Deputados do PSD Dizem Que Há "Risco para a Saúde Pública" em Çgua-Longa
Por ÅNGELO TEIXEIRA MARQUES
Domingo, 19 de Janeiro de 2003
s deputados do PSD, Fernando Charrua e Diogo Luz, defenderam ontem que os problemas ambientais que afectam a freguesia de çgua-Longa, em Santo Tirso, podem estar "a colocar em risco a saúde pública" e, por isso, prometeram solicitar a intervenção da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte. "Gostei de saber que vamos ter três deputados do partido do Governo ao nosso lado para pressionar o Executivo a desbloquear o financiamento das obras de saneamento básico que têm de obter fundos comunitários", replicou Castro Fernandes, líder da autarquia.
Durante uma visita ao local realizada ontem, os parlamentares sociais-democratas chamaram a atenção para a falta de redes municipais de saneamento e de fornecimento de água que podem originar a contaminação dos solos - dos quais, através de furos, as populações retiram a água. "A Câmara Municipal [maioria PS] é a primeira responsável já que tem usufruído de uma gestão estável", considerou Diogo Luz. Fernando Charrua deu como exemplo a existência, junto a uma escola, de fossas "que podem tornar-se perigosas pela acumulação de gás metano" - Castro Fernandes disse ao PòBLICO que ia "indagar" a situação - e Diogo Luz complementou com mais duas "feridas" ambientais: "uma lixeira descontrolada no lugar de Pisão e o estado de uma empresa de metalização, aparentemente sem condições para proceder ao tratamento dos efluentes químicos que gera". "Já pedimos ao ministério da Economia que ordene o encerramento da unidade já que a câmara não a licenciou nem emitiu qualquer parecer positivo", contrapôs o líder do município.
Os responsáveis do Núcleo local do PSD encaminharam, depois, os deputados até uma urbanização (com 24 moradias) recentemente construída no lugar de Costa, da qual, garantem, "as águas residuais são conduzidas para uma suposta 'estação' de tratamento", mas acabam acumuladas na via pública. "O efluente é conduzido para a denominada Rua da Ribeira do Pisão, mas fica aí depositado formando 'uma lagoa' de infiltração no subsolo", enfatizou José Maia, vice-presidente do Núcleo. O presidente da câmara justificou que a autarquia solicitou a autorização para verter para a Ribeira (afluente do rio Leça) os líquidos tratados, mas o proprietário de um terreno contíguo não autorizou a passagem dos tubos. "A câmara teve de recorrer a uma fórmula - o requerimento do direito de passagem - que é bastante morosa", adiantou Castro Fernandes.
Os dirigentes do PSD de çgua Longa apelaram, ainda, aos deputados para que procurem inverter o êxodo dos jovens da freguesia que preferem residir na freguesia contígua de Alfena (Valongo) "onde existem redes de água, saneamento e gás natural". "çgua-Longa não tem saneamento básico, não tem correio, não tem centro de saúde, não tem rede de abastecimento de água, não tem centro cultural, não tem padre, não tem biblioteca, ringue, pavilhão gimnodesportivo, piscinas, nem lar para a terceira idade, nem jardim infantil - mas tem uma lagoa de águas residuais...", afirmou a presidente do Núcleo, Cecília Coelho citando um documento que foi distribuído aos jornalistas após a visita de ontem.
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Deputados do PSD Dizem Que Há "Risco para a Saúde Pública" em Çgua-Longa
Por ÅNGELO TEIXEIRA MARQUES
Domingo, 19 de Janeiro de 2003
s deputados do PSD, Fernando Charrua e Diogo Luz, defenderam ontem que os problemas ambientais que afectam a freguesia de çgua-Longa, em Santo Tirso, podem estar "a colocar em risco a saúde pública" e, por isso, prometeram solicitar a intervenção da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte. "Gostei de saber que vamos ter três deputados do partido do Governo ao nosso lado para pressionar o Executivo a desbloquear o financiamento das obras de saneamento básico que têm de obter fundos comunitários", replicou Castro Fernandes, líder da autarquia.
Durante uma visita ao local realizada ontem, os parlamentares sociais-democratas chamaram a atenção para a falta de redes municipais de saneamento e de fornecimento de água que podem originar a contaminação dos solos - dos quais, através de furos, as populações retiram a água. "A Câmara Municipal [maioria PS] é a primeira responsável já que tem usufruído de uma gestão estável", considerou Diogo Luz. Fernando Charrua deu como exemplo a existência, junto a uma escola, de fossas "que podem tornar-se perigosas pela acumulação de gás metano" - Castro Fernandes disse ao PòBLICO que ia "indagar" a situação - e Diogo Luz complementou com mais duas "feridas" ambientais: "uma lixeira descontrolada no lugar de Pisão e o estado de uma empresa de metalização, aparentemente sem condições para proceder ao tratamento dos efluentes químicos que gera". "Já pedimos ao ministério da Economia que ordene o encerramento da unidade já que a câmara não a licenciou nem emitiu qualquer parecer positivo", contrapôs o líder do município.
Os responsáveis do Núcleo local do PSD encaminharam, depois, os deputados até uma urbanização (com 24 moradias) recentemente construída no lugar de Costa, da qual, garantem, "as águas residuais são conduzidas para uma suposta 'estação' de tratamento", mas acabam acumuladas na via pública. "O efluente é conduzido para a denominada Rua da Ribeira do Pisão, mas fica aí depositado formando 'uma lagoa' de infiltração no subsolo", enfatizou José Maia, vice-presidente do Núcleo. O presidente da câmara justificou que a autarquia solicitou a autorização para verter para a Ribeira (afluente do rio Leça) os líquidos tratados, mas o proprietário de um terreno contíguo não autorizou a passagem dos tubos. "A câmara teve de recorrer a uma fórmula - o requerimento do direito de passagem - que é bastante morosa", adiantou Castro Fernandes.
Os dirigentes do PSD de çgua Longa apelaram, ainda, aos deputados para que procurem inverter o êxodo dos jovens da freguesia que preferem residir na freguesia contígua de Alfena (Valongo) "onde existem redes de água, saneamento e gás natural". "çgua-Longa não tem saneamento básico, não tem correio, não tem centro de saúde, não tem rede de abastecimento de água, não tem centro cultural, não tem padre, não tem biblioteca, ringue, pavilhão gimnodesportivo, piscinas, nem lar para a terceira idade, nem jardim infantil - mas tem uma lagoa de águas residuais...", afirmou a presidente do Núcleo, Cecília Coelho citando um documento que foi distribuído aos jornalistas após a visita de ontem.