"O país tem um encontro marcado com o referendo à regionalização em 2010", garante ao Público Carlos Lage, o socialista que preside à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. No outro extremo da pátria, mas não do regime, o algarvio e social-democrata Mendes Bota promete a coisa ainda mais cedo: "em 2007 apresentar a proposta na AR, o referendo em 2008 e eleições para as autarquias regionais em 2009". Em suma, Portugal não pode fugir ao regionalizador destino. Mais fatalistas do que um árabe luterano, os profetas leram as estrelas. O pormenor algo incómodo de a regionalização ter sido trucidada em referendo, há bem pouco tempo, nem por um segundo perturba tanta fé. Não vos preocupeis, é a realidade que se engana - dizia a máxima dos anarcas. Os profetas vão ainda mais longe: a realidade engana-se e tem de ser corrigida. "Cumpre-nos a nós demonstrar que existe uma força maioritária na sociedade portuguesa que exige essa reforma", prega Bota. "Isso é um desiderato que está ao alcance dos cidadãos e dos políticos", catequiza Lage. Se a sociedade e os cidadãos ainda não sabem, os profetas anunciam a boa nova. Afinal, a sua missão é salvar-nos. Até de nós mesmos.
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"O país tem um encontro marcado com o referendo à regionalização em 2010", garante ao Público Carlos Lage, o socialista que preside à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. No outro extremo da pátria, mas não do regime, o algarvio e social-democrata Mendes Bota promete a coisa ainda mais cedo: "em 2007 apresentar a proposta na AR, o referendo em 2008 e eleições para as autarquias regionais em 2009". Em suma, Portugal não pode fugir ao regionalizador destino. Mais fatalistas do que um árabe luterano, os profetas leram as estrelas. O pormenor algo incómodo de a regionalização ter sido trucidada em referendo, há bem pouco tempo, nem por um segundo perturba tanta fé. Não vos preocupeis, é a realidade que se engana - dizia a máxima dos anarcas. Os profetas vão ainda mais longe: a realidade engana-se e tem de ser corrigida. "Cumpre-nos a nós demonstrar que existe uma força maioritária na sociedade portuguesa que exige essa reforma", prega Bota. "Isso é um desiderato que está ao alcance dos cidadãos e dos políticos", catequiza Lage. Se a sociedade e os cidadãos ainda não sabem, os profetas anunciam a boa nova. Afinal, a sua missão é salvar-nos. Até de nós mesmos.