Esquerda Republicana: Totalitarismo linguístico na Junta de Benfica

26-01-2012
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«De um lado está Glória Monteiro, funcionária da Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa; do outro, o presidente, Domingos Alves Pires. Entre um e outro há uma barreira da língua a separá-los. Glória diz que está proibida de falar em crioulo (dialecto de Cabo Verde) no local de trabalho e o autarca responde que a sua funcionária estava a destabilizar o ambiente de trabalho ao usar um idioma que os outros não entendem. (...) A discórdia começou em finais de Abril e culminou há poucas semanas com a suspensão de Glória Monteiro por um período de 30 dias. (...) A funcionária conta que há 20 anos trabalha no pelouro da Cultura e nunca a tinham impedido de falar em crioulo com a sua irmã, que também pertence aos quadros da junta.» (Diário de Notícias)Se a moda pegasse, a seguir proibir-se-ia as pessoas de falarem entre si, no local de trabalho, em Inglês, Alemão ou Espanhol. Não se tratando do atendimento ao público, é incompreensível que se imponham proibições quanto ao idioma que as pessoas falam entre si. A menos, é claro, que o Presidente da Junta não goste, por princípio, de cabo-verdianos...


«De um lado está Glória Monteiro, funcionária da Junta de Freguesia de Benfica, em Lisboa; do outro, o presidente, Domingos Alves Pires. Entre um e outro há uma barreira da língua a separá-los. Glória diz que está proibida de falar em crioulo (dialecto de Cabo Verde) no local de trabalho e o autarca responde que a sua funcionária estava a destabilizar o ambiente de trabalho ao usar um idioma que os outros não entendem. (...) A discórdia começou em finais de Abril e culminou há poucas semanas com a suspensão de Glória Monteiro por um período de 30 dias. (...) A funcionária conta que há 20 anos trabalha no pelouro da Cultura e nunca a tinham impedido de falar em crioulo com a sua irmã, que também pertence aos quadros da junta.» (Diário de Notícias)Se a moda pegasse, a seguir proibir-se-ia as pessoas de falarem entre si, no local de trabalho, em Inglês, Alemão ou Espanhol. Não se tratando do atendimento ao público, é incompreensível que se imponham proibições quanto ao idioma que as pessoas falam entre si. A menos, é claro, que o Presidente da Junta não goste, por princípio, de cabo-verdianos...

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