os solidários, os que têm um ideal revolucionário, os que admiram Jesus Cristo, São Francisco de Assis, Teresa de Calcutá, Ghandi, Lumumba, Amílcar Cabral, Lenine, Fidel e toda a pleiade de seres humanos que sacrificaram a vida pelo bem da humanidade, sabem que serão tratados como inimigos da ordem atual, como subversivos, como inadaptados ao modelo de existência imposto pelos big brother da elite poderosa.
Vemos nas manifestações políticas de repúdio à ditadura fascista de Israel e Estados Unidos os partidos de esquerda e as igrejas, todos os que não têm medo de assumir os seus sentimentos e as suas ideias que hoje são condenadas como ultrapassadas e inadequadas à sociedade moderna. Como no passado medieval, desponta o renascimento como único caminho para a evolução social, com toda a natural dispersão de idéias filosóficas, artísticas, económicas, políticas.
As formas de resistência
Em todo o mundo temos exemplos de resistência que permanecem gravados na memória dos povos e no património construído. Por mais que os coveiros da História pretendam destruir as marcas das epopeias de cada povo derrubando os seus símbolos, sempre restam aqueles que enlaçaram a cultura local com o movimento histórico. No Brasil temos um belo exemplo na Igreja de São Francisco de Assis em Minas Gerais. Ficou conhecida como a Igreja da Pampulha construída a pedido de Juscelino Kubistchek, quando prefeito de Belo Horizonte, no início de uma brilhante carreira que o levou à Presidência da República, quando construiu a capital em Brasília, e à morte (por acidente ...) no período da ditadura.
Na década de 40 despontava uma escola de arquitectos que acompanhavam o já famoso mestre Le Corbusier na França. Os brasileiros Lúcio Costa e Oscar Niemeyer substituíram os modelos arquitectónicos tradicionais por projectos inovadores de traços curvilíneos que harmonizava a beleza escultural com a paisagem tropical. Juscelino era uma grande defensor de manifestações artísticas que revelassem o talento nacional com a sua expressão ideológica. Convidou Niemeyer para projectar uma Igreja que serviria de polo de atracção para o crescimento descentralizado da cidade de Belo Horizonte.
Surgiu uma igreja com aspecto de capela, acolhedora, leve, que suscita a reflexão e o desprendimento. Despida das habituais riquezas das igrejas construídas nos séculos anteriores um pouco por todo o Brasil, a da Pampulha tem um painel ao fundo onde a figura central é de São Francisco no seu gesto de aproximação com o povo mais humilde e os animais domésticos. O altar é uma simples bancada de madeira polida e nas paredes laterais estão enquadradas as pinturas relativas à Via Sacra que têm a característica de tons mais fortes quando a imagem refere a realidade sofrida por Cristo, e mais leves quando o sentimento espiritual de manifesta. O púlpito, revestido de azulejos azuis e brancos e colocado levemente acima do assoalho onde estão os bancos da igreja, reproduz cenas das acções populares de São Francisco, e a pia baptismal fica protegida por um painel em bronze com a imagem bíblica de Adão e Eva com a maçã e a serpente, afixado em um muro baixo em forma de ponto de interrogação.
O bispo de Belo Horizonte, ao ser convidado a realizar a sagração da igreja, opôs-se terminantemente alegando várias razões: o desenho arquitectónico do conjunto que engloba as curvas da igreja e a sua torre rectilínea permite visualizar, de determinado ângulo, uma foice e um martelo; a figura de São Francisco com vestes miseráveis que mal lhe cobrem a nudez ocupa o espaço onde seria suposto estar um grande crucifixo com Jesus; as demais figuras que o acompanham são de pessoas comuns do povo e até um cão; a forma de ponto de interrogação para acolher o baptismo pareceu-lhe uma afronta à religião. Todas essas alegações já estavam preparadas para proibir a utilização da igreja para os rituais católicos porque soubera que os autores daquela obra de arte sacra, tanto o arquitecto Niemeyer como o pintor Portinari, eram militantes comunistas.
A Igreja ficou fechada por 15 anos até que, feita uma exposição das pinturas sacras de Portinari em Roma, o Papa João XXIII louvou todas aquelas características antes condenadas pelo bispo de Belo Horizonte, que ressaltavam o papel da Igreja junto aos mais necessitados e à natureza representada pelos animais. Sobre o ponto de interrogação que cerca o baptismo, disse ser adequado já que ali tem início um caminho que não foi escolhido pela criança e que poderá ou não ser seguido por ela quando tiver a liberdade de escolha. Quanto à ideologia dos autores desta nova obra de arte sacra, o Papa manifestou a sua alegria por contar com a cooperação de intelectuais materialistas que respeitam a cultura do seu povo e defendem os princípios da distribuição igualitária dos bens entre as pessoas, como pregava São Francisco de Assis. Foi com a mensagem papal que o bispo consagrou a igreja que hoje atrai não apenas os fiéis como todos os visitantes.
Oscar Niemeyer, hoje com 94 anos, ao ser entrevistado pela televisão sobre as suas ideias acerca da arquitectura, diz ser ela uma expressão artística que retrata o ambiente em que se expressa e a cultura do seu tempo. «Mas», acrescenta, «o mais importante é ser solidário com os outros e manifestar a sua opinião em defesa daqueles que estão a ser oprimidos e humilhados no mundo actual». É um combatente exemplar.
«Avante!» Nº 1482 - 24.Abril.2002
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Educação pelo terror
Zillah Branco
E ntramos no terceiro milénio em grande velocidade, mas em marcha à ré: o Governo de Israel persegue o líder legítimo do povo palestino e ameaça crucificá-lo, como os poderosos de antes fizeram com Cristo, e os donos do poder mundial divulgam de mil maneiras uma filosofia medieval que condena os que se opõem aos abusos de poder ao inferno das bombas, com o pretexto de que ameaçam a sociedade global. É a moderna escola do terror.
Um pouco por toda a parte mais pobre da humanidade, onde surgem os que lutam contra os opressores, os exércitos dos soberanos dizimam populações. Ao começar o 3.º milénio fomos transportados para uma situação vivida entre o início da Era moderna, assinalada pelo nascimento de Cristo em Belém, e o período medieval, quando eram levados à fogueira todos os que abriam caminho ao conhecimento da realidade científica. De um passado mais próximo foram adoptadas as experiências fascistas responsáveis pelo holocausto de populações indefesas, de patriotas, comunistas e judeus de vários países - agora pelas mãos do actual Governo de Israel e dos Estados Unidos que exibem a desacreditada bandeira da democracia para justificar os genocídios que têm praticado impunemente.
Muito já se escreveu e falou sobre esta espantosa realidade que ameaça engolir a humanidade com todos os seus valores éticos e os conhecimentos científicos acumulados ao longo de milénios. Hoje o que se vê é a anulação da experiência passada, abandonada como lixo desde que se decretou o fim da História, com a implosão do socialismo na Europa.
Para que a humanidade comece do zero só existem dois caminhos: a destruição atómica de tudo (inclusive dos opressores) ou a formação de uma consciência do caos que transforma os cidadãos em escravos subordinados às ordens da elite dominante. Assiste-se à meticulosa construção do segundo caminho, com a demonstração de força unilateral e prepotente dos Estados Unidos e de Israel que desprezam a ONU e todos os que se empenham na defesa da humanidade, com a proliferação das redes criminosas que destroem a segurança pública em todos os países e são instrumentalizadas a favor da estratégia de dominação global, com a utilização da moderna tecnologia da comunicação por bandidos de toda espécie (privados ou públicos) e ainda com a avalanche de imbecilidades divulgadas mundialmente através da televisão, da internet, de vídeos e imprensa, que cumprem a função de entorpecer o entendimento das populações afastando-as do conhecimento da realidade aterradora e moldando-as como dóceis robots executivos.
O resultado desta escola imperial-fascista, que poderia ter o título de «eixo do mal», é implantar o sentimento de impotência social que conduz à alienação, ao individualismo, à perda de auto-estima e de confiança na luta pela superação do caos. É a destruição da individualidade que leva ao desespero suicida e à violência contra tudo e contra todos. A educação pelo terror quebra a coluna vertebral da cidadania e alimenta a covardia e o egoísmo que anulam as mais valiosas qualidades do ser humano.
Impotência institucional
O sentimento individual de impotência diante do poder arbitrário que oprime o mundo actual tem, como referencial, a visível impotência das instituições criadas para defender os princípios democráticos e os direitos dos homens. Nada mais humilhante que assistir as tímidas «propostas de paz» feitas por organismos internacionais, as quais vão descaradamente para o lixo enquanto as bombas estraçalham as populações indefesas. Nada mais revoltante que ouvir as críticas bushistas à responsabilidade de Arafat (detido no seu QG sem água, energia eléctrica, alimentos e remédios) pelo desespero de jovens palestinos que se imolam como a única forma de protesto contra o continuado massacre imposto pelo governo fascista de Israel.
Somada a falência dos organismos internacionais de defesa da humanidade com o decreto de fim da História que enfraqueceu o movimento revolucionário mundial, e ainda a aproximação da social-democracia com a direita quando chegou ao poder (que agora vai perdendo em todos os países do primeiro mundo), o cidadão sente-se órfão, indefeso, descrente, abandonado. Deixa de ser cidadão e passa a ser um mero animal racional com algum instinto de sobrevivência.
Tudo o que se construiu como definição de ser humano fica relegado às recordações poéticas, filosóficas ou religiosas, que constituem um peso para os que enfrentam a condição desumana de existência nesta selva em que o sistema capitalista transformou o planeta. Os ingénuos, os solidários, os que têm um ideal revolucionário, os que admiram Jesus Cristo, São Francisco de Assis, Teresa de Calcutá, Ghandi, Lumumba, Amílcar Cabral, Lenine, Fidel e toda a pleiade de seres humanos que sacrificaram a vida pelo bem da humanidade, sabem que serão tratados como inimigos da ordem atual, como subversivos, como inadaptados ao modelo de existência imposto pelos big brother da elite poderosa.
Vemos nas manifestações políticas de repúdio à ditadura fascista de Israel e Estados Unidos os partidos de esquerda e as igrejas, todos os que não têm medo de assumir os seus sentimentos e as suas ideias que hoje são condenadas como ultrapassadas e inadequadas à sociedade moderna. Como no passado medieval, desponta o renascimento como único caminho para a evolução social, com toda a natural dispersão de idéias filosóficas, artísticas, económicas, políticas.
As formas de resistência
Em todo o mundo temos exemplos de resistência que permanecem gravados na memória dos povos e no património construído. Por mais que os coveiros da História pretendam destruir as marcas das epopeias de cada povo derrubando os seus símbolos, sempre restam aqueles que enlaçaram a cultura local com o movimento histórico. No Brasil temos um belo exemplo na Igreja de São Francisco de Assis em Minas Gerais. Ficou conhecida como a Igreja da Pampulha construída a pedido de Juscelino Kubistchek, quando prefeito de Belo Horizonte, no início de uma brilhante carreira que o levou à Presidência da República, quando construiu a capital em Brasília, e à morte (por acidente ...) no período da ditadura.
Na década de 40 despontava uma escola de arquitectos que acompanhavam o já famoso mestre Le Corbusier na França. Os brasileiros Lúcio Costa e Oscar Niemeyer substituíram os modelos arquitectónicos tradicionais por projectos inovadores de traços curvilíneos que harmonizava a beleza escultural com a paisagem tropical. Juscelino era uma grande defensor de manifestações artísticas que revelassem o talento nacional com a sua expressão ideológica. Convidou Niemeyer para projectar uma Igreja que serviria de polo de atracção para o crescimento descentralizado da cidade de Belo Horizonte.
Surgiu uma igreja com aspecto de capela, acolhedora, leve, que suscita a reflexão e o desprendimento. Despida das habituais riquezas das igrejas construídas nos séculos anteriores um pouco por todo o Brasil, a da Pampulha tem um painel ao fundo onde a figura central é de São Francisco no seu gesto de aproximação com o povo mais humilde e os animais domésticos. O altar é uma simples bancada de madeira polida e nas paredes laterais estão enquadradas as pinturas relativas à Via Sacra que têm a característica de tons mais fortes quando a imagem refere a realidade sofrida por Cristo, e mais leves quando o sentimento espiritual de manifesta. O púlpito, revestido de azulejos azuis e brancos e colocado levemente acima do assoalho onde estão os bancos da igreja, reproduz cenas das acções populares de São Francisco, e a pia baptismal fica protegida por um painel em bronze com a imagem bíblica de Adão e Eva com a maçã e a serpente, afixado em um muro baixo em forma de ponto de interrogação.
O bispo de Belo Horizonte, ao ser convidado a realizar a sagração da igreja, opôs-se terminantemente alegando várias razões: o desenho arquitectónico do conjunto que engloba as curvas da igreja e a sua torre rectilínea permite visualizar, de determinado ângulo, uma foice e um martelo; a figura de São Francisco com vestes miseráveis que mal lhe cobrem a nudez ocupa o espaço onde seria suposto estar um grande crucifixo com Jesus; as demais figuras que o acompanham são de pessoas comuns do povo e até um cão; a forma de ponto de interrogação para acolher o baptismo pareceu-lhe uma afronta à religião. Todas essas alegações já estavam preparadas para proibir a utilização da igreja para os rituais católicos porque soubera que os autores daquela obra de arte sacra, tanto o arquitecto Niemeyer como o pintor Portinari, eram militantes comunistas.
A Igreja ficou fechada por 15 anos até que, feita uma exposição das pinturas sacras de Portinari em Roma, o Papa João XXIII louvou todas aquelas características antes condenadas pelo bispo de Belo Horizonte, que ressaltavam o papel da Igreja junto aos mais necessitados e à natureza representada pelos animais. Sobre o ponto de interrogação que cerca o baptismo, disse ser adequado já que ali tem início um caminho que não foi escolhido pela criança e que poderá ou não ser seguido por ela quando tiver a liberdade de escolha. Quanto à ideologia dos autores desta nova obra de arte sacra, o Papa manifestou a sua alegria por contar com a cooperação de intelectuais materialistas que respeitam a cultura do seu povo e defendem os princípios da distribuição igualitária dos bens entre as pessoas, como pregava São Francisco de Assis. Foi com a mensagem papal que o bispo consagrou a igreja que hoje atrai não apenas os fiéis como todos os visitantes.
Oscar Niemeyer, hoje com 94 anos, ao ser entrevistado pela televisão sobre as suas ideias acerca da arquitectura, diz ser ela uma expressão artística que retrata o ambiente em que se expressa e a cultura do seu tempo. «Mas», acrescenta, «o mais importante é ser solidário com os outros e manifestar a sua opinião em defesa daqueles que estão a ser oprimidos e humilhados no mundo actual». É um combatente exemplar.
«Avante!» Nº 1482 - 24.Abril.2002