Alto Hama: Charros, imperiais e... gravadores

30-06-2011
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Eu sei que o dia hoje não está grande coisa. Chuva e frio não são bons atributos para manifestações. Mas, mesmo assim, esperava que fosse uma enchente. Então não é que apenas – segundo a Lusa - cerca de cem pessoas marcharam hoje no centro de Lisboa pela legalização da marijuana, defendendo um "comércio regulado" e o "respeito pela liberdade" individual?Mesmo assim, Pedro Pombeiro, porta-voz da Marcha Global da Marijuana (MGM) de Lisboa, deixou o recato do pombal e defendeu que "legalizar permite criar regras, vender em locais próprios, a maiores de idade, fiscalizar".Nem mais. E convenhamos que se Ricardo Rodrigues, deputado do Partido Socialista, vice-presidente do Grupo Parlamentar e membro do Conselho Superior de Segurança Interna, pode furtar (ele chama-lhe “tomar posse”) gravadores a jornalistas, também é justo que quem quiser possa comprar, pelo menos numa primeira fase, marijuana.A ilegalização "é um desperdício de recursos que ao mesmo tempo não respeita a liberdade das pessoas de escolherem fazer uma coisa que não faz pior do que muitas outras que são legais", argumentou, e muito bem, Pedro Pombeiro.Se calhar faz muito mais mal à humanidade ter Ricardo Rodrigues como deputado, vice-presidente do Grupo Parlamentar socialista e membro do Conselho Superior de Segurança Interna, e a verdade é que ele continua por aí impávido e sereno."Enquanto consumidores, achamos que era bom contribuirmos com impostos para um comércio legal e regulado, em vez de estarmos na clandestinidade, na ilegalidade porque decidimos fumar charros em vez de beber uma imperial", exemplificou Pedro Pombeiro.É isso aí. Se uns podem beber sem problemas umas dúzias de imperiais, finos ou cervejas, se até se pode afanar gravadores sem problemas, porque carga de chuva não é possível fumar uns charros?Cá para mim, o ideal até seria fazer tudo ao mesmo tempo: fumar uns charros, beber umas imperiais, roubar uns gravadores e ser deputado.Jovens de ambos os sexos, alguns a fumarem charros, transformaram os guarda-sóis do quisoque do Jardim da Mãe d'Água em guarda-chuvas improvisados enquanto preparavam a saída da marcha.Um homem sobre andas e uma réplica gigante da folha da cannabis eram adereços que se destacavam acima dos guarda-chuvas abertos dos cerca de cem manifestantes, um número avançado à Lusa pela PSP, que acompanhou a marcha.Transportados pelos manifestantes, que tinham como destino o Largo Camões, sobressaíam também cartazes com dizeres como "Proibição não é solução" ou "O tráfico é contra a legalização da cannabis, e você?".Acrescente-se que, apesar de por lá terem estado diversos jornalistas, nenhum deles ficou sem gravadores...


Eu sei que o dia hoje não está grande coisa. Chuva e frio não são bons atributos para manifestações. Mas, mesmo assim, esperava que fosse uma enchente. Então não é que apenas – segundo a Lusa - cerca de cem pessoas marcharam hoje no centro de Lisboa pela legalização da marijuana, defendendo um "comércio regulado" e o "respeito pela liberdade" individual?Mesmo assim, Pedro Pombeiro, porta-voz da Marcha Global da Marijuana (MGM) de Lisboa, deixou o recato do pombal e defendeu que "legalizar permite criar regras, vender em locais próprios, a maiores de idade, fiscalizar".Nem mais. E convenhamos que se Ricardo Rodrigues, deputado do Partido Socialista, vice-presidente do Grupo Parlamentar e membro do Conselho Superior de Segurança Interna, pode furtar (ele chama-lhe “tomar posse”) gravadores a jornalistas, também é justo que quem quiser possa comprar, pelo menos numa primeira fase, marijuana.A ilegalização "é um desperdício de recursos que ao mesmo tempo não respeita a liberdade das pessoas de escolherem fazer uma coisa que não faz pior do que muitas outras que são legais", argumentou, e muito bem, Pedro Pombeiro.Se calhar faz muito mais mal à humanidade ter Ricardo Rodrigues como deputado, vice-presidente do Grupo Parlamentar socialista e membro do Conselho Superior de Segurança Interna, e a verdade é que ele continua por aí impávido e sereno."Enquanto consumidores, achamos que era bom contribuirmos com impostos para um comércio legal e regulado, em vez de estarmos na clandestinidade, na ilegalidade porque decidimos fumar charros em vez de beber uma imperial", exemplificou Pedro Pombeiro.É isso aí. Se uns podem beber sem problemas umas dúzias de imperiais, finos ou cervejas, se até se pode afanar gravadores sem problemas, porque carga de chuva não é possível fumar uns charros?Cá para mim, o ideal até seria fazer tudo ao mesmo tempo: fumar uns charros, beber umas imperiais, roubar uns gravadores e ser deputado.Jovens de ambos os sexos, alguns a fumarem charros, transformaram os guarda-sóis do quisoque do Jardim da Mãe d'Água em guarda-chuvas improvisados enquanto preparavam a saída da marcha.Um homem sobre andas e uma réplica gigante da folha da cannabis eram adereços que se destacavam acima dos guarda-chuvas abertos dos cerca de cem manifestantes, um número avançado à Lusa pela PSP, que acompanhou a marcha.Transportados pelos manifestantes, que tinham como destino o Largo Camões, sobressaíam também cartazes com dizeres como "Proibição não é solução" ou "O tráfico é contra a legalização da cannabis, e você?".Acrescente-se que, apesar de por lá terem estado diversos jornalistas, nenhum deles ficou sem gravadores...

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