Rupert Murdock desistiu da compra do serviço de televisão BSkyB

22-07-2011
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A compra do BSkyB, negócio estimado em cerca de 9 mil milhões de euros, estava a gerar polémica depois do escândalo das escutas ilegais efectuadas nos jornais de Murdoch que levaram ao encerramento do tablóide "News of the World", no passado domingo.

“A News Corporation retira a sua proposta”, anunciou o grupo em comunicado, numa decisão que já foi saudada pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron e pelo líder da oposição, Ed Miliband. Os vários partidos políticos britânicos condenaram os métodos usados pelos jornais de Murdoch para obter informações, nomeadamente as escutas ilegais feitas a políticos – incluindo o antigo primeiro-ministro Gordon Brown – ou a familiares de vítimas de terrorismo.

“O negócio [de Murdoch] deverá centrar-se na transparência e em meter a casa em ordem”, defendeu um porta-voz de Cameron em comunicado. Ed Miliband considerou, por sua vez, que a desistência da compra do BSkyB é “uma vitória para as pessoas que foram afectadas pelas revelações que resultaram das escutas telefónicas”. E adiantou: “Ninguém deve exercer poder neste país sem responsabilidade.”

O anúncio foi feito quando a Câmara dos Comuns se preparava para votar uma moção a pedir a Murdoch para desistir do negócio, apoiada pelos três principais partidos – conservadores e liberais democratas, no poder, e trabalhistas. O vice-presidente da News Corporation, Chase Carey, admitiu em comunicado que “seria difícil avançar com o negócio neste clima”, ainda que tenha referido que o grupo continuará a ser “um accionista empenhado” do BSkyB, de que já detém 39 por cento. Afastada fica agora a pretensão de comprar a totalidade deste serviço de televisão por satélite.

A compra do BSkyB, negócio estimado em cerca de 9 mil milhões de euros, estava a gerar polémica depois do escândalo das escutas ilegais efectuadas nos jornais de Murdoch que levaram ao encerramento do tablóide "News of the World", no passado domingo.

“A News Corporation retira a sua proposta”, anunciou o grupo em comunicado, numa decisão que já foi saudada pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron e pelo líder da oposição, Ed Miliband. Os vários partidos políticos britânicos condenaram os métodos usados pelos jornais de Murdoch para obter informações, nomeadamente as escutas ilegais feitas a políticos – incluindo o antigo primeiro-ministro Gordon Brown – ou a familiares de vítimas de terrorismo.

“O negócio [de Murdoch] deverá centrar-se na transparência e em meter a casa em ordem”, defendeu um porta-voz de Cameron em comunicado. Ed Miliband considerou, por sua vez, que a desistência da compra do BSkyB é “uma vitória para as pessoas que foram afectadas pelas revelações que resultaram das escutas telefónicas”. E adiantou: “Ninguém deve exercer poder neste país sem responsabilidade.”

O anúncio foi feito quando a Câmara dos Comuns se preparava para votar uma moção a pedir a Murdoch para desistir do negócio, apoiada pelos três principais partidos – conservadores e liberais democratas, no poder, e trabalhistas. O vice-presidente da News Corporation, Chase Carey, admitiu em comunicado que “seria difícil avançar com o negócio neste clima”, ainda que tenha referido que o grupo continuará a ser “um accionista empenhado” do BSkyB, de que já detém 39 por cento. Afastada fica agora a pretensão de comprar a totalidade deste serviço de televisão por satélite.

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