Casos de Crime Económico Dominam Ano Judicial
Por ANTÓNIO ARNALDO MESQUITA
Terça-feira, 21 de Janeiro de 2003 O ano judicial promete ser bastante quente, dado o melindre de algumas investigações pendentes, envolvendo conhecidos autarcas, como os socialistas Fátima Felgueiras, José Luís Judas ou o social-democrata Castro Azevedo, que ontem se auto-suspendeu do cargo de presidente da Câmara de Águeda, ou mesmo do deputado António da Cruz Silva, do PSD, cujo levantamento da imunidade parlamentar poderá ser requerida em breve. Deste rol fazem ainda parte Avelino Ferreira Torres, presidente da Câmara do Marco de Canavezes, do PP, acusado de peculato e de abuso do poder; sem esquecer Júlio Santos, presidente da Câmara de Celorico da Beira, que é acusado de alegada prática de corrupção e branqueamento. Dentro de alguns meses será também conhecido o desfecho do julgamento do caso Moderna e esclarecida a situação processual de Paulo Portas relacionada com a gestão das duas empresas de que era gerente, Amostra e Boas Festas. Os meandros do futebol também estão a ser alvo de investigação e neste sector avultam os casos que visam esclarecer a licitude do comportamento adoptado pelo presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, e de outros dirigentes deste clube, nomeadamente o actual governador civil de Braga, Luís Cirilo. E são igualmente aguardadas com expectativa as investigações do uso de nandrolona detectada em análises "anti-doping" a vários futebolistas. Este ano será também o do julgamento de vários casos de fraude, dos quais se destacam o da Brisa e o de importações de viaturas, através de firmas fictícias, que já teve como consequência a prisão preventiva de vários arguidos, entre os quais Manuel Macedo, o mediático presidente da Associação de Amizade Portugal-Indonésia. Até ao final do ano, o Tribunal de Ovar deverá proferir o seu veredicto em relação às largas dezenas de arguidos que ali estão a ser julgados por fraudes fiscais, rondando os 50 milhões de euros. Também será clarificada a situação processual das dezenas de elementos da Brigada de Trânsito da GNR detidos em vários pontos do país. A excepção à regra do actual ritmo judicial nas varas criminais será a repetição do julgamento do processo do Ministério da Saúde prevista para o próximo dia 13 de Fevereiro, que tem como arguidos Costa Freire, Zezé Beleza e outros. OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE Facturas falsas incriminam presidente da Câmara de Águeda
Pedido levantamento de imunidade de deputado do PSD
O criador e a criatura
Sampaio quer mais meios para investigação da corrupção
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Casos de Crime Económico Dominam Ano Judicial
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Terça-feira, 21 de Janeiro de 2003 O ano judicial promete ser bastante quente, dado o melindre de algumas investigações pendentes, envolvendo conhecidos autarcas, como os socialistas Fátima Felgueiras, José Luís Judas ou o social-democrata Castro Azevedo, que ontem se auto-suspendeu do cargo de presidente da Câmara de Águeda, ou mesmo do deputado António da Cruz Silva, do PSD, cujo levantamento da imunidade parlamentar poderá ser requerida em breve. Deste rol fazem ainda parte Avelino Ferreira Torres, presidente da Câmara do Marco de Canavezes, do PP, acusado de peculato e de abuso do poder; sem esquecer Júlio Santos, presidente da Câmara de Celorico da Beira, que é acusado de alegada prática de corrupção e branqueamento. Dentro de alguns meses será também conhecido o desfecho do julgamento do caso Moderna e esclarecida a situação processual de Paulo Portas relacionada com a gestão das duas empresas de que era gerente, Amostra e Boas Festas. Os meandros do futebol também estão a ser alvo de investigação e neste sector avultam os casos que visam esclarecer a licitude do comportamento adoptado pelo presidente do Vitória de Guimarães, Pimenta Machado, e de outros dirigentes deste clube, nomeadamente o actual governador civil de Braga, Luís Cirilo. E são igualmente aguardadas com expectativa as investigações do uso de nandrolona detectada em análises "anti-doping" a vários futebolistas. Este ano será também o do julgamento de vários casos de fraude, dos quais se destacam o da Brisa e o de importações de viaturas, através de firmas fictícias, que já teve como consequência a prisão preventiva de vários arguidos, entre os quais Manuel Macedo, o mediático presidente da Associação de Amizade Portugal-Indonésia. Até ao final do ano, o Tribunal de Ovar deverá proferir o seu veredicto em relação às largas dezenas de arguidos que ali estão a ser julgados por fraudes fiscais, rondando os 50 milhões de euros. Também será clarificada a situação processual das dezenas de elementos da Brigada de Trânsito da GNR detidos em vários pontos do país. A excepção à regra do actual ritmo judicial nas varas criminais será a repetição do julgamento do processo do Ministério da Saúde prevista para o próximo dia 13 de Fevereiro, que tem como arguidos Costa Freire, Zezé Beleza e outros. OUTROS TÍTULOS EM DESTAQUE Facturas falsas incriminam presidente da Câmara de Águeda
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