Jornal Alto Alentejo: Governo prepara a extinção do Distrito

30-06-2011
marcar artigo


Segundo o nosso jornal conseguiu apurar, o Governo está a preparar uma proposta para ser discutida em Conselho de Ministros que visa «extinguir o Distrito de Portalegre». Fonte próxima do processo disse ao AA que esta proposta surge pelo facto de o distrito ser um dos mais «pobres» e ser aquele que «que menos produz a nível nacional».> «Tem-se verificado que o distrito de Portalegre é aquele que menos produz, que menos empresas tem, que está a perder mais pessoas e é também aquele que está a gastar mais dinheiro proveniente do Estado e consequentemente o que se está a endividar cada vez mais», justifica a fonte.Assim, e segundo a proposta de que deve ser apresentada já este verão, os 15 concelhos do Distrito de Portalegre podem serem divididos pelos distritos circundantes, «consoante a sua aproximação e as ligações económicas que já existem».Pode ler-se no memorando a que o AA teve acesso, que Sousel, Fronteira, Avis, Elvas, Campo Maior e Monforte podem passar a pertencer a Évora; Portalegre, Arronches, Alter, Nisa, Crato, Castelo de Vide e Marvão a Castelo Branco; e Ponte de Sor e Gavião a Santarém.Esta reestruturação, parecendo muito estranha, uma vez que a delimitação das fronteiras do Alto Alentejo não vão ser mexidas, visa «potenciar ainda mais a capacidade do Distrito de Portalegre».«Com este projecto pretende-se dinamizar mais ainda esta região que parece estar um pouco esquecida e parada em termos de desenvolvimento… Ao integrarmos estes concelhos em distritos onde o desenvolvimento económico é superior, esperamos que toda esta região possa realmente ser aquilo para que é talhada, ou seja, uma região capaz de gerir muita riqueza dadas as suas potencialidades, principalmente turísticas», sublinha a fonte ligada ao projecto.Adianta-se ainda que o Concelho de Portalegre vai funcionar como uma «”vice-capital” de Distrito». Quer isto dizer que Portalegre vai continuar a assegurar todos os cuidados de saúde e os serviços públicos que se encontram na cidade.«Se o projecto for aprovado, Portalegre não vai perder os serviços de que dispõe, já que é preciso que se garanta os cuidados de saúde a todas as populações de forma igual e os serviços públicos vão manter-se exactamente no mesmo local. Por exemplo, não faz sentido que o habitante de Marvão tenha que ir ao hospital de Castelo Branco para que seja operado ou, no caso de uma urgência, alguém de Monforte seja transportado para Évora. Estes serviços vão manter-se da mesma forma como estão agora, o que muda é o desenho dos distritos, de forma a garantir uma maior sustentabilidade financeira e económica destes concelhos», refere-se.Contactados os presidentes dos 15 concelhos que actualmente pertencem ao Distrito de Portalegre, alguns confessaram já ter ouvido falar no projecto, mas houve que estivesse a ouvir esta proposta do Governo pela primeira vez. Por isso, poucos foram aqueles que quiseram fazer comentários. Ainda assim, das reacções que obtivemos, a palavra «absurdo» foi a que mais se fez notar.«Esta proposta do Governo não faz sentido nenhum! Ao contrário do que dizem, isso vai fazer com que estes concelhos sejam mais esquecidos, ignorados e prejudicados», referem alguns dos presidentes de Câmara.No entanto, houve alguns presidentes que não discordam com a totalidade da ideia. «Esta pode ser uma boa oportunidade para nos desenvolvermos ainda mais», referem.Contactada pelo nosso jornal, a Associação de Municípios do Norte Alentejano não quis ainda fazer qualquer comentário, deixando para mais tarde uma reacção. No entanto, do pouco que conseguimos obter da AMNA, esta proposta, e à primeira vista, é «extremamente desadequada e absurda». O governador Civil do Distrito de Portalegre também não se mostrou disponível para falar, atitude esta mantida pelos seus homólogos de Évora, Castelo Branco e Santarém.Perante estes factos, prevê-se que as próximas semanas sejam de muita discussão em redor de um projecto que seguramente vai levantar muita polémica, quanto mais não seja por se tratar de uma mentira que o AA engendrou.Esta notícia não passa então de uma brincadeira com que o nosso jornal quis presentear os seus leitores como forma de assinalar o primeiro dia do mês de Abril, ou seja, o Dia das Mentiras. Nada do que está relato é verídico, tratando-se tudo de factos imaginados e sem qualquer fundamento, pelo que em nenhuma altura deve ser tido em conta o que está escrito.


Segundo o nosso jornal conseguiu apurar, o Governo está a preparar uma proposta para ser discutida em Conselho de Ministros que visa «extinguir o Distrito de Portalegre». Fonte próxima do processo disse ao AA que esta proposta surge pelo facto de o distrito ser um dos mais «pobres» e ser aquele que «que menos produz a nível nacional».> «Tem-se verificado que o distrito de Portalegre é aquele que menos produz, que menos empresas tem, que está a perder mais pessoas e é também aquele que está a gastar mais dinheiro proveniente do Estado e consequentemente o que se está a endividar cada vez mais», justifica a fonte.Assim, e segundo a proposta de que deve ser apresentada já este verão, os 15 concelhos do Distrito de Portalegre podem serem divididos pelos distritos circundantes, «consoante a sua aproximação e as ligações económicas que já existem».Pode ler-se no memorando a que o AA teve acesso, que Sousel, Fronteira, Avis, Elvas, Campo Maior e Monforte podem passar a pertencer a Évora; Portalegre, Arronches, Alter, Nisa, Crato, Castelo de Vide e Marvão a Castelo Branco; e Ponte de Sor e Gavião a Santarém.Esta reestruturação, parecendo muito estranha, uma vez que a delimitação das fronteiras do Alto Alentejo não vão ser mexidas, visa «potenciar ainda mais a capacidade do Distrito de Portalegre».«Com este projecto pretende-se dinamizar mais ainda esta região que parece estar um pouco esquecida e parada em termos de desenvolvimento… Ao integrarmos estes concelhos em distritos onde o desenvolvimento económico é superior, esperamos que toda esta região possa realmente ser aquilo para que é talhada, ou seja, uma região capaz de gerir muita riqueza dadas as suas potencialidades, principalmente turísticas», sublinha a fonte ligada ao projecto.Adianta-se ainda que o Concelho de Portalegre vai funcionar como uma «”vice-capital” de Distrito». Quer isto dizer que Portalegre vai continuar a assegurar todos os cuidados de saúde e os serviços públicos que se encontram na cidade.«Se o projecto for aprovado, Portalegre não vai perder os serviços de que dispõe, já que é preciso que se garanta os cuidados de saúde a todas as populações de forma igual e os serviços públicos vão manter-se exactamente no mesmo local. Por exemplo, não faz sentido que o habitante de Marvão tenha que ir ao hospital de Castelo Branco para que seja operado ou, no caso de uma urgência, alguém de Monforte seja transportado para Évora. Estes serviços vão manter-se da mesma forma como estão agora, o que muda é o desenho dos distritos, de forma a garantir uma maior sustentabilidade financeira e económica destes concelhos», refere-se.Contactados os presidentes dos 15 concelhos que actualmente pertencem ao Distrito de Portalegre, alguns confessaram já ter ouvido falar no projecto, mas houve que estivesse a ouvir esta proposta do Governo pela primeira vez. Por isso, poucos foram aqueles que quiseram fazer comentários. Ainda assim, das reacções que obtivemos, a palavra «absurdo» foi a que mais se fez notar.«Esta proposta do Governo não faz sentido nenhum! Ao contrário do que dizem, isso vai fazer com que estes concelhos sejam mais esquecidos, ignorados e prejudicados», referem alguns dos presidentes de Câmara.No entanto, houve alguns presidentes que não discordam com a totalidade da ideia. «Esta pode ser uma boa oportunidade para nos desenvolvermos ainda mais», referem.Contactada pelo nosso jornal, a Associação de Municípios do Norte Alentejano não quis ainda fazer qualquer comentário, deixando para mais tarde uma reacção. No entanto, do pouco que conseguimos obter da AMNA, esta proposta, e à primeira vista, é «extremamente desadequada e absurda». O governador Civil do Distrito de Portalegre também não se mostrou disponível para falar, atitude esta mantida pelos seus homólogos de Évora, Castelo Branco e Santarém.Perante estes factos, prevê-se que as próximas semanas sejam de muita discussão em redor de um projecto que seguramente vai levantar muita polémica, quanto mais não seja por se tratar de uma mentira que o AA engendrou.Esta notícia não passa então de uma brincadeira com que o nosso jornal quis presentear os seus leitores como forma de assinalar o primeiro dia do mês de Abril, ou seja, o Dia das Mentiras. Nada do que está relato é verídico, tratando-se tudo de factos imaginados e sem qualquer fundamento, pelo que em nenhuma altura deve ser tido em conta o que está escrito.

marcar artigo