O Cachimbo de Magritte: Uma teoria do interesse nacional bem compreendido

08-07-2011
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Aprovar o orçamento (mais um ponto percentual de PIB na carga fiscal, entre aumentos de taxas de imposto e afins). Deixar o governo cozer no orçamento. Esperar sentado pelo desenrolar do desastre, pelo menos enquanto Cavaco não regressa a Belém e não tem de volta todos os poderes presidenciais normais, designadamente o de convocar eleições. Começar, entretanto, a preparar o país para precipitar eleições antecipadas. Precipitar eleições antecipadas, altura em que o povo, a caminho da mais abjecta miséria, clamará, por fim, pela oposição e por mais austeridade. (Alternativamente, porque há sempre o interessa nacional a acautelar, esperar sossegadamente pelo final da legislatura e não fazer ondas, altura em que o povo, já na mais abjecta miséria, clamará, por fim, pela oposição e por mais austeridade). Ganhar as eleições. E pronto.


Aprovar o orçamento (mais um ponto percentual de PIB na carga fiscal, entre aumentos de taxas de imposto e afins). Deixar o governo cozer no orçamento. Esperar sentado pelo desenrolar do desastre, pelo menos enquanto Cavaco não regressa a Belém e não tem de volta todos os poderes presidenciais normais, designadamente o de convocar eleições. Começar, entretanto, a preparar o país para precipitar eleições antecipadas. Precipitar eleições antecipadas, altura em que o povo, a caminho da mais abjecta miséria, clamará, por fim, pela oposição e por mais austeridade. (Alternativamente, porque há sempre o interessa nacional a acautelar, esperar sossegadamente pelo final da legislatura e não fazer ondas, altura em que o povo, já na mais abjecta miséria, clamará, por fim, pela oposição e por mais austeridade). Ganhar as eleições. E pronto.

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