Parte Dois..Depois, a avaliação propriamente dita: «Um, que já está gasto e esgotado, assumido pelo Miguel Coelho, e outro que dá garantias de imprimir uma nova dinâmica e que tem o militante no centro da decisão, liderado pelo Miguel Teixeira». .Eu apoio o Miguel Coelho. Apoio porque é quem melhor se apresenta para, com experiência, preparar o futuro do PS em Lisboa. Mas isso é tema para outro post, e o ponto deste não é esse. Interessa-me explorar a ideia da «garantia». De «Garantia» e de «Renovação». .Algumas questões, Carlos:1. Que «Garantias» te dá a candidatura do Miguel Teixeira não sejam subjectivas e emotivas, derivadas apenas do teu apoio acrítico?Em que condições podemos apresentar o argumento de que «candidato X oferece a garantia de…»? Qual é a prova que lhe podemos solicitar? Pode ser algo escrito? «Clinton garante que as tropas norte-americanas vão retirar do Iraque se ganhar as eleições. A prova é que assinou este papel…». Pode ser algo assim? Ou talvez se produza uma avaliação mais personalizada, com base numa apreciação do historial, da personalidade e carácter da pessoa em causa («Clinton vai retirar as tropas do Iraque; e eu acredito baseado no seu historial de posições políticas devidamente escrutinadas, no carácter demonstrado ao longo de 35 anos de vida política e da sua personalidade, de que vim a conhecer e gostar nestes anos»)? É sobre este prisma que procuravas colocar a tua análise, Carlos? Que tipo de escrutínio temos no pessoal político actual? .2. Depois referes: «garantias de imprimir uma nova dinâmica». Significa isso que mais nenhum candidato pode oferecer essa «nova dinâmica»? Com que propriedade é permitido à candidatura ao Miguel Teixeira apresentar-se detentora, em exckusividade, do «novo»? O Bilhete de Identidade? Os anos de militante? Deve isso ser o único critério para a avaliação da tal «novidade»? É que esses são os únicos critérios objectivos que podes apresentar, sem correr o risco de, uma vez mais, seres apenas emotivo nos argumentos. .3. Não pode o Miguel Coelho ser o portador dessa renovação? Se não, porquê?Tem a renovação, em política, ser sinonimo de idade?- Fulano A tem 30 anos; fulano B tem 25; logo fulano B é a renovação?O que é, então, renovação em política? A cara? Ou melhor, o grau de notoriedade da cara?- Fulano A é mais conhecido que B; logo fulano B é a renovação.Ou será um pouco mais? Não serão as condições anteriormente expostas um pouco…básicas? Não queríamos falar de política? Regresso à questão, o que deve ser renovação em política? O projecto não importa? E a equipa? .Não pode um projecto político renovar-se? Evoluir? Concluir um percurso de construção faseado que termine numa forte renovação? Parece-me que existem dois momentos onde o espaço político para a renovação aparece com mais facilidade: o momento da primeira candidatura e o momento da última. E pelas mesmas razões: ambas não têm nada a perder; nada para dar; nada para recear. O potencial para se correr riscos é, então, elevado; podendo os candidatos apresentar ideias, equipas, projectos que, muito provavelmente, não fariam se fossem obrigados a uma mais atenta (e naturalmente defensiva) gestão política. Curiosamente, e ao contrário de anos passados, nestas eleições ambos os candidatos podem arriscar.E a equipa não se pode renovar? Pergunta teórica: Fulano A, novel candidato, de 30 anos concorre à eleição X. Tem, na sua lista 2 pessoas «novas» (em 20 possíveis). Fulano, B de 50 anos, recandidato pela 3 vez apresenta 12 pessoas «novas». Onde está a renovação? Com Fulano A ou Fulano B.
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Parte Dois..Depois, a avaliação propriamente dita: «Um, que já está gasto e esgotado, assumido pelo Miguel Coelho, e outro que dá garantias de imprimir uma nova dinâmica e que tem o militante no centro da decisão, liderado pelo Miguel Teixeira». .Eu apoio o Miguel Coelho. Apoio porque é quem melhor se apresenta para, com experiência, preparar o futuro do PS em Lisboa. Mas isso é tema para outro post, e o ponto deste não é esse. Interessa-me explorar a ideia da «garantia». De «Garantia» e de «Renovação». .Algumas questões, Carlos:1. Que «Garantias» te dá a candidatura do Miguel Teixeira não sejam subjectivas e emotivas, derivadas apenas do teu apoio acrítico?Em que condições podemos apresentar o argumento de que «candidato X oferece a garantia de…»? Qual é a prova que lhe podemos solicitar? Pode ser algo escrito? «Clinton garante que as tropas norte-americanas vão retirar do Iraque se ganhar as eleições. A prova é que assinou este papel…». Pode ser algo assim? Ou talvez se produza uma avaliação mais personalizada, com base numa apreciação do historial, da personalidade e carácter da pessoa em causa («Clinton vai retirar as tropas do Iraque; e eu acredito baseado no seu historial de posições políticas devidamente escrutinadas, no carácter demonstrado ao longo de 35 anos de vida política e da sua personalidade, de que vim a conhecer e gostar nestes anos»)? É sobre este prisma que procuravas colocar a tua análise, Carlos? Que tipo de escrutínio temos no pessoal político actual? .2. Depois referes: «garantias de imprimir uma nova dinâmica». Significa isso que mais nenhum candidato pode oferecer essa «nova dinâmica»? Com que propriedade é permitido à candidatura ao Miguel Teixeira apresentar-se detentora, em exckusividade, do «novo»? O Bilhete de Identidade? Os anos de militante? Deve isso ser o único critério para a avaliação da tal «novidade»? É que esses são os únicos critérios objectivos que podes apresentar, sem correr o risco de, uma vez mais, seres apenas emotivo nos argumentos. .3. Não pode o Miguel Coelho ser o portador dessa renovação? Se não, porquê?Tem a renovação, em política, ser sinonimo de idade?- Fulano A tem 30 anos; fulano B tem 25; logo fulano B é a renovação?O que é, então, renovação em política? A cara? Ou melhor, o grau de notoriedade da cara?- Fulano A é mais conhecido que B; logo fulano B é a renovação.Ou será um pouco mais? Não serão as condições anteriormente expostas um pouco…básicas? Não queríamos falar de política? Regresso à questão, o que deve ser renovação em política? O projecto não importa? E a equipa? .Não pode um projecto político renovar-se? Evoluir? Concluir um percurso de construção faseado que termine numa forte renovação? Parece-me que existem dois momentos onde o espaço político para a renovação aparece com mais facilidade: o momento da primeira candidatura e o momento da última. E pelas mesmas razões: ambas não têm nada a perder; nada para dar; nada para recear. O potencial para se correr riscos é, então, elevado; podendo os candidatos apresentar ideias, equipas, projectos que, muito provavelmente, não fariam se fossem obrigados a uma mais atenta (e naturalmente defensiva) gestão política. Curiosamente, e ao contrário de anos passados, nestas eleições ambos os candidatos podem arriscar.E a equipa não se pode renovar? Pergunta teórica: Fulano A, novel candidato, de 30 anos concorre à eleição X. Tem, na sua lista 2 pessoas «novas» (em 20 possíveis). Fulano, B de 50 anos, recandidato pela 3 vez apresenta 12 pessoas «novas». Onde está a renovação? Com Fulano A ou Fulano B.