Marcelo rejeita culpa no veto de nome de Bernardo Bairrão

30-06-2011
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Circularam 18 nomes antes do anúncio oficial e para nenhum isso foi impeditivo de integrarem a lista”, defendeu, em declarações ao PÚBLICO, Marcelo Rebelo de Sousa, que confirmou que ainda não falou sobre o assunto com o próprio Bernardo Bairrão, algo que espera fazer hoje.

Após Marcelo ter referido o nome de Bairrão como uma das escolhas para o lugar de secretário de Estado, quer fonte da direcção do PSD, quer a TVI, confirmaram no domingo à noite ao PÚBLICO o convite do Governo ao administrador da TVI.

“Surgiu qualquer coisa”, aponta Marcelo sem querer arriscar uma razão que o justifique. “Não posso fazer comentários, não tenho elementos."

Outra das razões apontadas como causa provável da rejeição deste nome prende-se com a posição pública de Bernardo Bairrão contra a privatização da RTP, uma questão que se sabe que tem sido encarada como fulcral pelo próprio primeiro-ministro, antes das eleições, no programa eleitoral e depois de ter ganho nas urnas.

No sábado dia 25, na própria TVI, Bernardo Bairrão fazia declarações contra a privatização da TV pública, criticando a decisão por ir atrás de calendários políticos.

Hoje, à saída da tomada de posse dos novos secretários de Estado, no Palácio de Belém, Miguel Macedo, ministro da Administração interna, assumiu pela primeira vez que Bairrão foi convidado, mas que o seu nome acabou por ser retirado “por razões políticas e pessoais”.

O dossier RTP tem sido aliás um dos que mais conflito tem levantado entre os dois partidos no Governo de coligação, com o CDS-PP desde o início a mostrar-se contra a ideia. E este será um dos dossiers politicamente mais melindrosos do actual executivo, no entender de analistas.

A realizar-se essa privatização da RTP, a Ongoing de Nuno Vasconcelos – detentora da Económico TV e Diário Económico - e a Cofina - dona do Correio da Manhã e Jornal de Negócios - são apontadas como os mais prováveis interessados no negócio. Os dois grupos de media juntaram-se recentemente para o lançamento de um canal de cabo na Zon, a arrancar em Setembro, coordenado por José Eduardo Moniz, actualmente vice-presidente da Ongoing e o homem que colocou a TVI no lugar de liderança de onde não sai há cinco anos.

Apesar de, depois da saída de Moniz da TVI, em Agosto de 2009, ter sido Bernardo Bairrão a ficar com o lugar de director-geral, a relação entre José Eduardo Moniz e Bairrão ficou muito fragilizada devido à demissão, em Setembro de 2009, de Manuela Moura Guedes, mulher de Moniz e a cara mais conhecida do então Jornal Nacional da TVI.

O envolvimento de Bairrão no afastamento da jornalista não ficou claro e Moura Guedes, na comissão parlamentar de inquérito que investigou o envolvimento político no fim do Jornal Nacional de sexta teceu declarações pouco abonatórias em relação a Bairrão.

Em declarações ao Expresso, Bernardo Bairrão afirma que a saída da Media Capital é irreversível. "Ainda vou discutir o assunto com os outros administradores e com os acionistas, mas uma pessoa tem de ser consequente com os seus actos. Não faz sentido voltar depois de ter apresentado a demissão de funções. A saída da Media Capital é irreversível".

Notícia actualizada às 15h26

Circularam 18 nomes antes do anúncio oficial e para nenhum isso foi impeditivo de integrarem a lista”, defendeu, em declarações ao PÚBLICO, Marcelo Rebelo de Sousa, que confirmou que ainda não falou sobre o assunto com o próprio Bernardo Bairrão, algo que espera fazer hoje.

Após Marcelo ter referido o nome de Bairrão como uma das escolhas para o lugar de secretário de Estado, quer fonte da direcção do PSD, quer a TVI, confirmaram no domingo à noite ao PÚBLICO o convite do Governo ao administrador da TVI.

“Surgiu qualquer coisa”, aponta Marcelo sem querer arriscar uma razão que o justifique. “Não posso fazer comentários, não tenho elementos."

Outra das razões apontadas como causa provável da rejeição deste nome prende-se com a posição pública de Bernardo Bairrão contra a privatização da RTP, uma questão que se sabe que tem sido encarada como fulcral pelo próprio primeiro-ministro, antes das eleições, no programa eleitoral e depois de ter ganho nas urnas.

No sábado dia 25, na própria TVI, Bernardo Bairrão fazia declarações contra a privatização da TV pública, criticando a decisão por ir atrás de calendários políticos.

Hoje, à saída da tomada de posse dos novos secretários de Estado, no Palácio de Belém, Miguel Macedo, ministro da Administração interna, assumiu pela primeira vez que Bairrão foi convidado, mas que o seu nome acabou por ser retirado “por razões políticas e pessoais”.

O dossier RTP tem sido aliás um dos que mais conflito tem levantado entre os dois partidos no Governo de coligação, com o CDS-PP desde o início a mostrar-se contra a ideia. E este será um dos dossiers politicamente mais melindrosos do actual executivo, no entender de analistas.

A realizar-se essa privatização da RTP, a Ongoing de Nuno Vasconcelos – detentora da Económico TV e Diário Económico - e a Cofina - dona do Correio da Manhã e Jornal de Negócios - são apontadas como os mais prováveis interessados no negócio. Os dois grupos de media juntaram-se recentemente para o lançamento de um canal de cabo na Zon, a arrancar em Setembro, coordenado por José Eduardo Moniz, actualmente vice-presidente da Ongoing e o homem que colocou a TVI no lugar de liderança de onde não sai há cinco anos.

Apesar de, depois da saída de Moniz da TVI, em Agosto de 2009, ter sido Bernardo Bairrão a ficar com o lugar de director-geral, a relação entre José Eduardo Moniz e Bairrão ficou muito fragilizada devido à demissão, em Setembro de 2009, de Manuela Moura Guedes, mulher de Moniz e a cara mais conhecida do então Jornal Nacional da TVI.

O envolvimento de Bairrão no afastamento da jornalista não ficou claro e Moura Guedes, na comissão parlamentar de inquérito que investigou o envolvimento político no fim do Jornal Nacional de sexta teceu declarações pouco abonatórias em relação a Bairrão.

Em declarações ao Expresso, Bernardo Bairrão afirma que a saída da Media Capital é irreversível. "Ainda vou discutir o assunto com os outros administradores e com os acionistas, mas uma pessoa tem de ser consequente com os seus actos. Não faz sentido voltar depois de ter apresentado a demissão de funções. A saída da Media Capital é irreversível".

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