Como costuma acontecer quando tenho muito que fazer para a faculdade, fui acometida por uma vontade incontrolável de arrumar a cozinha e, que melhor forma de arrumar a cozinha, que sujá-la primeiro, que é como quem diz, fazer uma salada grega para três semanas e outra com a alface, que é para acompanhar o que quer que se inventasse para me livrar dos cogumelos, que como toda a gente sabe são uma daquelas coisas que compramos porque é sempre bom ter cogumelos, e de certeza que vão apetecer-nos mais tarde, e que acabamos por ter de fazer o pino para gastar antes que se estraguem.Ora a decisão final foi a tortilha de cogumelos do título, que juntava a minha vontade de fazer tortilha (derivada do livro de receitas de que vos falei há uns tempos) a alguma creatividade que podia mesmo escorrer para o trabalho académico a que eu sem dúvida me ia entregar depois das actividades culinárias.Comecei portanto a fazer a dita cuja, que leva uma caixinha de cogumelos, uma cebola, um dente de alho, mais pusera se mais houvera, e um bocadinho de presunto, tudo salteado, escorrido, e voltado a saltear, com sal e pimenta. No decorrer deste processo cortei o dedo várias vezes. Numa das quais mudei mesmo o aspecto do dito cujo e cortei uma fatia inteira na diagonal. Não parecia mal, e estava já a considerar fazer o mesmo do outro lado, sempre quis ter dedos finos, quando me veio o período, que eu já esperava, mas não na ponta do dedo. Logo, fui fazer um curativo. Isto para explicar porque raio o passo seguinte da receita é: deixe repousar os cogumelos durante cinco minutos.Ora de seguida voltei a untar a frigideira com um bocadinho de papel de cozinha com azeite e preenchi-a com 4 ovos batidos com um bocadinho de leite, mais o sal e a pimenta do costume. Deitei o magnífico recheio em cima e, como me pareceu fininha, reguei-a com outro ovo batido, a que correspondia desta vez um bocadinho de leite um pouco maior.Por estranho que pareça, quando a virei com a ajuda de um prato estava linda, linda e resplandecente. Se não tivesse enviado a minha câmara numa visita às montanhas de Brandenburgo com um rapaz das minhas relações teria certamente tirado uma fotografia. Cinco minutos depois a tortilha já se pode cortar, e sempre vos digo que está magnífica. Mas que fica um pouco fininha, pelo que da próxima vez junto umas batatinhas.PS:Quem se atrever a sugerir que tortilha sem batatas é só uma omolete redonda pode ir já passear ao bilhar grande.
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Como costuma acontecer quando tenho muito que fazer para a faculdade, fui acometida por uma vontade incontrolável de arrumar a cozinha e, que melhor forma de arrumar a cozinha, que sujá-la primeiro, que é como quem diz, fazer uma salada grega para três semanas e outra com a alface, que é para acompanhar o que quer que se inventasse para me livrar dos cogumelos, que como toda a gente sabe são uma daquelas coisas que compramos porque é sempre bom ter cogumelos, e de certeza que vão apetecer-nos mais tarde, e que acabamos por ter de fazer o pino para gastar antes que se estraguem.Ora a decisão final foi a tortilha de cogumelos do título, que juntava a minha vontade de fazer tortilha (derivada do livro de receitas de que vos falei há uns tempos) a alguma creatividade que podia mesmo escorrer para o trabalho académico a que eu sem dúvida me ia entregar depois das actividades culinárias.Comecei portanto a fazer a dita cuja, que leva uma caixinha de cogumelos, uma cebola, um dente de alho, mais pusera se mais houvera, e um bocadinho de presunto, tudo salteado, escorrido, e voltado a saltear, com sal e pimenta. No decorrer deste processo cortei o dedo várias vezes. Numa das quais mudei mesmo o aspecto do dito cujo e cortei uma fatia inteira na diagonal. Não parecia mal, e estava já a considerar fazer o mesmo do outro lado, sempre quis ter dedos finos, quando me veio o período, que eu já esperava, mas não na ponta do dedo. Logo, fui fazer um curativo. Isto para explicar porque raio o passo seguinte da receita é: deixe repousar os cogumelos durante cinco minutos.Ora de seguida voltei a untar a frigideira com um bocadinho de papel de cozinha com azeite e preenchi-a com 4 ovos batidos com um bocadinho de leite, mais o sal e a pimenta do costume. Deitei o magnífico recheio em cima e, como me pareceu fininha, reguei-a com outro ovo batido, a que correspondia desta vez um bocadinho de leite um pouco maior.Por estranho que pareça, quando a virei com a ajuda de um prato estava linda, linda e resplandecente. Se não tivesse enviado a minha câmara numa visita às montanhas de Brandenburgo com um rapaz das minhas relações teria certamente tirado uma fotografia. Cinco minutos depois a tortilha já se pode cortar, e sempre vos digo que está magnífica. Mas que fica um pouco fininha, pelo que da próxima vez junto umas batatinhas.PS:Quem se atrever a sugerir que tortilha sem batatas é só uma omolete redonda pode ir já passear ao bilhar grande.