O presidente da Junta de Freguesia do Bonfim, no Porto, Armindo Teixeira, recusa pagar o salário à funcionária Edite Pinto, que foi, no passado dia 11, requisitada, a tempo inteiro, para exercer funções de dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Norte (STFPN). "Ela está a prestar trabalho ao sindicato, logo é o sindicato que tem de pagar", afirma Armindo Teixeira.
Edite Pinto explica: "Na lei sindical há várias modalidades. Eu estou na requisição de créditos alheios. Tenho quatro dias por mês para trabalho sindical. Tenho créditos meus e de outros colegas acumulados. Tenho direito, com esses créditos, a que seja a junta a pagar-me o salário." Edite está agora a trabalhar a tempo inteiro no sindicato, que ontem denunciou o caso, em comunicado.
O coordenador do STFPN, Artur Monteiro, diz que o presidente está a "contrariar a lei" e que o não pagamento do vencimento terá consequências para Edite Pinto, como a perda do abono do filho. "O presidente diz que não tem de financiar o sindicato, e que pagando não dá independência aos sindicatos, mas aceita dinheiro dos meus impostos para pagar a campanha eleitoral", acusa. O sindicato interpôs ontem uma providência cautelar. Daniela Soares
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O presidente da Junta de Freguesia do Bonfim, no Porto, Armindo Teixeira, recusa pagar o salário à funcionária Edite Pinto, que foi, no passado dia 11, requisitada, a tempo inteiro, para exercer funções de dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Norte (STFPN). "Ela está a prestar trabalho ao sindicato, logo é o sindicato que tem de pagar", afirma Armindo Teixeira.
Edite Pinto explica: "Na lei sindical há várias modalidades. Eu estou na requisição de créditos alheios. Tenho quatro dias por mês para trabalho sindical. Tenho créditos meus e de outros colegas acumulados. Tenho direito, com esses créditos, a que seja a junta a pagar-me o salário." Edite está agora a trabalhar a tempo inteiro no sindicato, que ontem denunciou o caso, em comunicado.
O coordenador do STFPN, Artur Monteiro, diz que o presidente está a "contrariar a lei" e que o não pagamento do vencimento terá consequências para Edite Pinto, como a perda do abono do filho. "O presidente diz que não tem de financiar o sindicato, e que pagando não dá independência aos sindicatos, mas aceita dinheiro dos meus impostos para pagar a campanha eleitoral", acusa. O sindicato interpôs ontem uma providência cautelar. Daniela Soares