CIDADANIA LX: E ... A DESTRUIÇÃO DO QUE RESTA DA "LISBOA ROMÂNTICA" ... CONTINUA ...

05-07-2011
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Queda registou-se por volta das 6h00Lisboa: parte do prédio da Avenida 5 de Outubro ruiu 24.11.2010 - 09:52 Por Helena Geraldes, Luciano Alvarez, Marisa Soares (in Público) Parte do prédio número 275 na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, ruiu esta manhã, por volta das 6h00, confirmou ao PÚBLICO o sub-chefe principal Marques, dos Bombeiros Sapadores de Lisboa e a assessora de imprensa do Governo Civil de Lisboa. O prédio fica na Avenida 5 de Outubro, perto da antiga Feira PopularJoana BourgardO edifício estava em colapso e na segunda-feira de manhã duas famílias tiveram de abandonar o edifício. Hoje, por volta das 6h00, começou por cair a fachada que ainda restava no prédio em obras e a estrutura metálica que sustentava a parede do edifício em ruína. Cerca das 09h00, a parte esquerda do 275 ruiu totalmente. Uma viatura dos Bombeiros Sapadores de Lisboa está no local por motivos de segurança.Emília Castela, chefe da divisão de Planeamento e Operações da Protecção Civil, acredita que durante o dia ainda deverão cair outras partes, "nomeadamente o resto da empena do prédio em obras e alguma parte da estrutura do 275".Ao lado do prédio em obras, o edifício onde funciona a residência de estudantes da Universidade Lusófona não sofreu alterações com a derrocada. "Não houve alterações nos testemunhos, mas vamos continuar a monitorizar, até porque a chuva pode provocar infiltrações", disse a responsável. Nos próximos dias, vão começar os trabalhos de remoção e sustentação de algumas zonas. A área vai continuar interdita, pelo menos, durante um mês.Uma derrocada prevista há mesesTeresa Pereira, moradora há 21 anos num prédio vizinho, saiu à rua esta manhã para ver aquilo que só tinha ouvido durante a noite. "Por volta das 06h00 ouvi um barulho enorme e senti muito, muito pó", contou ao PÚBLICO. Bem perto do seu prédio de cinco andares, um monte de entulho tinha resvalado para a rua, cortada ao trânsito, depois do edifício em causa ter parcialmente ruído. "Mas há mais prédios assim nesta rua e é uma pena que só se olhe para este. A câmara não quer saber", desabafou, depois de vários meses à espera que a derrocada acontecesse. Na verdade, já em Março, o prédio contíguo ao número 275 (que estava agora em obras), tinha ruído."Foram deixando os prédios desta rua degradar-se a tal ponto que já não havia nada a fazer", contou Paula Mesquita, de uma perfumaria algumas portas abaixo. "O negócio está a ser prejudicado, com uma rua de trânsito cortado, onde as pessoas não podem passar e nem têm possibilidades de estacionar", lamentou ao PÚBLICO.Paula Mesquita lembrou que em situação pior estará o dono do restaurante mesmo ao lado do prédio que ruiu parcialmente esta madrugada. "O senhor fez obras há tão pouco tempo e agora foi obrigado a encerrar o estabelecimento. É uma situação muito triste para ele e para todos os seus empregados que agora não podem trabalhar", referiu. Nesta situação, estão 14 trabalhadores, aos quais se juntam três funcionários da farmácia que funciona no rés-do-chão do número 283.Agora, a decisão do que fazer às partes do edificio vai depender de várias entidas, como a Câmara de Lisboa, seguradoras e proprietário do prédio, segundo referiu ao PÚBLICO o sub-chefe Marques.


Queda registou-se por volta das 6h00Lisboa: parte do prédio da Avenida 5 de Outubro ruiu 24.11.2010 - 09:52 Por Helena Geraldes, Luciano Alvarez, Marisa Soares (in Público) Parte do prédio número 275 na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, ruiu esta manhã, por volta das 6h00, confirmou ao PÚBLICO o sub-chefe principal Marques, dos Bombeiros Sapadores de Lisboa e a assessora de imprensa do Governo Civil de Lisboa. O prédio fica na Avenida 5 de Outubro, perto da antiga Feira PopularJoana BourgardO edifício estava em colapso e na segunda-feira de manhã duas famílias tiveram de abandonar o edifício. Hoje, por volta das 6h00, começou por cair a fachada que ainda restava no prédio em obras e a estrutura metálica que sustentava a parede do edifício em ruína. Cerca das 09h00, a parte esquerda do 275 ruiu totalmente. Uma viatura dos Bombeiros Sapadores de Lisboa está no local por motivos de segurança.Emília Castela, chefe da divisão de Planeamento e Operações da Protecção Civil, acredita que durante o dia ainda deverão cair outras partes, "nomeadamente o resto da empena do prédio em obras e alguma parte da estrutura do 275".Ao lado do prédio em obras, o edifício onde funciona a residência de estudantes da Universidade Lusófona não sofreu alterações com a derrocada. "Não houve alterações nos testemunhos, mas vamos continuar a monitorizar, até porque a chuva pode provocar infiltrações", disse a responsável. Nos próximos dias, vão começar os trabalhos de remoção e sustentação de algumas zonas. A área vai continuar interdita, pelo menos, durante um mês.Uma derrocada prevista há mesesTeresa Pereira, moradora há 21 anos num prédio vizinho, saiu à rua esta manhã para ver aquilo que só tinha ouvido durante a noite. "Por volta das 06h00 ouvi um barulho enorme e senti muito, muito pó", contou ao PÚBLICO. Bem perto do seu prédio de cinco andares, um monte de entulho tinha resvalado para a rua, cortada ao trânsito, depois do edifício em causa ter parcialmente ruído. "Mas há mais prédios assim nesta rua e é uma pena que só se olhe para este. A câmara não quer saber", desabafou, depois de vários meses à espera que a derrocada acontecesse. Na verdade, já em Março, o prédio contíguo ao número 275 (que estava agora em obras), tinha ruído."Foram deixando os prédios desta rua degradar-se a tal ponto que já não havia nada a fazer", contou Paula Mesquita, de uma perfumaria algumas portas abaixo. "O negócio está a ser prejudicado, com uma rua de trânsito cortado, onde as pessoas não podem passar e nem têm possibilidades de estacionar", lamentou ao PÚBLICO.Paula Mesquita lembrou que em situação pior estará o dono do restaurante mesmo ao lado do prédio que ruiu parcialmente esta madrugada. "O senhor fez obras há tão pouco tempo e agora foi obrigado a encerrar o estabelecimento. É uma situação muito triste para ele e para todos os seus empregados que agora não podem trabalhar", referiu. Nesta situação, estão 14 trabalhadores, aos quais se juntam três funcionários da farmácia que funciona no rés-do-chão do número 283.Agora, a decisão do que fazer às partes do edificio vai depender de várias entidas, como a Câmara de Lisboa, seguradoras e proprietário do prédio, segundo referiu ao PÚBLICO o sub-chefe Marques.

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