"As nossas forças fizeram uma emboscada contra o Exército turco (...) na fronteira", disse Doldar Hammo, um porta-voz do PKK citado pela AFP. "Muitos soldados turcos foram mortos nos confrontos", acrescentou.
O ataque teve lugar em Cukurka, na província de Hakkari, perto da fronteira com o Iraque. Segundo a imprensa turca, os soldados morreram depois de o veículo onde seguiam ter sido atingido por uma bomba ou passado por uma mina de estrada. O número de vítimas poderá aumentar, uma vez que vários outros soldados ficaram gravemente feridos.
“[Os rebeldes] estão a testar a nossa paciência. Vamos retaliar na mesma moeda”, afirmou o ministro da Defesa Ismet Yilmaz, citado pela BBC. O Exército da Turquia já enviou reforços para a zona, adiantou, por sua vez, uma fonte local.
Testemunhas dizem ter ouvido duas explosões na estrada, provavelmente de minas comandadas à distância e activadas com a passagem de uma caravana militar, informou a AFP.
A 13 de Julho passado, elementos das tropas turcas e sete rebeldes curdos morreram num confronto considerado como o mais mortífero dos últimos três anos. Cerca de um mês antes, 13 membros das tropas turcas morreram em confrontos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão na província de Diyarbakir, a mais importante da Anatólia, povoada maioritariamente por curdos.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, avisou recentemente que iriam ser tomadas medidas políticas e militares mais pesadas contra os rebeldes, chegando a afirmar que a Turquia estava a "perder a paciência". Essas medidas incluirão o envio para as zonas de combate de forças especiais da polícia e de unidades compostas sobretudo por soldados, como parte de uma reorganização do aparelho de segurança presente no Leste e Sudeste da Anatólia, segundo vários órgãos de informação.
"Se temos tido paciência, é porque estamos no mês sagrado do Ramadão", advertiu ainda o primeiro-ministro, no domingo passado. "Porém, quando acabar [no final de Agosto], a paz na Turquia vai chegar a um ponto de inflexão".
Os curdos do PKK têm travado uma campanha armada desde 1984 pela autonomia e pela criação de um Estado próprio. São considerados um grupo terrorista pela Turquia, pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Cerca de 45 mil pessoas já morreram em resultado da violência.
Notícia actualizada às 15h24
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"As nossas forças fizeram uma emboscada contra o Exército turco (...) na fronteira", disse Doldar Hammo, um porta-voz do PKK citado pela AFP. "Muitos soldados turcos foram mortos nos confrontos", acrescentou.
O ataque teve lugar em Cukurka, na província de Hakkari, perto da fronteira com o Iraque. Segundo a imprensa turca, os soldados morreram depois de o veículo onde seguiam ter sido atingido por uma bomba ou passado por uma mina de estrada. O número de vítimas poderá aumentar, uma vez que vários outros soldados ficaram gravemente feridos.
“[Os rebeldes] estão a testar a nossa paciência. Vamos retaliar na mesma moeda”, afirmou o ministro da Defesa Ismet Yilmaz, citado pela BBC. O Exército da Turquia já enviou reforços para a zona, adiantou, por sua vez, uma fonte local.
Testemunhas dizem ter ouvido duas explosões na estrada, provavelmente de minas comandadas à distância e activadas com a passagem de uma caravana militar, informou a AFP.
A 13 de Julho passado, elementos das tropas turcas e sete rebeldes curdos morreram num confronto considerado como o mais mortífero dos últimos três anos. Cerca de um mês antes, 13 membros das tropas turcas morreram em confrontos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão na província de Diyarbakir, a mais importante da Anatólia, povoada maioritariamente por curdos.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, avisou recentemente que iriam ser tomadas medidas políticas e militares mais pesadas contra os rebeldes, chegando a afirmar que a Turquia estava a "perder a paciência". Essas medidas incluirão o envio para as zonas de combate de forças especiais da polícia e de unidades compostas sobretudo por soldados, como parte de uma reorganização do aparelho de segurança presente no Leste e Sudeste da Anatólia, segundo vários órgãos de informação.
"Se temos tido paciência, é porque estamos no mês sagrado do Ramadão", advertiu ainda o primeiro-ministro, no domingo passado. "Porém, quando acabar [no final de Agosto], a paz na Turquia vai chegar a um ponto de inflexão".
Os curdos do PKK têm travado uma campanha armada desde 1984 pela autonomia e pela criação de um Estado próprio. São considerados um grupo terrorista pela Turquia, pelos Estados Unidos e pela União Europeia. Cerca de 45 mil pessoas já morreram em resultado da violência.
Notícia actualizada às 15h24