O Acidental: A esquerda não está preparada para governar

02-07-2011
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António Pires de Lima teve uma longa intervenção na primeira sessão das "Noites à Direita", onde, entre muitas outras coisas, afirmou que a "Direita não estava preparada para governar". Compreende-se que os media se tenham agarrados como lapas ao sound byte, tal como pouco mais lá viram que deputados e dirigentes do CDS - sobre este último aspecto já escrevi sobre o assunto no Direita Liberal e por isso não me vou repetir.Mas, como já houve as mais diversas e absurdas interpretações sobre a mesma frase, como se se tratasse de uma confissão que confirma a incapacidade da Direita para governar - e não vou sequer analisar outras mais indigentes, como as dos que convivem intelectualmente com a obsessão estapafúrdia de uma luta virtual entre o PP e o CDS (!!!), enquanto vão tecendo épicos elogios aos seus tutores políticos do bloco central - também quero dar a minha. Concordo com a frase de António Pires de Lima: parece-me óbvio que a Direita não estava preparada para governar e já vários dirigentes do CDS o disseram, quando por exemplo afirmaram que a Direita começou a perder as eleições no início da anterior legislatura ao se alhear de um combate cultural nas universidades e nos meios intelectuais, nas escolas e na imprensa, reproduzindo apenas o discurso da redução do défice e do país de tanga. Mais: a Direita não estava preparada porque deixou que esse combate cultural fosse dominado por forças extremistas como o Bloco de Esquerda, que ainda hoje condicionam claramente o discurso e a prática governamental do primeiro-ministo José Sócrates. A verdade é que a Esquerda democrática também não está preparada para governar e a sua acção continua condicionada pela demagogia mais populista do BE, tanto no discurso anti-políticos, como na gestão das empresas públicas, como em questões como o referendo do aborto. Os efeitos podem ser mais atenuados - porque Sócrates, sobretudo através do PS de Jorge Coelho, conseguem algum damage control, silenciando alguns dos potenciais efeitos da demagogia de Louçã e companhia - e evitando assim repetir a experiência de Santana Lopes, vamos a ver até quando. Mas quando se ouvem os agentes da autoridade a chamar mentirosos às autoridades, está quase tudo dito: a Esquerda não está preparada para governar. [PPM]

António Pires de Lima teve uma longa intervenção na primeira sessão das "Noites à Direita", onde, entre muitas outras coisas, afirmou que a "Direita não estava preparada para governar". Compreende-se que os media se tenham agarrados como lapas ao sound byte, tal como pouco mais lá viram que deputados e dirigentes do CDS - sobre este último aspecto já escrevi sobre o assunto no Direita Liberal e por isso não me vou repetir.Mas, como já houve as mais diversas e absurdas interpretações sobre a mesma frase, como se se tratasse de uma confissão que confirma a incapacidade da Direita para governar - e não vou sequer analisar outras mais indigentes, como as dos que convivem intelectualmente com a obsessão estapafúrdia de uma luta virtual entre o PP e o CDS (!!!), enquanto vão tecendo épicos elogios aos seus tutores políticos do bloco central - também quero dar a minha. Concordo com a frase de António Pires de Lima: parece-me óbvio que a Direita não estava preparada para governar e já vários dirigentes do CDS o disseram, quando por exemplo afirmaram que a Direita começou a perder as eleições no início da anterior legislatura ao se alhear de um combate cultural nas universidades e nos meios intelectuais, nas escolas e na imprensa, reproduzindo apenas o discurso da redução do défice e do país de tanga. Mais: a Direita não estava preparada porque deixou que esse combate cultural fosse dominado por forças extremistas como o Bloco de Esquerda, que ainda hoje condicionam claramente o discurso e a prática governamental do primeiro-ministo José Sócrates. A verdade é que a Esquerda democrática também não está preparada para governar e a sua acção continua condicionada pela demagogia mais populista do BE, tanto no discurso anti-políticos, como na gestão das empresas públicas, como em questões como o referendo do aborto. Os efeitos podem ser mais atenuados - porque Sócrates, sobretudo através do PS de Jorge Coelho, conseguem algum damage control, silenciando alguns dos potenciais efeitos da demagogia de Louçã e companhia - e evitando assim repetir a experiência de Santana Lopes, vamos a ver até quando. Mas quando se ouvem os agentes da autoridade a chamar mentirosos às autoridades, está quase tudo dito: a Esquerda não está preparada para governar. [PPM]

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