O Cachimbo de Magritte: A Mentira

08-07-2011
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Dois anos depois da eleição que conduziu Sócrates ao Governo, já poucos recordam as mentiras que o conduziram lá. Tornaram-se banais e, para muitos, inevitáveis em face do objectivo "ganhar a eleição". Mais recentemente, a propósito do referendo do aborto, de novo vimos altos representantes do SIM e do PS - veja-se, entre outros, Maria de Belém Roseira, Ana Catarina Mendes e Rui Pereira - defenderem um compromisso com o eleitorado, que no dia seguinte os seus porta-vozes negaram em absoluto.Eles mentem, eles perdem - dizia-se. Agora o mote é assumidamente outro: eles ganham, eles mentem. Para que querem então ouvir os eleitores? Da resposta a esta pergunta depende a manutenção do nosso regime. E temo que se a Democracia se aprofundar na Mentira, sejamos levados - mais cedo ou mais tarde e com mais ou menos marketing - a questionar a bondade da sua subsistência.


Dois anos depois da eleição que conduziu Sócrates ao Governo, já poucos recordam as mentiras que o conduziram lá. Tornaram-se banais e, para muitos, inevitáveis em face do objectivo "ganhar a eleição". Mais recentemente, a propósito do referendo do aborto, de novo vimos altos representantes do SIM e do PS - veja-se, entre outros, Maria de Belém Roseira, Ana Catarina Mendes e Rui Pereira - defenderem um compromisso com o eleitorado, que no dia seguinte os seus porta-vozes negaram em absoluto.Eles mentem, eles perdem - dizia-se. Agora o mote é assumidamente outro: eles ganham, eles mentem. Para que querem então ouvir os eleitores? Da resposta a esta pergunta depende a manutenção do nosso regime. E temo que se a Democracia se aprofundar na Mentira, sejamos levados - mais cedo ou mais tarde e com mais ou menos marketing - a questionar a bondade da sua subsistência.

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