O Vent(ilha)dor: O poder dos vencidos

30-06-2011
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O destino dos votos dos partidários do candidato vencido, na disputa interna dos democratas, começa apreocupar os dois candidatos democratas.Há o perigo real de eles preferirem deslocar os seus votos para o partido republicano, em vez de votarem no "inimigo interno" que os derrotou.Hillary e Obama começam a chamar a atenção para a diferença "abissal"que há entre John Mccain e eles próprios.É bom que o façam e, sobretudo, que o demonstrem.Que é, pelo menos, tão grande como a diferença que, neste artigo do Le Monde, Mcain mostra existir entre as suas perspectivas para a política externa americana e as do actual presidente Bush, apesar de ambos republicanos.Trata-se de um rotundo e estrondoso Requiem, um impiedoso"descansa em paz eternamente" à política bélica e unilateralista de Bush.Fazer em conjunto.Estabelecer um pacto global Europa-Estados Unidos.Tentar convencer e não impor soluções aos aliados europeus.Tudo o que Bush nunca disse nem nunca fez.Todo o contrário daquilo que os neo-conservadores republicanos insistentemente doutrinaram.É verdade que são palavras escritas na Europa e para europeus lerem.Mas elas não podem deixar de ter eco nos Estados Unidos, como já tiveram,mesmo que em surdina.Sobretudo, não podem deixar de ter consequências futuras para a política externa americana, seja quem for que ganhe as presidenciais americanas. Le Monde.fr : Etats-Unis-Europe, "pacte global", par John McCain - Notre grande puissance ne signifie pas que nous pouvons faire ce quenous voulons quand nous le voulons, et nous ne devons pas non pluscroire que nous possédons toute la sagesse et la connaissancenécessaires pour réussir. Nous devons écouterl’opinion et respecter la volonté collective de nosalliés démocratiques. Si nous estimons qu’une actioninternationale est nécessaire, qu’elle soit de nature militaire,économique ou diplomatique, nous nous efforcerons de convaincrenos amis que nous avons raison. Mais nous, en retour, devons êtreprêts à être convaincus par eux.


O destino dos votos dos partidários do candidato vencido, na disputa interna dos democratas, começa apreocupar os dois candidatos democratas.Há o perigo real de eles preferirem deslocar os seus votos para o partido republicano, em vez de votarem no "inimigo interno" que os derrotou.Hillary e Obama começam a chamar a atenção para a diferença "abissal"que há entre John Mccain e eles próprios.É bom que o façam e, sobretudo, que o demonstrem.Que é, pelo menos, tão grande como a diferença que, neste artigo do Le Monde, Mcain mostra existir entre as suas perspectivas para a política externa americana e as do actual presidente Bush, apesar de ambos republicanos.Trata-se de um rotundo e estrondoso Requiem, um impiedoso"descansa em paz eternamente" à política bélica e unilateralista de Bush.Fazer em conjunto.Estabelecer um pacto global Europa-Estados Unidos.Tentar convencer e não impor soluções aos aliados europeus.Tudo o que Bush nunca disse nem nunca fez.Todo o contrário daquilo que os neo-conservadores republicanos insistentemente doutrinaram.É verdade que são palavras escritas na Europa e para europeus lerem.Mas elas não podem deixar de ter eco nos Estados Unidos, como já tiveram,mesmo que em surdina.Sobretudo, não podem deixar de ter consequências futuras para a política externa americana, seja quem for que ganhe as presidenciais americanas. Le Monde.fr : Etats-Unis-Europe, "pacte global", par John McCain - Notre grande puissance ne signifie pas que nous pouvons faire ce quenous voulons quand nous le voulons, et nous ne devons pas non pluscroire que nous possédons toute la sagesse et la connaissancenécessaires pour réussir. Nous devons écouterl’opinion et respecter la volonté collective de nosalliés démocratiques. Si nous estimons qu’une actioninternationale est nécessaire, qu’elle soit de nature militaire,économique ou diplomatique, nous nous efforcerons de convaincrenos amis que nous avons raison. Mais nous, en retour, devons êtreprêts à être convaincus par eux.

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