Clássica para Todos Os Gostos
Por CRISTINA FERNANDES
Sexta-feira, 04 de Julho de 2003
Três dos mais importantes festivais portugueses de música erudita - os Festivais Internacionais da Póvoa de Varzim, de Espinho e de Coimbra - abrem hoje. Entretanto terminaram já os festivais de Castelo Branco, Leiria, Alcobaça e dos Açores, continuando a decorrer os de Sintra, da Casa de Mateus, de Santo Tirso e Évora. Amanhã inicia-se o II Festival de Música Medieval de Carrazeda de Anciães (com a participação dos grupos Introitus, "El Andaloussi", Medievalia, Realejo e La Batalla) e, no dia 11, o Festival do Estoril. Neste panorama, não exaustivo, lamenta-se a ausência dos Capuchos, uma das iniciativas mais imaginativas ao nível da programação, que viu a sua continuidade interrompida no ano passado por falta de verbas.
Para assinalar os 25 anos do Festival da Póvoa de Varzim, o seu director artístico, João Marques, sonhou com uma edição reforçada, mas os cortes orçamentais obrigaram-no a ser mais modesto. A quantidade de intérpretes internacionais é idêntica à de anos anteriores, mas, mesmo assim, este continua a ser o mais aliciante dos festivais nacionais.
Os grandes destaques vão para o Coro de Câmara Accentus, sob a direcção de Laurence Équilbey, para a integral da obra para piano de Ravel por Ruger Muraro, para o conjunto vocal Odecathon, Céline Frisch e o Café Zimmermann (pela primeira vez em Portugal), o pianista Nelson Freire, o gambista Paolo Pandolfo e The Harp Consort, com obras da América Latina dos séculos XVI e XVII. Como é habitual, os jovens intérpretes portugueses têm um lugar especial e será estreada uma nova obra de Fernando Lapa.
Espinho abre com a Orquestra Nacional do Porto, sob a direcção de Martin André, e Jean-François Lézé como solista. Quanto às estrelas de cartaz, regressam o pianista Boris Berezovski e o violoncelista Alexandrer Kniazev, aos quais se junta o violinista Dmitri Mahktin. No encerramento teremos outro grande nome do violoncelo, Ivan Monighetti.
Vocacionado para a percussão, o festival conta também com a participação do Vana Jazz Piano Trio, do Drumming e dos percussinistas Miquel Bernat, Zoltán Racz e Nuno Aroso. O Remix Ensemble, o Estúdio de Ópera da Casa da Música, a Orquestra do Algarve, o Trio Contrastes e a Orquestra da Escola Profissional de Música de Espinho - que fará a estreia em Portugal de "O Capuchinho Vermelho", de Paul Patterson - são outros convidados.
Coimbra centra-se nos compositores portugueses - entre outras, serão interpretadas obras de Carlos Seixas, Bomtempo, Joly Braga Santos, Lopes-Graça, Pinho Vargas, Jorge Peixinho, Alexandre Delgado, Cândido Lima e Nuno Corte-Real, as duas últimas em estreia absoluta - e nos 50 anos da morte de Prokofiev. Os pianistas estão em maioria (Corine Kloska, Françoise Choveaux, Yuri Serov, Hugues Leclere, Maurizio Moretti, Anne Kaasa, Jorge Moyano e a grande Elisabeth Leonskaia, que dará também uma "master-classe), assim como as orquestras (Filarmónica de Bucareste, Filarmonia das Beiras, Sinfónica Portuguesa e Nacional do Porto). Destaca-se ainda a presença do violoncelista Truls Mork e do guitarrista Aldo Rodriguez.
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Clássica para Todos Os Gostos
Por CRISTINA FERNANDES
Sexta-feira, 04 de Julho de 2003
Três dos mais importantes festivais portugueses de música erudita - os Festivais Internacionais da Póvoa de Varzim, de Espinho e de Coimbra - abrem hoje. Entretanto terminaram já os festivais de Castelo Branco, Leiria, Alcobaça e dos Açores, continuando a decorrer os de Sintra, da Casa de Mateus, de Santo Tirso e Évora. Amanhã inicia-se o II Festival de Música Medieval de Carrazeda de Anciães (com a participação dos grupos Introitus, "El Andaloussi", Medievalia, Realejo e La Batalla) e, no dia 11, o Festival do Estoril. Neste panorama, não exaustivo, lamenta-se a ausência dos Capuchos, uma das iniciativas mais imaginativas ao nível da programação, que viu a sua continuidade interrompida no ano passado por falta de verbas.
Para assinalar os 25 anos do Festival da Póvoa de Varzim, o seu director artístico, João Marques, sonhou com uma edição reforçada, mas os cortes orçamentais obrigaram-no a ser mais modesto. A quantidade de intérpretes internacionais é idêntica à de anos anteriores, mas, mesmo assim, este continua a ser o mais aliciante dos festivais nacionais.
Os grandes destaques vão para o Coro de Câmara Accentus, sob a direcção de Laurence Équilbey, para a integral da obra para piano de Ravel por Ruger Muraro, para o conjunto vocal Odecathon, Céline Frisch e o Café Zimmermann (pela primeira vez em Portugal), o pianista Nelson Freire, o gambista Paolo Pandolfo e The Harp Consort, com obras da América Latina dos séculos XVI e XVII. Como é habitual, os jovens intérpretes portugueses têm um lugar especial e será estreada uma nova obra de Fernando Lapa.
Espinho abre com a Orquestra Nacional do Porto, sob a direcção de Martin André, e Jean-François Lézé como solista. Quanto às estrelas de cartaz, regressam o pianista Boris Berezovski e o violoncelista Alexandrer Kniazev, aos quais se junta o violinista Dmitri Mahktin. No encerramento teremos outro grande nome do violoncelo, Ivan Monighetti.
Vocacionado para a percussão, o festival conta também com a participação do Vana Jazz Piano Trio, do Drumming e dos percussinistas Miquel Bernat, Zoltán Racz e Nuno Aroso. O Remix Ensemble, o Estúdio de Ópera da Casa da Música, a Orquestra do Algarve, o Trio Contrastes e a Orquestra da Escola Profissional de Música de Espinho - que fará a estreia em Portugal de "O Capuchinho Vermelho", de Paul Patterson - são outros convidados.
Coimbra centra-se nos compositores portugueses - entre outras, serão interpretadas obras de Carlos Seixas, Bomtempo, Joly Braga Santos, Lopes-Graça, Pinho Vargas, Jorge Peixinho, Alexandre Delgado, Cândido Lima e Nuno Corte-Real, as duas últimas em estreia absoluta - e nos 50 anos da morte de Prokofiev. Os pianistas estão em maioria (Corine Kloska, Françoise Choveaux, Yuri Serov, Hugues Leclere, Maurizio Moretti, Anne Kaasa, Jorge Moyano e a grande Elisabeth Leonskaia, que dará também uma "master-classe), assim como as orquestras (Filarmónica de Bucareste, Filarmonia das Beiras, Sinfónica Portuguesa e Nacional do Porto). Destaca-se ainda a presença do violoncelista Truls Mork e do guitarrista Aldo Rodriguez.