O Acidental: Um esquimó com vontade de trabalhar ou um europeu com o hábito do encosto?

05-07-2011
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Porque a maioria dos imigrantes merece respeito. Porque a maioria dos imigrantes não merece ser confundida com bandidos:1.Qual deve ser a grande preocupação da Europa no século XXI? A criação de regimes políticos cosmopolitas. Por isso, devemos ser sempre inimigos (repito: inimigos) daqueles que insistem em produzir derivas identitárias, culturalistas, nacionalistas, racistas. Sejam eles de direita ou de esquerda. É verdade que todos os povos têm direito à sua memória, às suas tradições, à sua vida em comunidade. Mas isso não pode excluir os indivíduos de outras tradições, de outras comunidades. Não pode impedir a construção do chão comum de uma sociedade minimamente funcional.2. Qual deve ser o ethos de uma Europa para o século XXI? O indivíduo. A tradição não está acima dos indivíduos. A tradição não deve ser imobilizada e sacralizada, nem pela velha direita nem pelo politicamente correcto da nova esquerda. Não existe uma Ideia que pensa por nós… O apelo à tradição deixa de ser legítimo quando subalterniza os indivíduos e quando exclui o outro, o estrangeiro, o diferente, aquele que não pertence ao sacrossanto (e reaccionário) Nós. E isto, repito, existe tanto na velha direita como na nova esquerda.3.Os europeus devem lutar por regimes constitucionais que garantam a entrada de estrangeiros. O estrangeiro deve ter os mesmos direitos e, não esquecer, os mesmos deveres do nacional. Isto é a igualdade universal perante a lei. A Europa deve assentar na noção de dignidade humana situada a montante de todos os indivíduos, sejam eles portugueses, indianos ou esquimós.adaptado daqui.[Henrique Raposo]

Porque a maioria dos imigrantes merece respeito. Porque a maioria dos imigrantes não merece ser confundida com bandidos:1.Qual deve ser a grande preocupação da Europa no século XXI? A criação de regimes políticos cosmopolitas. Por isso, devemos ser sempre inimigos (repito: inimigos) daqueles que insistem em produzir derivas identitárias, culturalistas, nacionalistas, racistas. Sejam eles de direita ou de esquerda. É verdade que todos os povos têm direito à sua memória, às suas tradições, à sua vida em comunidade. Mas isso não pode excluir os indivíduos de outras tradições, de outras comunidades. Não pode impedir a construção do chão comum de uma sociedade minimamente funcional.2. Qual deve ser o ethos de uma Europa para o século XXI? O indivíduo. A tradição não está acima dos indivíduos. A tradição não deve ser imobilizada e sacralizada, nem pela velha direita nem pelo politicamente correcto da nova esquerda. Não existe uma Ideia que pensa por nós… O apelo à tradição deixa de ser legítimo quando subalterniza os indivíduos e quando exclui o outro, o estrangeiro, o diferente, aquele que não pertence ao sacrossanto (e reaccionário) Nós. E isto, repito, existe tanto na velha direita como na nova esquerda.3.Os europeus devem lutar por regimes constitucionais que garantam a entrada de estrangeiros. O estrangeiro deve ter os mesmos direitos e, não esquecer, os mesmos deveres do nacional. Isto é a igualdade universal perante a lei. A Europa deve assentar na noção de dignidade humana situada a montante de todos os indivíduos, sejam eles portugueses, indianos ou esquimós.adaptado daqui.[Henrique Raposo]

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