O procurador-geral distrital do Porto e a procuradora-adjunta no Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto afirmaram, ontem, em tribunal, no âmbito do julgamento da juíza Amália Morgado, acusada de difamação agravada à procuradora-adjunta Teresa Morais, terem ficado "chocados" com a entrevista por ela concedida ao JN, em 2007, que despoletou a queixa. A sua posição foi firmada no dia em que chegou ao tribunal um depoimento escrito pelo procurador-geral da República. Nele, Pinto Monteiro elogia a juíza Amália Morgado por dar a cara na denúncia que lhe enviou acerca da alegada falta de transparência do Ministério Público. Diz ainda, sem fazer referência à entrevista que deu origem ao processo, que chegou a telefonar-lhe louvando-lhe "a coragem por assinar a queixa", que ele mandou investigar.Na sessão de ontem, Maria Gabriela Torres, procuradora-ajunta no DIAP-Porto, disse que quando leu a entrevista, nem a ela nem a nenhum outro magistrado ficou a dúvida de que, ao falar de corrupção, Amália Morgado referia-se a Teresa Morais. Gabriela Torres referiu que era sabido, então, que todos os inquéritos sobre o livro de Carolina Salgado estavam concentrados em Teresa Morais. Daí que, como concluiu, as insinuações de corrupção feitas ao longo da entrevista só poderiam ter como alvo a procuradora-adjunta, o que a deixou "chocada". Também Alberto Pinto Nogueira, procurador-geral distrital, disse ter ficado "furioso" ao ler a entrevista. "Fiquei furioso e pensei que era uma tristeza um juiz ter a coragem de humilhar o Ministério Público daquela maneira", disse. Considerou, ainda, que Amália Morgado fez acusações a Teresa Morais sem a nomear. "Esta é a pior das difamações, a que vem de forma subterrânea", realçou.http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/
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O procurador-geral distrital do Porto e a procuradora-adjunta no Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto afirmaram, ontem, em tribunal, no âmbito do julgamento da juíza Amália Morgado, acusada de difamação agravada à procuradora-adjunta Teresa Morais, terem ficado "chocados" com a entrevista por ela concedida ao JN, em 2007, que despoletou a queixa. A sua posição foi firmada no dia em que chegou ao tribunal um depoimento escrito pelo procurador-geral da República. Nele, Pinto Monteiro elogia a juíza Amália Morgado por dar a cara na denúncia que lhe enviou acerca da alegada falta de transparência do Ministério Público. Diz ainda, sem fazer referência à entrevista que deu origem ao processo, que chegou a telefonar-lhe louvando-lhe "a coragem por assinar a queixa", que ele mandou investigar.Na sessão de ontem, Maria Gabriela Torres, procuradora-ajunta no DIAP-Porto, disse que quando leu a entrevista, nem a ela nem a nenhum outro magistrado ficou a dúvida de que, ao falar de corrupção, Amália Morgado referia-se a Teresa Morais. Gabriela Torres referiu que era sabido, então, que todos os inquéritos sobre o livro de Carolina Salgado estavam concentrados em Teresa Morais. Daí que, como concluiu, as insinuações de corrupção feitas ao longo da entrevista só poderiam ter como alvo a procuradora-adjunta, o que a deixou "chocada". Também Alberto Pinto Nogueira, procurador-geral distrital, disse ter ficado "furioso" ao ler a entrevista. "Fiquei furioso e pensei que era uma tristeza um juiz ter a coragem de humilhar o Ministério Público daquela maneira", disse. Considerou, ainda, que Amália Morgado fez acusações a Teresa Morais sem a nomear. "Esta é a pior das difamações, a que vem de forma subterrânea", realçou.http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/