Também Portugal já possui um plano para acudir à economia, a chamada "Iniciativa para o Investimento e o Emprego". A exemplo do que tem vindo a suceder um pouco por toda a Europa e sob a égide da Comissão Europeia, o défice público passou para um plano secundário, admitindo-se agora que atinja 3% do PIB em 2009, em virtude do pacote apresentado, que ascenderá a 2.180 milhões de euros (1.25% do PIB), dos quais 1.300 milhões de euros (0.8% do PIB) serão recursos nacionais e os restantes 880 milhões de euros serão financiados por recursos comunitários. Este montante será distribuído por cinco grandes áreas: modernização das escolas (€500 milhões); investimento em energia sustentável (€250 milhões); modernização de infra-estruturas tecnológicas (redes de banda larga de nova geração, €50 milhões); apoio a exportações e a PME (€800 milhões); apoio ao emprego (€580 milhões).Enfim, tudo somado, estamos perante um plano que contém aspectos positivos - e que, evidentemente, é melhor que nada. Mas que (i) peca por ser tardio; (ii) aposta em demasia em investimento público (pelo que o seu impacto potencial deverá ser limitado no horizonte temporal em que devia produzir resultados, isto é, até ao fim de 2009); (iii) tem a falha da reduzida contemplação da área fiscal; e, (iv) numa altura em que uma convergência de pontos de vista seria desejável, mantém a Oposição à distância.
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Também Portugal já possui um plano para acudir à economia, a chamada "Iniciativa para o Investimento e o Emprego". A exemplo do que tem vindo a suceder um pouco por toda a Europa e sob a égide da Comissão Europeia, o défice público passou para um plano secundário, admitindo-se agora que atinja 3% do PIB em 2009, em virtude do pacote apresentado, que ascenderá a 2.180 milhões de euros (1.25% do PIB), dos quais 1.300 milhões de euros (0.8% do PIB) serão recursos nacionais e os restantes 880 milhões de euros serão financiados por recursos comunitários. Este montante será distribuído por cinco grandes áreas: modernização das escolas (€500 milhões); investimento em energia sustentável (€250 milhões); modernização de infra-estruturas tecnológicas (redes de banda larga de nova geração, €50 milhões); apoio a exportações e a PME (€800 milhões); apoio ao emprego (€580 milhões).Enfim, tudo somado, estamos perante um plano que contém aspectos positivos - e que, evidentemente, é melhor que nada. Mas que (i) peca por ser tardio; (ii) aposta em demasia em investimento público (pelo que o seu impacto potencial deverá ser limitado no horizonte temporal em que devia produzir resultados, isto é, até ao fim de 2009); (iii) tem a falha da reduzida contemplação da área fiscal; e, (iv) numa altura em que uma convergência de pontos de vista seria desejável, mantém a Oposição à distância.