“Estou impressionado com as grandes vantagens sociais em aumentar o stock de capital até que este cesse de ser escasso”, [é difícil discordar].
“Uma comunidade adequadamente gerida equipada com recursos técnicos modernos, cuja população não está a aumentar rapidamente, deverá ser capaz de reduzir a eficiência marginal do capital em equilíbrio aproximadamente para zero no prazo de uma única geração”, [aqui confessamos o nosso cepticismo, as gerações já não o que eram].
É “relativamente fácil fazer os bens de capital tão abundantes que a eficiência marginal do capital seja zero (e) isso pode ser a forma mais sensata de gradualmente, nos livrarmos de muitas características questionáveis do capitalismo”, [taxa de juro zero, seria bom para os investidores, sem dúvida, esta coisa de poupar primeiro e investir depois é de facto muito questionável para além de ser desagradável].
“Não há motivos intrínsecos para a escassez de capital…é possível que a poupança de uma comunidade através da agência do Estado possa ser mantida a um nível onde deixe de ser escassa”, [pensando nisso, porquê só eliminar a escassez do capital, porque não tornar tudo não-escasso, ou seja, todos os bens de consumo? Que falta de ambição].
“o elemento mais estável e menos facilmente alterável, na nossa economia contemporânea tem sido até agora e pode revelar-se no futuro, a taxa de juro mínima aceitável para a generalidade dos donos de riqueza” através “da eutanásia do rentier e, consequentemente, a eutanásia do poder opressivo cumulativo do capitalismo em explorar o valor de escassez de capital”, [de facto, deve fazer sentido que os empresários e projectos que procuram capital sejam eles próprios os que conspiram para que este seja e continue escasso, mas só Keynes terá sido bafejado por tal revelação].
“os homens estão dispostos, como regra e em média, a aumentar o seu consumo à medida que o seu rendimento sobe, mas não tanto quanto o aumento do seu rendimento”, [aprendi isso a ler o Tio Patinhas].
“a crónica tendência ao longo da história humana para a propensão para a poupança ser mais forte do que o incentivo para investir”, [é uma forte tentação, eu sei, queremos todos ser o Tio Patinhas, e no fundo aqueles mealheiros onde as crianças juntam moedas são um grande inimigo da civilização ].
“O pensamento contemporâneo, está ainda profundamente impregnado na noção de que se as pessoas não gastarem a sua moeda de uma forma elas irão gastá-lo de outra”, [ai estes contemporâneos, onde é que irão buscar estas ideias parvas?].
“o remédio estaria em diferentes medidas concebidas para aumentar a propensão para consumir pela redistribuição dos rendimentos ou de outra forma”, [tirar aos conspiradores que mantêm a poupança escassa para dar aos ávidos de consumo, uma boa ideia].
“que no estado normal das modernas comunidades industriais, o consumo limita a produção e não a produção o consumo,” [caro leitor, pegue na sua poupança acabe com ela].
“A solução certa para o ciclo económico não é para ser encontrada na abolição dos booms e manter-nos permanentemente numa meia-recessão; mas na supressão das recessões e assim manter-nos permanentemente num quasi-boom”, [confesso ver aqui uma genialidade rara].
“Existe espaço, por conseguinte, para ambas as políticas, operarem em conjunto: para promover o investimento e, ao mesmo tempo, promover o consumo, não apenas ao nível onde com a propensão existente para consumir, corresponderia ao aumento do investimento, mas a um nível mais alto ainda.”, [Como é não nos lembramos disto? “C+I”, aumenta-se os dois e o rendimento sobe!].
“A noção de que a criação de crédito pelo sistema bancário permite que investimento tenha lugar a que não corresponde ‘nenhuma poupança genuína” isto é, “a ideia que poupança e investimento … podem diferir um do outro, será explicada, penso que, por uma ilusão de óptica”, [a solução de todos os problemas: para a poupança deixar de ser escassa… os bancos passam a criar crédito sem necessitarem de captar poupança monetária prévia. Onde é que fomos buscar a ideia que fabricar papel não fabrica o capital real necessário a sustentar o investimento? Parvinhos que nós somos. Agora sim, pode-se fomentar o Consumo e o Investimento simultaneamente, porque mais investimento não significa abstenção de consumo. Só falta resolver aquele pequeno problema da inflação e das bolhas seguidas de crises. Um pormenor no entanto].
“Contudo, a teoria do output como um todo, que é o que este livro se propõe a fornecer, é muito mais facilmente adaptado às condições de um Estado totalitário, que a teoria da produção e distribuição de um dado output produzido sob condições de livre concorrência e uma grande medida de laisser-faire”, [claro está, que as coisas boas têm o seu lado menos bom, neste caso um pouco de totalitarismo não mata ninguém… pronto, até pode matar, mas facilita].
“o dever de determinar o volume corrente de investimento não pode com segurança ser deixado nas mãos de privados” [os cálculos matemáticos e sistemas de equações simultâneas passaram a curar todos os males da humanidade desde então].
“uma razoável socialização abrangente do investimento provar-se-á como o único meio”, [os consumidores consomem, o Estado investe, o crédito cria-se… e os economistas comandam].
“O Estado, que está em posição de calcular a eficiência marginal dos bens de capital numa visão de longo prazo na base do benefício social geral [terá de assumir] uma responsabilidade cada vez maior na organização directa do investimento”, [e é para isso mesmo que servem os cursos de economia desde então].
Todas as citações de Keynes encontram-se referenciadas no ensaio “The Misesean Case Against Keynes” de Hans-Hermann Hoppe, que foi objecto de tradução para português, e onde se espera conseguir, futura publicação em conjunto com “Keynes, o Homem” de Murray N. Rothbard.
Carlos Novais é co-autor do blog Vento Sueste
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“Estou impressionado com as grandes vantagens sociais em aumentar o stock de capital até que este cesse de ser escasso”, [é difícil discordar].
“Uma comunidade adequadamente gerida equipada com recursos técnicos modernos, cuja população não está a aumentar rapidamente, deverá ser capaz de reduzir a eficiência marginal do capital em equilíbrio aproximadamente para zero no prazo de uma única geração”, [aqui confessamos o nosso cepticismo, as gerações já não o que eram].
É “relativamente fácil fazer os bens de capital tão abundantes que a eficiência marginal do capital seja zero (e) isso pode ser a forma mais sensata de gradualmente, nos livrarmos de muitas características questionáveis do capitalismo”, [taxa de juro zero, seria bom para os investidores, sem dúvida, esta coisa de poupar primeiro e investir depois é de facto muito questionável para além de ser desagradável].
“Não há motivos intrínsecos para a escassez de capital…é possível que a poupança de uma comunidade através da agência do Estado possa ser mantida a um nível onde deixe de ser escassa”, [pensando nisso, porquê só eliminar a escassez do capital, porque não tornar tudo não-escasso, ou seja, todos os bens de consumo? Que falta de ambição].
“o elemento mais estável e menos facilmente alterável, na nossa economia contemporânea tem sido até agora e pode revelar-se no futuro, a taxa de juro mínima aceitável para a generalidade dos donos de riqueza” através “da eutanásia do rentier e, consequentemente, a eutanásia do poder opressivo cumulativo do capitalismo em explorar o valor de escassez de capital”, [de facto, deve fazer sentido que os empresários e projectos que procuram capital sejam eles próprios os que conspiram para que este seja e continue escasso, mas só Keynes terá sido bafejado por tal revelação].
“os homens estão dispostos, como regra e em média, a aumentar o seu consumo à medida que o seu rendimento sobe, mas não tanto quanto o aumento do seu rendimento”, [aprendi isso a ler o Tio Patinhas].
“a crónica tendência ao longo da história humana para a propensão para a poupança ser mais forte do que o incentivo para investir”, [é uma forte tentação, eu sei, queremos todos ser o Tio Patinhas, e no fundo aqueles mealheiros onde as crianças juntam moedas são um grande inimigo da civilização ].
“O pensamento contemporâneo, está ainda profundamente impregnado na noção de que se as pessoas não gastarem a sua moeda de uma forma elas irão gastá-lo de outra”, [ai estes contemporâneos, onde é que irão buscar estas ideias parvas?].
“o remédio estaria em diferentes medidas concebidas para aumentar a propensão para consumir pela redistribuição dos rendimentos ou de outra forma”, [tirar aos conspiradores que mantêm a poupança escassa para dar aos ávidos de consumo, uma boa ideia].
“que no estado normal das modernas comunidades industriais, o consumo limita a produção e não a produção o consumo,” [caro leitor, pegue na sua poupança acabe com ela].
“A solução certa para o ciclo económico não é para ser encontrada na abolição dos booms e manter-nos permanentemente numa meia-recessão; mas na supressão das recessões e assim manter-nos permanentemente num quasi-boom”, [confesso ver aqui uma genialidade rara].
“Existe espaço, por conseguinte, para ambas as políticas, operarem em conjunto: para promover o investimento e, ao mesmo tempo, promover o consumo, não apenas ao nível onde com a propensão existente para consumir, corresponderia ao aumento do investimento, mas a um nível mais alto ainda.”, [Como é não nos lembramos disto? “C+I”, aumenta-se os dois e o rendimento sobe!].
“A noção de que a criação de crédito pelo sistema bancário permite que investimento tenha lugar a que não corresponde ‘nenhuma poupança genuína” isto é, “a ideia que poupança e investimento … podem diferir um do outro, será explicada, penso que, por uma ilusão de óptica”, [a solução de todos os problemas: para a poupança deixar de ser escassa… os bancos passam a criar crédito sem necessitarem de captar poupança monetária prévia. Onde é que fomos buscar a ideia que fabricar papel não fabrica o capital real necessário a sustentar o investimento? Parvinhos que nós somos. Agora sim, pode-se fomentar o Consumo e o Investimento simultaneamente, porque mais investimento não significa abstenção de consumo. Só falta resolver aquele pequeno problema da inflação e das bolhas seguidas de crises. Um pormenor no entanto].
“Contudo, a teoria do output como um todo, que é o que este livro se propõe a fornecer, é muito mais facilmente adaptado às condições de um Estado totalitário, que a teoria da produção e distribuição de um dado output produzido sob condições de livre concorrência e uma grande medida de laisser-faire”, [claro está, que as coisas boas têm o seu lado menos bom, neste caso um pouco de totalitarismo não mata ninguém… pronto, até pode matar, mas facilita].
“o dever de determinar o volume corrente de investimento não pode com segurança ser deixado nas mãos de privados” [os cálculos matemáticos e sistemas de equações simultâneas passaram a curar todos os males da humanidade desde então].
“uma razoável socialização abrangente do investimento provar-se-á como o único meio”, [os consumidores consomem, o Estado investe, o crédito cria-se… e os economistas comandam].
“O Estado, que está em posição de calcular a eficiência marginal dos bens de capital numa visão de longo prazo na base do benefício social geral [terá de assumir] uma responsabilidade cada vez maior na organização directa do investimento”, [e é para isso mesmo que servem os cursos de economia desde então].
Todas as citações de Keynes encontram-se referenciadas no ensaio “The Misesean Case Against Keynes” de Hans-Hermann Hoppe, que foi objecto de tradução para português, e onde se espera conseguir, futura publicação em conjunto com “Keynes, o Homem” de Murray N. Rothbard.
Carlos Novais é co-autor do blog Vento Sueste