O Cachimbo de Magritte: Ígor Fiódorovitch Stravinski e Chanel

30-06-2011
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A geração que nasceu no início do século XX, habituada a ouvir as óperas melódicas de Mozart, as sonatas subtis de Haydn e o romantismo de Wagner, detestou a decomposição rítmica da Sagração da Primavera de Stravinsky. É esse desconforto que caracteriza a sequência inicial do filme «Coco & Igor», do holandês Jan Kounen. Chris Greenhalgh, autor do livro, escreveu o argumento que dá vida ao encontro do músico/compositor com a estilista Coco Chanel.Stravinski nasceu a 17 de Junho de 1882, em Oranienbaum-Rússia e tornou-se um dos mais importantes compositores do século XX. Parte da sua vida viveu-a em Nova York. Com uma obra de ruptura e uma personalidade carismática, o compositor marcou a música clássica do século.O filme de Jan Kounen revela a estadia em Paris, após abandonar o seu país, imerso na revolução de 1917. A convite da estilista Chanel, instala-se na sua casa de campo. A mulher e os filhos acompanham-no, criando um ambiente de crescente tensão dramática, à medida que a relação de Chanel de Stravinski se intensifica. Na pequena floresta que rodeia a casa Stravinski despeja a sua ansiedade, os seus sentimentos conflituantes.As personagens femininas no filme funcionam como opostos: uma ruiva, outra morena, uma que entende de música, outra que aprecia a estética, uma doente, outra cheia de saúde. A produção europeia é exemplar, desde o guarda - roupa, ao respeito pelo uso do inglês, francês e russo nos diálogos entre personagens de diferentes nacionalidades.Apesar de ser um filme de encontro, a história evidencia a diferença. O texto dramático ,por ter sido reduzido na montagem, torna um filme cheio de música, com as notas do compositor a ressoar por toda a casa, numa história onde o silêncio é mais forte. Dispensavam-se as recordações finais, invocando as personagens envelhecidas, algo desenquadradas para um encontro tão pouco documentado.


A geração que nasceu no início do século XX, habituada a ouvir as óperas melódicas de Mozart, as sonatas subtis de Haydn e o romantismo de Wagner, detestou a decomposição rítmica da Sagração da Primavera de Stravinsky. É esse desconforto que caracteriza a sequência inicial do filme «Coco & Igor», do holandês Jan Kounen. Chris Greenhalgh, autor do livro, escreveu o argumento que dá vida ao encontro do músico/compositor com a estilista Coco Chanel.Stravinski nasceu a 17 de Junho de 1882, em Oranienbaum-Rússia e tornou-se um dos mais importantes compositores do século XX. Parte da sua vida viveu-a em Nova York. Com uma obra de ruptura e uma personalidade carismática, o compositor marcou a música clássica do século.O filme de Jan Kounen revela a estadia em Paris, após abandonar o seu país, imerso na revolução de 1917. A convite da estilista Chanel, instala-se na sua casa de campo. A mulher e os filhos acompanham-no, criando um ambiente de crescente tensão dramática, à medida que a relação de Chanel de Stravinski se intensifica. Na pequena floresta que rodeia a casa Stravinski despeja a sua ansiedade, os seus sentimentos conflituantes.As personagens femininas no filme funcionam como opostos: uma ruiva, outra morena, uma que entende de música, outra que aprecia a estética, uma doente, outra cheia de saúde. A produção europeia é exemplar, desde o guarda - roupa, ao respeito pelo uso do inglês, francês e russo nos diálogos entre personagens de diferentes nacionalidades.Apesar de ser um filme de encontro, a história evidencia a diferença. O texto dramático ,por ter sido reduzido na montagem, torna um filme cheio de música, com as notas do compositor a ressoar por toda a casa, numa história onde o silêncio é mais forte. Dispensavam-se as recordações finais, invocando as personagens envelhecidas, algo desenquadradas para um encontro tão pouco documentado.

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