Não queria escrever o que se segue, porque aborrece-me discutir assuntos “internos” em público. Refiro-me, é claro, ao texto de Pedro Mexia no "DN" de hoje. Aborrece-me, porque prezo a pessoa e o intelectual em causa - e estou completamente à vontade para o dizer porque julgo ter sido um dos primeiros a promover o seu talento na imprensa escrita em Portugal quando ele se dedicava a combater a esquerda dominante na saudosa Coluna Infame.
Parece-me, porém, depois de ler a opinião de hoje, que Pedro Mexia conseguiu a suprema façanha de alcançar, em apenas dois anos, um trajecto político semelhante ao do Prof. Freitas do Amaral nos últimos 30.
O facto é que, no essencial, este artigo de Pedro Mexia poderia ter sido assinado pelo antigo presidente do CDS. O que lá se lê não é novo nem muito diferente do que foi repetido por Freitas do Amaral no Congresso da Democracia. O problema é precisamente a superficialidade e a falta de substância política. Reduz-se a discussão sobre o CDS a um problema estético, de gravatas, versos e fatos às risquinhas. Eu esperava um bocadinho mais. Sinceramente.
[PPM]
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Não queria escrever o que se segue, porque aborrece-me discutir assuntos “internos” em público. Refiro-me, é claro, ao texto de Pedro Mexia no "DN" de hoje. Aborrece-me, porque prezo a pessoa e o intelectual em causa - e estou completamente à vontade para o dizer porque julgo ter sido um dos primeiros a promover o seu talento na imprensa escrita em Portugal quando ele se dedicava a combater a esquerda dominante na saudosa Coluna Infame.
Parece-me, porém, depois de ler a opinião de hoje, que Pedro Mexia conseguiu a suprema façanha de alcançar, em apenas dois anos, um trajecto político semelhante ao do Prof. Freitas do Amaral nos últimos 30.
O facto é que, no essencial, este artigo de Pedro Mexia poderia ter sido assinado pelo antigo presidente do CDS. O que lá se lê não é novo nem muito diferente do que foi repetido por Freitas do Amaral no Congresso da Democracia. O problema é precisamente a superficialidade e a falta de substância política. Reduz-se a discussão sobre o CDS a um problema estético, de gravatas, versos e fatos às risquinhas. Eu esperava um bocadinho mais. Sinceramente.
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