O consenso político em torno da reforma de IRC deverá ser díficil de conseguir.
O deputado socialista João Galamba considera que a reforma de IRC proposta pelo Governo "não tem grande futuro".
Na conferência organizada pela Universidade Católica sobre o tema: A reforma do IRC, perspectivas e contradições, João Galamba criticou a intenção do Governo reduzir as taxas de IRC e o regime de participation exemption.
"O PS defende a redução das taxas para as pequenas empresas" e "o regime de participation exemption merece a oposição frontal do PS", afirmou.
A reforma de IRC será agora discutida na especialidade no Parlamento, mas o consenso político parece longe de ser conseguido. O dirigente nacional do CDS, Francisco Mendes da Silva, afirmou que não deverá haver "consenso agora" e que "as condições se vão degradar nos próximos seis meses, na antecâmara de um programa cautelar".
No mesmo sentido João Galamba reafirmou que "se não houver alterações à reforma", o PS votará contra, embora tenha reconhecido alguma abertura nas medidas de simplificação propostas pela reforma.
O deputado defende que "não são as empresas que criam emprego, mas sim os consumidores", pelo que a reforma de IRC não é, para o PS "essencial ao investimento" como tem sido apresentada.
"Esta reforma pretende vender um país com a ideia de que só somos atractivos se formos baratos", disse, acrescentando que quer "que o país lute junto com outros países por uma harmonização fiscal e não por uma corrida para o fundo".
Por outro lado, Francisco Mendes da Silva alertou para o momento que "o PS estiver no poder" e questionou "a capacidade do partido para voltar atrás na reforma, sobretudo tendo esta o aval da ‘troika'".
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O consenso político em torno da reforma de IRC deverá ser díficil de conseguir.
O deputado socialista João Galamba considera que a reforma de IRC proposta pelo Governo "não tem grande futuro".
Na conferência organizada pela Universidade Católica sobre o tema: A reforma do IRC, perspectivas e contradições, João Galamba criticou a intenção do Governo reduzir as taxas de IRC e o regime de participation exemption.
"O PS defende a redução das taxas para as pequenas empresas" e "o regime de participation exemption merece a oposição frontal do PS", afirmou.
A reforma de IRC será agora discutida na especialidade no Parlamento, mas o consenso político parece longe de ser conseguido. O dirigente nacional do CDS, Francisco Mendes da Silva, afirmou que não deverá haver "consenso agora" e que "as condições se vão degradar nos próximos seis meses, na antecâmara de um programa cautelar".
No mesmo sentido João Galamba reafirmou que "se não houver alterações à reforma", o PS votará contra, embora tenha reconhecido alguma abertura nas medidas de simplificação propostas pela reforma.
O deputado defende que "não são as empresas que criam emprego, mas sim os consumidores", pelo que a reforma de IRC não é, para o PS "essencial ao investimento" como tem sido apresentada.
"Esta reforma pretende vender um país com a ideia de que só somos atractivos se formos baratos", disse, acrescentando que quer "que o país lute junto com outros países por uma harmonização fiscal e não por uma corrida para o fundo".
Por outro lado, Francisco Mendes da Silva alertou para o momento que "o PS estiver no poder" e questionou "a capacidade do partido para voltar atrás na reforma, sobretudo tendo esta o aval da ‘troika'".