Loja de Ideias: Pequena informação para a deputada Rita Rato

21-01-2012
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A deputada Rita Rato, eleita pelas listas da CDU no distrito de Lisboa, no passado dia 27 de Setembro, está a causar algum reboliço na blogosfera nacional. Além das razões visíveis (a rapariga é jovem e bonita), a entrevista que a mesma concedeu ao suplemento de domingo do Correio da Manhã revelou uma jovem deputada da nação, licenciada em Ciências Políticas, um pouco desinformada, sobretudo em matérias que deveriam ter-lhe sido leccionadas no seu curso.A deputada Rita Rato, a determinada altura, foi confrontada com questões sobre os países/blocos que instauraram a ideologia que perfilha. Foi assim:" Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas?- Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso.- Mas foi bem documentado...- Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência.- Mas não sentiu curiosidade em descobrir mais?- Sim, mas sinto necessidade de saber mais sobre tanta outra coisa..."Este conjunto de respostas motivou (pelo menos) um artigo de opinião no Correio da Manhã e alguns textos por essa blogosfera.Mas na mesma entrevista ainda sobrou tempo para outra pérola:"- Concorda com o modelo que está a ser seguido na China pelo PCC?- Pessoalmente, não tenho que concordar nem discordar, não sou chinesa. Concordo com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país. Nós não nos imiscuímos na vida interna dos outros partidos.- Mas se falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada, coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?- Não sei que questão concreta dos direitos humanos...- O facto de haver presos políticos.- Não conheço essa realidade de uma forma que me permita afirmar alguma coisa."Podia-me, agora, prender na questão dos presos políticos, pois foi esse o exemplo dado por Hélder Almeida, o jornalista que efectuou a entrevista. Mas vou "pegar" na pergunta dos direitos humanos e noutra questão concreta...Aproveitando o facto da deputada Rita Rato ser jovem, mulher e mãe de um rebento de dez meses, lembrei-me de fazer uma pesquisa com as seguintes palavras "china sterilizing women" e eis que encontro o seguinte:"Several health workers have been arrested in Shandong Province in the east of China after the authorities admitted that local officials had been forcing women to have abortions or undergo sterilisations.Sources in Linyi City and its surrounding counties claimed that up to 120,000 women had been coerced into submitting to the procedures and that some of them were in the ninth month of their pregnancies.The arrests follow the detention on 6 September of a local activist, Chen Guangcheng. Mr Chen had claimed that women with two children were being forced to undergo sterilisations, while women pregnant with their third child were required to have abortions.Human rights groups have long insisted that China used compulsory abortions and sterilisations as a way of enforcing its one-child policy, which restricts couples to just one child and was introduced in 1979 as a means of controlling the growth of its population."Portanto, pelo menos entre 1979 e 2005, a China, através (pelo menos) das suas autoridades locais, forçou mulheres com mais de dois filhos a serem esterilizadas e, inclusive, a abortar, se as mesmas se encontrassem grávidas. Esta notícia está datada de 2005, pelo que a nossa deputada teria 21/22 anos. Na Universidade, portanto, a tirar o seu curso de Ciência Política.Como a deputada Rita Rato ainda não teve tempo para ler sobre este e outros assuntos, sugiro-lhe que faça uma pesquisa num motor de busca na Internet (eu usei o Google, mas não se prenda somente a este) e que tire 30 minutos por dia para assuntos destes. Ninguém pretende que deixe de acreditar no que acredita, e que o defenda. Mas poderá assim defender-se dizendo que foram cometidos actos horríveis que repudia, mantendo que "concorda com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país".É que uma coisa não invalida a outra...


A deputada Rita Rato, eleita pelas listas da CDU no distrito de Lisboa, no passado dia 27 de Setembro, está a causar algum reboliço na blogosfera nacional. Além das razões visíveis (a rapariga é jovem e bonita), a entrevista que a mesma concedeu ao suplemento de domingo do Correio da Manhã revelou uma jovem deputada da nação, licenciada em Ciências Políticas, um pouco desinformada, sobretudo em matérias que deveriam ter-lhe sido leccionadas no seu curso.A deputada Rita Rato, a determinada altura, foi confrontada com questões sobre os países/blocos que instauraram a ideologia que perfilha. Foi assim:" Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas?- Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso.- Mas foi bem documentado...- Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência.- Mas não sentiu curiosidade em descobrir mais?- Sim, mas sinto necessidade de saber mais sobre tanta outra coisa..."Este conjunto de respostas motivou (pelo menos) um artigo de opinião no Correio da Manhã e alguns textos por essa blogosfera.Mas na mesma entrevista ainda sobrou tempo para outra pérola:"- Concorda com o modelo que está a ser seguido na China pelo PCC?- Pessoalmente, não tenho que concordar nem discordar, não sou chinesa. Concordo com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país. Nós não nos imiscuímos na vida interna dos outros partidos.- Mas se falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada, coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?- Não sei que questão concreta dos direitos humanos...- O facto de haver presos políticos.- Não conheço essa realidade de uma forma que me permita afirmar alguma coisa."Podia-me, agora, prender na questão dos presos políticos, pois foi esse o exemplo dado por Hélder Almeida, o jornalista que efectuou a entrevista. Mas vou "pegar" na pergunta dos direitos humanos e noutra questão concreta...Aproveitando o facto da deputada Rita Rato ser jovem, mulher e mãe de um rebento de dez meses, lembrei-me de fazer uma pesquisa com as seguintes palavras "china sterilizing women" e eis que encontro o seguinte:"Several health workers have been arrested in Shandong Province in the east of China after the authorities admitted that local officials had been forcing women to have abortions or undergo sterilisations.Sources in Linyi City and its surrounding counties claimed that up to 120,000 women had been coerced into submitting to the procedures and that some of them were in the ninth month of their pregnancies.The arrests follow the detention on 6 September of a local activist, Chen Guangcheng. Mr Chen had claimed that women with two children were being forced to undergo sterilisations, while women pregnant with their third child were required to have abortions.Human rights groups have long insisted that China used compulsory abortions and sterilisations as a way of enforcing its one-child policy, which restricts couples to just one child and was introduced in 1979 as a means of controlling the growth of its population."Portanto, pelo menos entre 1979 e 2005, a China, através (pelo menos) das suas autoridades locais, forçou mulheres com mais de dois filhos a serem esterilizadas e, inclusive, a abortar, se as mesmas se encontrassem grávidas. Esta notícia está datada de 2005, pelo que a nossa deputada teria 21/22 anos. Na Universidade, portanto, a tirar o seu curso de Ciência Política.Como a deputada Rita Rato ainda não teve tempo para ler sobre este e outros assuntos, sugiro-lhe que faça uma pesquisa num motor de busca na Internet (eu usei o Google, mas não se prenda somente a este) e que tire 30 minutos por dia para assuntos destes. Ninguém pretende que deixe de acreditar no que acredita, e que o defenda. Mas poderá assim defender-se dizendo que foram cometidos actos horríveis que repudia, mantendo que "concorda com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país".É que uma coisa não invalida a outra...

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