São muitos os que culpam os alemães pela crise na Europa. Fossem ‘eles’ mais solidários e nem a Grécia, menos ainda Portugal e o euro sequer, estariam a passar pelo que está a acontecer. Quisessem ‘eles’ ajudar e tudo correria fluidamente. Já tive oportunidade de referir a inveja que os ‘parceiros europeus’ nutriam pela solidez alemã, bem como os problemas que iriam criar para a solidez das instituições europeias. Não deixa de ser interessante analisar os diferentes comportamentos dos vários povos europeus perante os problemas económicos que a Europa atravessa. Enquanto a Alemanha poupou, não se excedeu e hoje vive com um pé de meia, a Irlanda encarou a situação de frente e apresentou medidas difíceis e dolorosas. Tão abrupto foi o corte nos salários e no investimento público, que os mercados deixaram Dublin em paz. Entretanto, na Grécia, um plano de suave austeridade levou manifestantes para a rua, enquanto em Portugal há quem prepare greves e os que têm emprego garantido por lei, lamentam que os seus salários não sejam aumentados.
Sejamos francos: com esta mentalidade não há Europa unida que se preze, nem riqueza que se crie.
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São muitos os que culpam os alemães pela crise na Europa. Fossem ‘eles’ mais solidários e nem a Grécia, menos ainda Portugal e o euro sequer, estariam a passar pelo que está a acontecer. Quisessem ‘eles’ ajudar e tudo correria fluidamente. Já tive oportunidade de referir a inveja que os ‘parceiros europeus’ nutriam pela solidez alemã, bem como os problemas que iriam criar para a solidez das instituições europeias. Não deixa de ser interessante analisar os diferentes comportamentos dos vários povos europeus perante os problemas económicos que a Europa atravessa. Enquanto a Alemanha poupou, não se excedeu e hoje vive com um pé de meia, a Irlanda encarou a situação de frente e apresentou medidas difíceis e dolorosas. Tão abrupto foi o corte nos salários e no investimento público, que os mercados deixaram Dublin em paz. Entretanto, na Grécia, um plano de suave austeridade levou manifestantes para a rua, enquanto em Portugal há quem prepare greves e os que têm emprego garantido por lei, lamentam que os seus salários não sejam aumentados.
Sejamos francos: com esta mentalidade não há Europa unida que se preze, nem riqueza que se crie.