NOVA ÁGUIA: REVISTA DE CULTURA PARA O SÉCULO XXI: Tantra: somos o mundo

25-01-2012
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"A abordagem tântrica consiste em ver todas as experiências da vida como o jogo do mesmo Uno. Positivas ou negativas, todas as experiências estão inseridas no júbilo absoluto, no grande deleite (maha-sukha) da Realidade. Quando houvermos compreendido que o que mais tememos - seja perda de saúde, propriedade, relações ou a própria vida - não nos ocorre a nós, mas antes no íntimo do nosso mais amplo ser, começaremos a ver o tremendo humor da encarnação. Esta visão é verdadeiramente libertadora.As escrituras tântricas insistem no que pode ser a mais importante descoberta da antiga espiritualidade, nomeadamente, que nós somos o mundo. O mundo é o nosso verdadeiro corpo. Assim sendo nós somos verdadeiramente sem idade, pois, segundo a cosmologia hindu, o Big Bang que engendra o mundo é, após a extinção do nosso presente universo, seguido por outro Big bang, ad infinitum. A existência cósmica desenvolve-se e envolve-se a si mesma perpetuamente. Além do mais, uma vez que o corpo e a mente estão apenas conceptualmente separados e na verdade formam aspectos do mesmo processo do mundo, a nossa mente é também intemporal. Esta profunda descoberta está articulada no ensinamento arcaico da identidade do microcosmo e do macrocosmo"- Georg Feuerstein, Tantra. The Path of Ecstasy, Boston/London, Shambhala, 1998, p.60.


"A abordagem tântrica consiste em ver todas as experiências da vida como o jogo do mesmo Uno. Positivas ou negativas, todas as experiências estão inseridas no júbilo absoluto, no grande deleite (maha-sukha) da Realidade. Quando houvermos compreendido que o que mais tememos - seja perda de saúde, propriedade, relações ou a própria vida - não nos ocorre a nós, mas antes no íntimo do nosso mais amplo ser, começaremos a ver o tremendo humor da encarnação. Esta visão é verdadeiramente libertadora.As escrituras tântricas insistem no que pode ser a mais importante descoberta da antiga espiritualidade, nomeadamente, que nós somos o mundo. O mundo é o nosso verdadeiro corpo. Assim sendo nós somos verdadeiramente sem idade, pois, segundo a cosmologia hindu, o Big Bang que engendra o mundo é, após a extinção do nosso presente universo, seguido por outro Big bang, ad infinitum. A existência cósmica desenvolve-se e envolve-se a si mesma perpetuamente. Além do mais, uma vez que o corpo e a mente estão apenas conceptualmente separados e na verdade formam aspectos do mesmo processo do mundo, a nossa mente é também intemporal. Esta profunda descoberta está articulada no ensinamento arcaico da identidade do microcosmo e do macrocosmo"- Georg Feuerstein, Tantra. The Path of Ecstasy, Boston/London, Shambhala, 1998, p.60.

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