2011 Julho – Aventar

25-11-2014
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Tenho assistido, entre a complacência e o espanto, a uma discussão, de resto estéril e estúpida, sobre a natureza do mal, representado pelo assassino da Noruega.

Mal soube que o terrorista era loiro, de olhos azuis, de extrema-direita e provavelmente um religioso fanático, a Esquerda ateia veio, nervosíssima, apontar a raiz do mal. Está ali. É aquilo.

Se fosse um árabe de turbante (que esta gente adora clichés) viria a direita invocar o problema: o fanatismo islâmico, rude, bárbaro e ignorante.

Os idiotas contam piadas ou não contam nada, que é mais razoável de todas as posições, afinal.

Meus senhores, a Noruega não é exemplo, Andres Breivik não é exemplo para ninguém. O mundo, por muito que custe aos teóricos de Esquerda, não se divide entre bons e maus, entre preto e branco, entre sim e não, entre oprimidos e opressores. Já não é assim (e alguma vez foi?).

Não podemos arranjar exemplos para um mundo de monstros bons e de monstros maus. Nem vale a pena culpar o fanatismo religioso ou Deus. Por essa ordem de ideias e para quem deus não existe a culpa não é divina, é humana. E nesse aspecto, virados do avesso somos todos iguaizinhos: uma comunhão de biologia e impulsos que fazem de nós todos possíveis Breiviks.

Menos os estúpidos que fazem as nações mais felizes. E de brandos costumes.

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Tenho assistido, entre a complacência e o espanto, a uma discussão, de resto estéril e estúpida, sobre a natureza do mal, representado pelo assassino da Noruega.

Mal soube que o terrorista era loiro, de olhos azuis, de extrema-direita e provavelmente um religioso fanático, a Esquerda ateia veio, nervosíssima, apontar a raiz do mal. Está ali. É aquilo.

Se fosse um árabe de turbante (que esta gente adora clichés) viria a direita invocar o problema: o fanatismo islâmico, rude, bárbaro e ignorante.

Os idiotas contam piadas ou não contam nada, que é mais razoável de todas as posições, afinal.

Meus senhores, a Noruega não é exemplo, Andres Breivik não é exemplo para ninguém. O mundo, por muito que custe aos teóricos de Esquerda, não se divide entre bons e maus, entre preto e branco, entre sim e não, entre oprimidos e opressores. Já não é assim (e alguma vez foi?).

Não podemos arranjar exemplos para um mundo de monstros bons e de monstros maus. Nem vale a pena culpar o fanatismo religioso ou Deus. Por essa ordem de ideias e para quem deus não existe a culpa não é divina, é humana. E nesse aspecto, virados do avesso somos todos iguaizinhos: uma comunhão de biologia e impulsos que fazem de nós todos possíveis Breiviks.

Menos os estúpidos que fazem as nações mais felizes. E de brandos costumes.

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