http://www.jornaldenegocios.pt/ O presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, denunciou que o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) deve dois milhões de euros ao organismo, referentes à comparticipação do Rali de Portugal de 2010 e 2011. Em declarações à Lusa, Carlos Barbosa advertiu que sem comparticipação estatal o Rali de Portugal "não existe", acusando o anterior secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias (na foto), de fazer "jogo duplo" relativamente à atribuição das verbas e de "manobrar" o IDP e o seu antigo presidente, Luís Sardinha.
"O que está em causa são dois milhões de euros. Um milhão de 2010 e um milhão de 2011, que o secretário de Estado disse que dava e que nós não recebemos", acusou Carlos Barbosa, assinalando que o Turismo de Portugal, ao qual cabia uma comparticipação igual à da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, "tem pago religiosamente".
O presidente do ACP lamentou ter "ficado a arder com dois milhões" de euros, apesar de não ter sido assinado qualquer contrato em relação às edições da prova de 2010 e 2011: "Eu não preciso de contrato assinado. Basta que o secretário de Estado me diga que está concedido esse dinheiro", sustentou Carlos Barbosa.
"O IDP era manobrado completamente pelo secretário de Estado. O Luís Sardinha não tinha qualquer espécie de poder. Era completamente mandado pelo Secretário de Estado Laurentino Dias. Como não tinha efectivamente o contrato assinado, Laurentino Dias não era capaz de vir dizer cá para fora que não era verdade porque era verdade e, portanto, mandava o Sardinha dizer que enquanto não estivesse contratualizado não era verdade.
Faziam este jogo duplo", acusou. Carlos Barbosa explicou que nos anos anteriores o contrato com a tutela era assinado alguns meses depois de a prova se realizar, habitualmente, em Setembro ou Outubro, e o ACP recebia o dinheiro em duas prestações até ao fim de Dezembro, mas que "em 2011 e 2011 houve a promessa de um contrato que nunca chegou a ser assinado".
"Fizemos o Rali de Portugal baseados na palavra do secretário de Estado de que haveria uma verba igual à de 2009, 2008 e 2007, verba essa que nunca chegou a aparecer. Fazia o rali sempre baseado na palavra (do secretário de Estado) e o contrato vinha sempre depois", explicou.
Carlos Barbosa lembrou que o Rali de Portugal, prova pontuável para o Campeonato do Mundo, é "o maior evento desportivo do país", tendo gerado este ano "um retorno de 96 milhões de euros, com um investimento de dois milhões do Estado", mas que corre o risco de não se realizar se deixar de existir comparticipação estatal. "Não existe, porque eu não tenho dinheiro no ACP para o suportar.
O Rali de Portugal custa cerca de quatro milhões. Dois, arranjo em patrocinadores, dois arranja o Estado. Se o Estado não der não há Rali de Portugal", advertiu Carlos Barbosa. A Lusa tentou obter uma reacção de Laurentino Dias, mas não conseguiu contactar o antigo secretário de Estado da Juventude e do Desporto.
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http://www.jornaldenegocios.pt/ O presidente do Automóvel Club de Portugal (ACP), Carlos Barbosa, denunciou que o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) deve dois milhões de euros ao organismo, referentes à comparticipação do Rali de Portugal de 2010 e 2011. Em declarações à Lusa, Carlos Barbosa advertiu que sem comparticipação estatal o Rali de Portugal "não existe", acusando o anterior secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias (na foto), de fazer "jogo duplo" relativamente à atribuição das verbas e de "manobrar" o IDP e o seu antigo presidente, Luís Sardinha.
"O que está em causa são dois milhões de euros. Um milhão de 2010 e um milhão de 2011, que o secretário de Estado disse que dava e que nós não recebemos", acusou Carlos Barbosa, assinalando que o Turismo de Portugal, ao qual cabia uma comparticipação igual à da Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, "tem pago religiosamente".
O presidente do ACP lamentou ter "ficado a arder com dois milhões" de euros, apesar de não ter sido assinado qualquer contrato em relação às edições da prova de 2010 e 2011: "Eu não preciso de contrato assinado. Basta que o secretário de Estado me diga que está concedido esse dinheiro", sustentou Carlos Barbosa.
"O IDP era manobrado completamente pelo secretário de Estado. O Luís Sardinha não tinha qualquer espécie de poder. Era completamente mandado pelo Secretário de Estado Laurentino Dias. Como não tinha efectivamente o contrato assinado, Laurentino Dias não era capaz de vir dizer cá para fora que não era verdade porque era verdade e, portanto, mandava o Sardinha dizer que enquanto não estivesse contratualizado não era verdade.
Faziam este jogo duplo", acusou. Carlos Barbosa explicou que nos anos anteriores o contrato com a tutela era assinado alguns meses depois de a prova se realizar, habitualmente, em Setembro ou Outubro, e o ACP recebia o dinheiro em duas prestações até ao fim de Dezembro, mas que "em 2011 e 2011 houve a promessa de um contrato que nunca chegou a ser assinado".
"Fizemos o Rali de Portugal baseados na palavra do secretário de Estado de que haveria uma verba igual à de 2009, 2008 e 2007, verba essa que nunca chegou a aparecer. Fazia o rali sempre baseado na palavra (do secretário de Estado) e o contrato vinha sempre depois", explicou.
Carlos Barbosa lembrou que o Rali de Portugal, prova pontuável para o Campeonato do Mundo, é "o maior evento desportivo do país", tendo gerado este ano "um retorno de 96 milhões de euros, com um investimento de dois milhões do Estado", mas que corre o risco de não se realizar se deixar de existir comparticipação estatal. "Não existe, porque eu não tenho dinheiro no ACP para o suportar.
O Rali de Portugal custa cerca de quatro milhões. Dois, arranjo em patrocinadores, dois arranja o Estado. Se o Estado não der não há Rali de Portugal", advertiu Carlos Barbosa. A Lusa tentou obter uma reacção de Laurentino Dias, mas não conseguiu contactar o antigo secretário de Estado da Juventude e do Desporto.