Coimbra, 28 jan - O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde disse hoje, em Coimbra, que as avaliações externas ao desempenho de centros de saúde "têm custos muito elevados" pelo que a tutela não vai desperdiçar recursos financeiros nesses mecanismos.
A questão das avaliações externas à organização e gestão dos agrupamentos de centros de saúde foi hoje suscitada num debate promovido pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) sobre a reforma dos cuidados de saúde primários (CSP).
Em declarações aos jornalistas, Fernando Leal da Costa disse que já foi feita "alguma avaliação externa" à reforma dos CSP, admitindo, porém, que existem áreas "onde não foi possível".
"Somos os primeiros a concordar que na organização dos agrupamentos de centros de saúde, unidades de saúde local e algum desempenho hospitalar justifica-se. Mas também é preciso não nos iludirmos, alguma dessa avaliação externa tem custos muito elevados e temos de saber faze-la de forma racional", advertiu.
"O ministério da Saúde não pode, como já aconteceu no passado, ser essencialmente uma agência de contratualização de serviços externos, muito dispendiosos e de fraca utilidade. Nós não vamos desperdiçar os meios dos portugueses", acrescentou Fernando Leal da Costa.
Classificou de "essencial" a reforma dos cuidados de saúde primários, garantindo que o Governo lhe vai dar continuidade, com dois objetivos: "conseguir que cada português tenha o seu médico de família" e que o Serviço Nacional de Saúde seja "sustentável e comportável para aquilo que é a capacidade económica dos portugueses".
Frisou que os obstáculos à reforma não se cingem apenas a questões financeiras e de custos, apontando questões relacionadas com falta de recursos humanos na área da saúde.
"Há claras circunstâncias em que nos falta gente qualificada em número suficiente", declarou.
Frisou que o Governo gostaria de não precisar de contratar médicos estrangeiros "mas não podemos ter uma visão xenófoba em relação ao exercício da medicina".
"Também há muito médico português que é contratado no estrangeiro e isso, ao contrário do que alguns dizem que é um exemplo de que estamos sujeitos a uma perda de recursos humanos, é acima de tudo, o reconhecimento da enorme qualidade dos profissionais portugueses na área da saúde", argumentou.
Reafirmou a intenção do Governo em resolver o problema da falta de médicos de família durante a atual legislatura, formando mais profissionais e "interessar médicos portugueses que se formaram no estrangeiro a regressarem a Portugal".
Já Manuel Pizarro, deputado do PS e antigo secretário de Estado da Saúde, defendeu a necessidade da reforma dos cuidados de saúde primários constituir uma prioridade do executivo.
"Acho essencial que o Governo tenha um discurso e uma prática que apoie efetivamente a criação de novas unidades de saúde familiar. No último semestre do ano passado assistimos a um claríssimo abrandamento na criação de novas unidades e isso é muito grave porque está comprovado que estas novas unidades facilitam o acesso dos cidadãos, melhoram a qualidade dos cuidados e diminuem os custos para o Estado", disse.
JLS.
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Coimbra, 28 jan - O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde disse hoje, em Coimbra, que as avaliações externas ao desempenho de centros de saúde "têm custos muito elevados" pelo que a tutela não vai desperdiçar recursos financeiros nesses mecanismos.
A questão das avaliações externas à organização e gestão dos agrupamentos de centros de saúde foi hoje suscitada num debate promovido pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) sobre a reforma dos cuidados de saúde primários (CSP).
Em declarações aos jornalistas, Fernando Leal da Costa disse que já foi feita "alguma avaliação externa" à reforma dos CSP, admitindo, porém, que existem áreas "onde não foi possível".
"Somos os primeiros a concordar que na organização dos agrupamentos de centros de saúde, unidades de saúde local e algum desempenho hospitalar justifica-se. Mas também é preciso não nos iludirmos, alguma dessa avaliação externa tem custos muito elevados e temos de saber faze-la de forma racional", advertiu.
"O ministério da Saúde não pode, como já aconteceu no passado, ser essencialmente uma agência de contratualização de serviços externos, muito dispendiosos e de fraca utilidade. Nós não vamos desperdiçar os meios dos portugueses", acrescentou Fernando Leal da Costa.
Classificou de "essencial" a reforma dos cuidados de saúde primários, garantindo que o Governo lhe vai dar continuidade, com dois objetivos: "conseguir que cada português tenha o seu médico de família" e que o Serviço Nacional de Saúde seja "sustentável e comportável para aquilo que é a capacidade económica dos portugueses".
Frisou que os obstáculos à reforma não se cingem apenas a questões financeiras e de custos, apontando questões relacionadas com falta de recursos humanos na área da saúde.
"Há claras circunstâncias em que nos falta gente qualificada em número suficiente", declarou.
Frisou que o Governo gostaria de não precisar de contratar médicos estrangeiros "mas não podemos ter uma visão xenófoba em relação ao exercício da medicina".
"Também há muito médico português que é contratado no estrangeiro e isso, ao contrário do que alguns dizem que é um exemplo de que estamos sujeitos a uma perda de recursos humanos, é acima de tudo, o reconhecimento da enorme qualidade dos profissionais portugueses na área da saúde", argumentou.
Reafirmou a intenção do Governo em resolver o problema da falta de médicos de família durante a atual legislatura, formando mais profissionais e "interessar médicos portugueses que se formaram no estrangeiro a regressarem a Portugal".
Já Manuel Pizarro, deputado do PS e antigo secretário de Estado da Saúde, defendeu a necessidade da reforma dos cuidados de saúde primários constituir uma prioridade do executivo.
"Acho essencial que o Governo tenha um discurso e uma prática que apoie efetivamente a criação de novas unidades de saúde familiar. No último semestre do ano passado assistimos a um claríssimo abrandamento na criação de novas unidades e isso é muito grave porque está comprovado que estas novas unidades facilitam o acesso dos cidadãos, melhoram a qualidade dos cuidados e diminuem os custos para o Estado", disse.
JLS.
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