Quem tem um PPR perde dinheiro, Francisco Louçã que o diga. Tem apenas trinta mil euros para a reforma e ainda se enganou a investir o pouco que tinha.Eu não tenho um PPR mas já pensei em ter, e ainda bem que alguém me chamou a atenção nesta campanha para este problema. Da próxima vez que forem atacados por um anúncio de um banco, qualquer que ele seja, reparem bem que nenhum deles vende produtos financeiros: BCP vende oportunidades, CGD vende sonhos, BANIF vende força (aliás com uma simbologia visual proto-fascista-homoerótica digna de qualquer família reaccionária). A forma predadora com que os bancos encaram o consumidor e a falta de transparência que um consumidor tem de enfrentar para não ser enganado exige discussão pública sobre o assunto. É responsabilidade dos políticos alertarem para estes problemas e o único que o tem feito com responsabilidade é o Bloco de Esquerda. Os escandalizados podem estar escandalizados à vontade, votar no PS é fechar os olhos ao problema.O escandalizado aliás é uma figura típica do eleitorado moderno, e o seu desenvolvimento está em relação directa com o jornalismo de pacotilha. Os apocalípticos de serviço, José Pacheco Pereira e Vasco Pulido Valente (Júdice não está incluído porque escreve mal), bem vão avisando que o mundo acaba com esta gente mas ninguém lhes dá ouvidos.É que os factos são que Francisco Louçã investiu num PPR em 2007, e em 2008 percebeu que aquilo não servia para nada e transferiu tudo para fundos públicos. Ainda bem que não tem vergonha nenhuma em fazer disto um tema central da campanha do bloco, porque o facto é que isto É um tema central que deve estar presente na discussão pública, de preferência pela boca de alguém que sabe do que está a falar. O editor do expresso, em conluio com a Sic, decidiu arranjar uma notícia que acabasse de vez com a altivez moral daquela malta esquerdalha, malta aliás que ele e José Manuel Fernandes conhecem bem (ambos fizeram parte da UDP e eram editores da Voz do Povo). Como não arranjou nenhum escândalo podre debaixo da cama de Louçã decidiu pegar no que era público e torná-lo... público. Sim, toda a informação apresentada na notícia do Expresso provém das declarações financeiras públicas dos visados. Fico feliz por assim ser, afinal nenhum deles tinha uma conta na Suíça, ou uns terrenos na Portela, ou um apartamento na rua castilho, ou uns microondas para distribuir.Os escandalizados podem continuar escandalizados que o problema não deixa de existir.
Categorias
Entidades
Quem tem um PPR perde dinheiro, Francisco Louçã que o diga. Tem apenas trinta mil euros para a reforma e ainda se enganou a investir o pouco que tinha.Eu não tenho um PPR mas já pensei em ter, e ainda bem que alguém me chamou a atenção nesta campanha para este problema. Da próxima vez que forem atacados por um anúncio de um banco, qualquer que ele seja, reparem bem que nenhum deles vende produtos financeiros: BCP vende oportunidades, CGD vende sonhos, BANIF vende força (aliás com uma simbologia visual proto-fascista-homoerótica digna de qualquer família reaccionária). A forma predadora com que os bancos encaram o consumidor e a falta de transparência que um consumidor tem de enfrentar para não ser enganado exige discussão pública sobre o assunto. É responsabilidade dos políticos alertarem para estes problemas e o único que o tem feito com responsabilidade é o Bloco de Esquerda. Os escandalizados podem estar escandalizados à vontade, votar no PS é fechar os olhos ao problema.O escandalizado aliás é uma figura típica do eleitorado moderno, e o seu desenvolvimento está em relação directa com o jornalismo de pacotilha. Os apocalípticos de serviço, José Pacheco Pereira e Vasco Pulido Valente (Júdice não está incluído porque escreve mal), bem vão avisando que o mundo acaba com esta gente mas ninguém lhes dá ouvidos.É que os factos são que Francisco Louçã investiu num PPR em 2007, e em 2008 percebeu que aquilo não servia para nada e transferiu tudo para fundos públicos. Ainda bem que não tem vergonha nenhuma em fazer disto um tema central da campanha do bloco, porque o facto é que isto É um tema central que deve estar presente na discussão pública, de preferência pela boca de alguém que sabe do que está a falar. O editor do expresso, em conluio com a Sic, decidiu arranjar uma notícia que acabasse de vez com a altivez moral daquela malta esquerdalha, malta aliás que ele e José Manuel Fernandes conhecem bem (ambos fizeram parte da UDP e eram editores da Voz do Povo). Como não arranjou nenhum escândalo podre debaixo da cama de Louçã decidiu pegar no que era público e torná-lo... público. Sim, toda a informação apresentada na notícia do Expresso provém das declarações financeiras públicas dos visados. Fico feliz por assim ser, afinal nenhum deles tinha uma conta na Suíça, ou uns terrenos na Portela, ou um apartamento na rua castilho, ou uns microondas para distribuir.Os escandalizados podem continuar escandalizados que o problema não deixa de existir.