Portugal Diário

12-08-2002
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Guarda contra o fim das SCUT

29-07-2002 14:48 A cobrança de portagens nas SCUT - IP5 e IP2 - foi hoje rejeitada por empresários e políticos locais Lusa A cobrança de portagens nas SCUT que servem o distrito da Guarda - IP5 e IP2 - foi hoje rejeitada por empresários e políticos locais, que consideram a medida uma «discriminação negativa para as gentes do interior». Uma das vozes discordantes perante as declarações do ministro Valente de Oliveira hoje ao Público, no sentido da introdução de portagens reais nas SCUT, vem mesmo de dentro do principal partido que apoia o Governo, o PSD. Ana Manso, presidente da distrital do PSD da Guarda, discorda da eventual aplicação daquela medida às SCUT, considerando que (a não existência de portagens naquelas vias) «é o mínimo de gratidão e de solidariedade que o país pode ter para com o interior que, durante gerações, deu gente e poupanças para serem investidas no litoral». A parlamentar considera ser «agora chegada a hora para o país ser solidário e mostrar o mínimo de gratidão» para com as gentes do interior e fazer com que «o interior não seja terra de portugueses de segunda». Ana Manso considera que «esse tratamento por igual exige medidas de discriminação positiva para com o interior», de que as SCUT são um sinal. A deputada acredita, porém, que, tendo em conta o programa do Governo para o interior e «a sensibilidade» do primeiro-ministro, a aplicação de portagens reais nas SCUT, nomeadamente no IP5 e na Auto-estrada da Beira Interior (IP2) não se verifique. Por seu turno, Fernando Cabral, presidente da Distrital do PS da Guarda, disse «estranhar» que o Governo faça este anúncio (de cobrança de portagens reais nas SCUT) e «não tenha, por exemplo, o mesmo tipo de argumentação na área da saúde, porque, no que foi anunciado relativamente à construção de novos hospitais de parceria (entre o) público e o privado, não deixa também de ser um pouco o sistema das SCUT, em que primeiro o privado investe e depois o público acabará por lhe pagar o lucro de alguns anos». Fernando Cabral adiantou ser «razoável que se recorra a este sistema» (SCUT), sublinhando que «as auto-estradas eram uma possibilidade das zonas do interior estarem infra-estruturadas, o que, se não fosse assim, só aconteceria daqui a muitas dezenas de anos». Fernando Cabral, também deputado do PS, considera uma «falsa questão a argumentação do ministro Valente de Oliveira de que estas estradas servem fundamentalmente as pessoas que passam pelo interior porque, para além das SCUT servirem os que aqui residem, servem também muitos daqueles que aqui querem vir, pelo que são uma mais-valia para o interior». O dirigente do PS adiantou, como argumento contra as portagens nas SCUT, o facto de, «em muitos dos troços, essas auto- estradas não terem alternativa e, em alguns casos, a auto-estrada estar a ser construída em cima da estrada nacional, como vai acontecer quando for feita a duplicação do IP5». Fernando Cabral chamou, ainda, a atenção para o facto de «aquilo que eram estradas nacionais estarem hoje classificadas como estradas municipais», frisando que «não há uma alternativa nacional que sirva de possibilidade ao utente que não queira ir na auto-estrada». Por outro lado, segundo o dirigente socialista, se forem instaladas portagens, «muitos dos nós agora existentes têm de ser fechados ou, se se construírem praças de portagens em todos os que estão previstos, será um custo que acabará por transformar o investimento num prejuízo enorme». O vice-presidente do Núcleo Empresarial da Região da Guarda (NERGA), Madeira Grilo, reagindo às declarações do ministro das Obras Públicas, Valente de Oliveira, disse à Lusa que «a instalação de portagens pode penalizar e desencorajar o desenvolvimento do interior».

Guarda contra o fim das SCUT

29-07-2002 14:48 A cobrança de portagens nas SCUT - IP5 e IP2 - foi hoje rejeitada por empresários e políticos locais Lusa A cobrança de portagens nas SCUT que servem o distrito da Guarda - IP5 e IP2 - foi hoje rejeitada por empresários e políticos locais, que consideram a medida uma «discriminação negativa para as gentes do interior». Uma das vozes discordantes perante as declarações do ministro Valente de Oliveira hoje ao Público, no sentido da introdução de portagens reais nas SCUT, vem mesmo de dentro do principal partido que apoia o Governo, o PSD. Ana Manso, presidente da distrital do PSD da Guarda, discorda da eventual aplicação daquela medida às SCUT, considerando que (a não existência de portagens naquelas vias) «é o mínimo de gratidão e de solidariedade que o país pode ter para com o interior que, durante gerações, deu gente e poupanças para serem investidas no litoral». A parlamentar considera ser «agora chegada a hora para o país ser solidário e mostrar o mínimo de gratidão» para com as gentes do interior e fazer com que «o interior não seja terra de portugueses de segunda». Ana Manso considera que «esse tratamento por igual exige medidas de discriminação positiva para com o interior», de que as SCUT são um sinal. A deputada acredita, porém, que, tendo em conta o programa do Governo para o interior e «a sensibilidade» do primeiro-ministro, a aplicação de portagens reais nas SCUT, nomeadamente no IP5 e na Auto-estrada da Beira Interior (IP2) não se verifique. Por seu turno, Fernando Cabral, presidente da Distrital do PS da Guarda, disse «estranhar» que o Governo faça este anúncio (de cobrança de portagens reais nas SCUT) e «não tenha, por exemplo, o mesmo tipo de argumentação na área da saúde, porque, no que foi anunciado relativamente à construção de novos hospitais de parceria (entre o) público e o privado, não deixa também de ser um pouco o sistema das SCUT, em que primeiro o privado investe e depois o público acabará por lhe pagar o lucro de alguns anos». Fernando Cabral adiantou ser «razoável que se recorra a este sistema» (SCUT), sublinhando que «as auto-estradas eram uma possibilidade das zonas do interior estarem infra-estruturadas, o que, se não fosse assim, só aconteceria daqui a muitas dezenas de anos». Fernando Cabral, também deputado do PS, considera uma «falsa questão a argumentação do ministro Valente de Oliveira de que estas estradas servem fundamentalmente as pessoas que passam pelo interior porque, para além das SCUT servirem os que aqui residem, servem também muitos daqueles que aqui querem vir, pelo que são uma mais-valia para o interior». O dirigente do PS adiantou, como argumento contra as portagens nas SCUT, o facto de, «em muitos dos troços, essas auto- estradas não terem alternativa e, em alguns casos, a auto-estrada estar a ser construída em cima da estrada nacional, como vai acontecer quando for feita a duplicação do IP5». Fernando Cabral chamou, ainda, a atenção para o facto de «aquilo que eram estradas nacionais estarem hoje classificadas como estradas municipais», frisando que «não há uma alternativa nacional que sirva de possibilidade ao utente que não queira ir na auto-estrada». Por outro lado, segundo o dirigente socialista, se forem instaladas portagens, «muitos dos nós agora existentes têm de ser fechados ou, se se construírem praças de portagens em todos os que estão previstos, será um custo que acabará por transformar o investimento num prejuízo enorme». O vice-presidente do Núcleo Empresarial da Região da Guarda (NERGA), Madeira Grilo, reagindo às declarações do ministro das Obras Públicas, Valente de Oliveira, disse à Lusa que «a instalação de portagens pode penalizar e desencorajar o desenvolvimento do interior».

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