Bolsa de Lisboa Começou Mal o Dia, mas Terminou Mais Calma
Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2004
A bolsa de Lisboa começou a sessão de ontem em forte queda, mas depois acabou por recuperar grande parte das perdas, pelo que, ao final do dia, a maior parte dos operadores considerou que o pior já deverá ter passado. O principal índice da bolsa nacional, o PSI-20, chegou a perder mais de um por cento durante as primeiras horas de negociação, encerrando com uma desvalorização de 0,50 por cento.
Notou-se, dizem os operadores, alguma pressão vendedora por parte de investidores estrangeiros, os mais vulneráveis a grandes alterações na política nacional. As vendas também aconteceram nos títulos que estão mais expostos a decisões governamentais, como é o caso da EDP, por causa da integração do gás natural, e da Brisa, pelo fim das auto-estradas sem portagem. A PT e o BCP também se ressentiram do actual momento político.
Os mercados não gostam de instabilidade governativa. A realização de eleições abre um período de incógnita sobre o seu vencedor e, tradicionalmente, os mercados não gostam de governos de esquerda. Mas a situação de instabilidade que se vivia no executivo de Santana leva analistas a considerar que o cenário de eleições pode ser positivo, desde que daí resulte um governo estável.
Tudo em aberto na EDP
A recuperação do índice ficou a dever-se, sobretudo, à recuperação da EDP que, que chegou mesmo a estar positiva, mas acabou com a cotação da véspera. Não são claros os motivos para a recuperação.
Tudo indica que Álvaro Barreto não avance com o chamado "plano B" e a alegada transferência dos activos da GDP para a Parpública antes de a Comissão Europeia anunciar formalmente a sua decisão - de chumbo no horizonte -, prevista para dia 8.
A dúvida está em movimentos com bens patrimoniais do Estado posteriores à publicação do decreto de dissolução. Da última vez que um Governo (de Guterres) funcionou em gestão, o então ministro da Economia, Braga da Cruz, fez aprovar o pacote de política energética para as renováveis, depois de o PR ter entendido a medida legitimada. Rosa Soares e Lurdes Ferreira
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Bolsa de Lisboa Começou Mal o Dia, mas Terminou Mais Calma
Quinta-feira, 02 de Dezembro de 2004
A bolsa de Lisboa começou a sessão de ontem em forte queda, mas depois acabou por recuperar grande parte das perdas, pelo que, ao final do dia, a maior parte dos operadores considerou que o pior já deverá ter passado. O principal índice da bolsa nacional, o PSI-20, chegou a perder mais de um por cento durante as primeiras horas de negociação, encerrando com uma desvalorização de 0,50 por cento.
Notou-se, dizem os operadores, alguma pressão vendedora por parte de investidores estrangeiros, os mais vulneráveis a grandes alterações na política nacional. As vendas também aconteceram nos títulos que estão mais expostos a decisões governamentais, como é o caso da EDP, por causa da integração do gás natural, e da Brisa, pelo fim das auto-estradas sem portagem. A PT e o BCP também se ressentiram do actual momento político.
Os mercados não gostam de instabilidade governativa. A realização de eleições abre um período de incógnita sobre o seu vencedor e, tradicionalmente, os mercados não gostam de governos de esquerda. Mas a situação de instabilidade que se vivia no executivo de Santana leva analistas a considerar que o cenário de eleições pode ser positivo, desde que daí resulte um governo estável.
Tudo em aberto na EDP
A recuperação do índice ficou a dever-se, sobretudo, à recuperação da EDP que, que chegou mesmo a estar positiva, mas acabou com a cotação da véspera. Não são claros os motivos para a recuperação.
Tudo indica que Álvaro Barreto não avance com o chamado "plano B" e a alegada transferência dos activos da GDP para a Parpública antes de a Comissão Europeia anunciar formalmente a sua decisão - de chumbo no horizonte -, prevista para dia 8.
A dúvida está em movimentos com bens patrimoniais do Estado posteriores à publicação do decreto de dissolução. Da última vez que um Governo (de Guterres) funcionou em gestão, o então ministro da Economia, Braga da Cruz, fez aprovar o pacote de política energética para as renováveis, depois de o PR ter entendido a medida legitimada. Rosa Soares e Lurdes Ferreira