Por razões que não vos dizem respeito, só pude ver hoje o Prós e Contras sobre o casamento homossexual. Infelizmente já tinha lido comentários sobre o assunto (no jugular deviam ter avisado: “Notas sobre o debate – MAY CONTAIN SPOILERS!!!”), e perdi por isso algum do suspense argumentativo – como quando a Fernanda Câncio explicou a um senhor que ser bissexual não quer dizer andar simultaneamente com um gajo e uma gaja (isso, acrescento eu, é a bissexualidade polÃgama, em defesa da qual, hèlas, não há ainda um movimento suficientemente organizado).
Surpreendeu-me ainda assim que a Fátima Campos Ferreira tenha conseguido encontrar gente suficiente para sentar do lado do Não: tal como o Daniel Oliveira, não percebo como é que o casamento entre pessoas do mesmo sexo interfere com o direito de o Bernardo e a Francisca casarem e terem cinco filhinhos. E a compostura do lado do Sim: perante alguns argumentos do Não, é difÃcil manter a straight face (unimaginative pun intended). Sim, reparei que a Isabel Moreira, a ouvir alguns dos defensores do Não, fazia a mesma cara que o filho de uns amigos quando o querem obrigar a comer brócolos: the horror, the horror! Acho que todos os que não gostam de brócolos se podem solidarizar com ela: há instintos, como dizê-lo, naturais (e quem nunca teve vontade de rir com os argumentos em defesa da “FamÃlia”, esse ectoplasma com costas largas, que atire a primeira pedra); e a paciência, sabem-no até os não juristas, também tem limites constitucionais. Já o Miguel Vale de Almeida teve uma prestação absolutamente imaculada. Sempre que a câmara o focou, esteve sereno, atento aos argumentos contrários, persuasivo, paciente, conseguindo ao mesmo tempo manter um ar mega-inteligente & sexy e não acusar ninguém de homofobia (nem de amolecimento cerebral). É obra. Não percebo onde estão os scouters da ICAR nestas alturas. Deixem lá o casamento católico, que aqui ninguém quer nada com isso: e não se podia canonizá-lo? Eu estou convertida.
Por razões que não vos dizem respeito, só pude ver hoje o Prós e Contras sobre o casamento homossexual. Infelizmente já tinha lido comentários sobre o assunto (no jugular deviam ter avisado: “Notas sobre o debate – MAY CONTAIN SPOILERS!!!”), e perdi por isso algum do suspense argumentativo – como quando a Fernanda Câncio explicou a um senhor que ser bissexual não quer dizer andar simultaneamente com um gajo e uma gaja (isso, acrescento eu, é a bissexualidade polÃgama, em defesa da qual, hèlas, não há ainda um movimento suficientemente organizado).
Surpreendeu-me ainda assim que a Fátima Campos Ferreira tenha conseguido encontrar gente suficiente para sentar do lado do Não: tal como o Daniel Oliveira, não percebo como é que o casamento entre pessoas do mesmo sexo interfere com o direito de o Bernardo e a Francisca casarem e terem cinco filhinhos. E a compostura do lado do Sim: perante alguns argumentos do Não, é difÃcil manter a straight face (unimaginative pun intended). Sim, reparei que a Isabel Moreira, a ouvir alguns dos defensores do Não, fazia a mesma cara que o filho de uns amigos quando o querem obrigar a comer brócolos: the horror, the horror! Acho que todos os que não gostam de brócolos se podem solidarizar com ela: há instintos, como dizê-lo, naturais (e quem nunca teve vontade de rir com os argumentos em defesa da “FamÃlia”, esse ectoplasma com costas largas, que atire a primeira pedra); e a paciência, sabem-no até os não juristas, também tem limites constitucionais. Já o Miguel Vale de Almeida teve uma prestação absolutamente imaculada. Sempre que a câmara o focou, esteve sereno, atento aos argumentos contrários, persuasivo, paciente, conseguindo ao mesmo tempo manter um ar mega-inteligente & sexy e não acusar ninguém de homofobia (nem de amolecimento cerebral). É obra. Não percebo onde estão os scouters da ICAR nestas alturas. Deixem lá o casamento católico, que aqui ninguém quer nada com isso: e não se podia canonizá-lo? Eu estou convertida.