A bomba-relógio da Segurança Social rebentou. O saldo será neutro em 2013 e apenas devido às verbas do OE.
A Segurança Social rebentou. O impacto da austeridade na economia - que levou a uma escalada do desemprego - fez desaparecer as verbas da previdência, que este ano e no próximo só não entra em défice devido a transferências extraordnárias do Orçamento do Estado.
Mesmo assim, no próximo ano o saldo é nulo: 3,1 milhões de euros. Um sinal de alarme que é agravado quando se tem em conta que a Segurança Social só não vai ter défice porque o Governo vai transferir, com carácter extraordinário, 969,75 milhões de euros do Orçamento do Estado.
O mesmo se verifica este ano, em que o saldo será positivo em apenas 34,14 milhões de euros, porque o Executivo procedeu a uma transferência extraordinária de 856,63 milhões. Essa foi, aliás, uma das razões para o Governo apresentar um segundo Rectificativo este ano. A segunda alteração ao Orçamento de 2012, entregue ontem no Parlamento em simultâneo com o OE/13, veio reafectar poupanças adicionais em juros e encargos com pessoal, transferindo essas verbas para os apoios sociais e a Saúde.
É o efeito da austeridade na economia. Este ano, a escalada do desemprego vai fazer disparar 21,9% a despesa com subsídio de desemprego e apoio ao emprego, que voltará a subir 4,9% no próximo ano, a confirmar-se a previsão do Governo - que este ano saiu furada, uma vez que o primeiro rectificativo apontava para uma subida de 6,8%.
As receitas com contribuições deverão subir 1,3%, depois de uma quebra de 5,2% este ano.
Falência chega dez anos mais cedo
O OE/13 antecipa em uma década a falência do sistema da Segurança Social. O relatório de sustentabilidade refere que as actuais projecções mostram "ainda que a título de identificação de tendências, a antecipação da previsão de saldos negativos do sistema previdencial para o início da década de vinte".
A evolução do desemprego fez baixar significativamente a massa salarial (as contribuições) e elevar as despesas com o subsídio de desemprego para valores que se encontram a 25% dos verificados no início da década.
As projecções mostram ainda que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), que serve de almofada financeira para pagamento de pensões caso a Segurança Social entre em falência, estará esgotado em 2050.
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A bomba-relógio da Segurança Social rebentou. O saldo será neutro em 2013 e apenas devido às verbas do OE.
A Segurança Social rebentou. O impacto da austeridade na economia - que levou a uma escalada do desemprego - fez desaparecer as verbas da previdência, que este ano e no próximo só não entra em défice devido a transferências extraordnárias do Orçamento do Estado.
Mesmo assim, no próximo ano o saldo é nulo: 3,1 milhões de euros. Um sinal de alarme que é agravado quando se tem em conta que a Segurança Social só não vai ter défice porque o Governo vai transferir, com carácter extraordinário, 969,75 milhões de euros do Orçamento do Estado.
O mesmo se verifica este ano, em que o saldo será positivo em apenas 34,14 milhões de euros, porque o Executivo procedeu a uma transferência extraordinária de 856,63 milhões. Essa foi, aliás, uma das razões para o Governo apresentar um segundo Rectificativo este ano. A segunda alteração ao Orçamento de 2012, entregue ontem no Parlamento em simultâneo com o OE/13, veio reafectar poupanças adicionais em juros e encargos com pessoal, transferindo essas verbas para os apoios sociais e a Saúde.
É o efeito da austeridade na economia. Este ano, a escalada do desemprego vai fazer disparar 21,9% a despesa com subsídio de desemprego e apoio ao emprego, que voltará a subir 4,9% no próximo ano, a confirmar-se a previsão do Governo - que este ano saiu furada, uma vez que o primeiro rectificativo apontava para uma subida de 6,8%.
As receitas com contribuições deverão subir 1,3%, depois de uma quebra de 5,2% este ano.
Falência chega dez anos mais cedo
O OE/13 antecipa em uma década a falência do sistema da Segurança Social. O relatório de sustentabilidade refere que as actuais projecções mostram "ainda que a título de identificação de tendências, a antecipação da previsão de saldos negativos do sistema previdencial para o início da década de vinte".
A evolução do desemprego fez baixar significativamente a massa salarial (as contribuições) e elevar as despesas com o subsídio de desemprego para valores que se encontram a 25% dos verificados no início da década.
As projecções mostram ainda que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), que serve de almofada financeira para pagamento de pensões caso a Segurança Social entre em falência, estará esgotado em 2050.