“É essencial que a reforma do IRC vá até ao fim”
Diário Económico
17 Abr 2015
Cumprir a reforma fiscal é uma prioridade para manter o país atractivo para os investidores, comenta Miguel Frasquilho.
Mantém como objectivo que o peso das exportações no PIB chegue a 50% nos próximos três a quatro anos. Como se sustenta isso?
É preciso investimento, e essa é outra missão da AICEP. Criámos a figura dos FDI Scouts, quadros especializados na captação de investimento. Estamos também a fazer um ‘roadshow' que vai a 23 geografias. E também é nossa intenção promover os parques industriais, nomeadamente a jóia da coroa, o Parque Industrial de Sines. E, para isso, é muito importante todo o trabalho de casa que o país fez nos últimos anos: corrigir os desequilíbrios macroeconómicos, as reformas estruturais e depois a vertente fiscal e financeira que é muito competitiva.
O que estão a destacar nessa promoção internacional?
A reforma do IRC, o novo código fiscal ao investimento e o Portugal 2020. É essencial que a reforma do IRC vá até ao fim, como planeado, e que os actores políticos se entendam para manterem o que foi acordado. Estou muito em contacto com os investidores e vejo bem a forma positiva como somos recebidos quando referimos esse tipo de alterações. Por isso, interromper algo que está a ser feito nesta altura seria muito mau para a nossa imagem externa. Quero acreditar que isso não vai acontecer.
O que a pode inviabilizar?
Houve um acordo em 2013 entre as principais forças políticas, mas depois em 2015 esse acordo foi interrompido. Tenho a esperança de que é porque estamos num ano atípico, um ano eleitoral, e espero que esse acordo seja retomado, para que a reforma fique completa até 2018 como previsto, deixando Portugal com um dos regimes de IRC mais competitivos da Europa.
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“É essencial que a reforma do IRC vá até ao fim”
Diário Económico
17 Abr 2015
Cumprir a reforma fiscal é uma prioridade para manter o país atractivo para os investidores, comenta Miguel Frasquilho.
Mantém como objectivo que o peso das exportações no PIB chegue a 50% nos próximos três a quatro anos. Como se sustenta isso?
É preciso investimento, e essa é outra missão da AICEP. Criámos a figura dos FDI Scouts, quadros especializados na captação de investimento. Estamos também a fazer um ‘roadshow' que vai a 23 geografias. E também é nossa intenção promover os parques industriais, nomeadamente a jóia da coroa, o Parque Industrial de Sines. E, para isso, é muito importante todo o trabalho de casa que o país fez nos últimos anos: corrigir os desequilíbrios macroeconómicos, as reformas estruturais e depois a vertente fiscal e financeira que é muito competitiva.
O que estão a destacar nessa promoção internacional?
A reforma do IRC, o novo código fiscal ao investimento e o Portugal 2020. É essencial que a reforma do IRC vá até ao fim, como planeado, e que os actores políticos se entendam para manterem o que foi acordado. Estou muito em contacto com os investidores e vejo bem a forma positiva como somos recebidos quando referimos esse tipo de alterações. Por isso, interromper algo que está a ser feito nesta altura seria muito mau para a nossa imagem externa. Quero acreditar que isso não vai acontecer.
O que a pode inviabilizar?
Houve um acordo em 2013 entre as principais forças políticas, mas depois em 2015 esse acordo foi interrompido. Tenho a esperança de que é porque estamos num ano atípico, um ano eleitoral, e espero que esse acordo seja retomado, para que a reforma fique completa até 2018 como previsto, deixando Portugal com um dos regimes de IRC mais competitivos da Europa.