As noticias dos últimos dias sobre objecção de consciência dos médicos, na prática do aborto livre, são, como disse o anterior Bispo de Setúbal, "maravilhosas"!Sobre o assunto algumas observações:1. É completamente "torpe" a insinuação de que haverá médicos objectores no público, que não o serão no privado (veja-se a este propósito o editorial do Público de hoje da autoria de Amilcar Correia). O contrário sim é que é verdadeiro: provavelmente quem não tem objecções no público, também nas as terá no privado!2. É preciso mesmo não perceber que ninguém como os médicos conhece a selvajaria que é desfazer um bébé de 10 semanas...e essa é a razão da objecção. Que não desaparece se mudadas as circunstâncias!3. Além disso recorde-se que, salvo no modo de produção industrial de abortos, das clinicas espanholas, o restante sector privado, há muito deixou claro que não haverá abortos nas suas instalações.4. Se o ex. Bispo de Setúbal tem razão, também se pode fazer o raciocinio inverso: que impressão me faz que, conforme os locais, haja 20 ou 40% de médicos ginecologistas e obstetras, dispostos a fazer abortos até às 10 semanas! Isso sim, é muito preocupante.
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As noticias dos últimos dias sobre objecção de consciência dos médicos, na prática do aborto livre, são, como disse o anterior Bispo de Setúbal, "maravilhosas"!Sobre o assunto algumas observações:1. É completamente "torpe" a insinuação de que haverá médicos objectores no público, que não o serão no privado (veja-se a este propósito o editorial do Público de hoje da autoria de Amilcar Correia). O contrário sim é que é verdadeiro: provavelmente quem não tem objecções no público, também nas as terá no privado!2. É preciso mesmo não perceber que ninguém como os médicos conhece a selvajaria que é desfazer um bébé de 10 semanas...e essa é a razão da objecção. Que não desaparece se mudadas as circunstâncias!3. Além disso recorde-se que, salvo no modo de produção industrial de abortos, das clinicas espanholas, o restante sector privado, há muito deixou claro que não haverá abortos nas suas instalações.4. Se o ex. Bispo de Setúbal tem razão, também se pode fazer o raciocinio inverso: que impressão me faz que, conforme os locais, haja 20 ou 40% de médicos ginecologistas e obstetras, dispostos a fazer abortos até às 10 semanas! Isso sim, é muito preocupante.