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O PS defendeu esta quarta-feira que o Governo «não deve ficar contente» com a saída «daqueles que são os mais qualificados da função pública» e que, por oposição, «tem de haver um processo de valorização» destes trabalhadores do Estado.
«Muitos desses quadros são os quadros mais qualificados, de vários setores, na saúde, na educação, da própria administração pública, e é importante que um país como Portugal tenha uma administração pública com os melhores quadros que o país consegue ter», afirmou aos jornalistas o secretário nacional do PS Miguel Laranjeiro.
O dirigente socialista falava aos jornalistas no final de uma audiência com a CGTP, na sede do PS.
Confrontado com o número de saídas na administração pública, entre 17 e 20 mil em 2011, anunciado esta quarta-feira pelo Governo, Miguel Laranjeiro notou que «esses são valores muito comuns ao longo dos anos», mas que neste caso «a preocupação» está em saber «qual é a administração pública que queremos».
O deputado do PS acusou o Governo de fazer «um ataque permanente aos funcionários públicos», dando como exemplo a proposta da mobilidade na administração pública conhecida na semana passada.
Para Laranjeiro, os números conhecidos hoje não devem «levar um governante a ficar contente no sentido de haver saída daqueles que são os mais qualificados da função pública». «Tem de haver um processo de valorização dos trabalhadores da função pública», defendeu.
O deputado socialista disse ainda que nas reuniões desta manhã com a UGT e a CGTP a direção do seu partido defendeu «a necessidade absoluta e imperiosa de haver uma agenda para o crescimento e emprego».
«O Governo que tem no país um desemprego recorde de 14 por cento, que tem um desemprego jovem de mais de 35 por cento, a única coisa que oferece aos portugueses ao fim de oito meses de governação é um grupo de trabalho», criticou Miguel Laranjeiro.
O socialista considerou que já «era tempo de haver medidas concretas, objetivas, para combater aquilo que é o maior flagelo social em Portugal».
Questionado sobre a greve geral convocada pela CGTP, Laranjeiro lembrou que «o PS tem militantes socialistas quer na UGT, quer na CGTP» e que possui «uma regra de ouro» de «não dar nem indicações, nem posições, e muito menos ordens» aos seus militantes que integram as duas centrais sindicais.
«Compreendemos as razões que estão subjacentes a muitos dos propósitos desta greve, mas não fazemos nenhum posicionamento relativamente à greve porque é um direito que assiste aos trabalhadores e às suas estruturas representativas e não aos partidos políticos», concluiu.
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O PS defendeu esta quarta-feira que o Governo «não deve ficar contente» com a saída «daqueles que são os mais qualificados da função pública» e que, por oposição, «tem de haver um processo de valorização» destes trabalhadores do Estado.
«Muitos desses quadros são os quadros mais qualificados, de vários setores, na saúde, na educação, da própria administração pública, e é importante que um país como Portugal tenha uma administração pública com os melhores quadros que o país consegue ter», afirmou aos jornalistas o secretário nacional do PS Miguel Laranjeiro.
O dirigente socialista falava aos jornalistas no final de uma audiência com a CGTP, na sede do PS.
Confrontado com o número de saídas na administração pública, entre 17 e 20 mil em 2011, anunciado esta quarta-feira pelo Governo, Miguel Laranjeiro notou que «esses são valores muito comuns ao longo dos anos», mas que neste caso «a preocupação» está em saber «qual é a administração pública que queremos».
O deputado do PS acusou o Governo de fazer «um ataque permanente aos funcionários públicos», dando como exemplo a proposta da mobilidade na administração pública conhecida na semana passada.
Para Laranjeiro, os números conhecidos hoje não devem «levar um governante a ficar contente no sentido de haver saída daqueles que são os mais qualificados da função pública». «Tem de haver um processo de valorização dos trabalhadores da função pública», defendeu.
O deputado socialista disse ainda que nas reuniões desta manhã com a UGT e a CGTP a direção do seu partido defendeu «a necessidade absoluta e imperiosa de haver uma agenda para o crescimento e emprego».
«O Governo que tem no país um desemprego recorde de 14 por cento, que tem um desemprego jovem de mais de 35 por cento, a única coisa que oferece aos portugueses ao fim de oito meses de governação é um grupo de trabalho», criticou Miguel Laranjeiro.
O socialista considerou que já «era tempo de haver medidas concretas, objetivas, para combater aquilo que é o maior flagelo social em Portugal».
Questionado sobre a greve geral convocada pela CGTP, Laranjeiro lembrou que «o PS tem militantes socialistas quer na UGT, quer na CGTP» e que possui «uma regra de ouro» de «não dar nem indicações, nem posições, e muito menos ordens» aos seus militantes que integram as duas centrais sindicais.
«Compreendemos as razões que estão subjacentes a muitos dos propósitos desta greve, mas não fazemos nenhum posicionamento relativamente à greve porque é um direito que assiste aos trabalhadores e às suas estruturas representativas e não aos partidos políticos», concluiu.